segunda-feira, 23 de maio de 2011

Eu te amei. E não foi pouco.


O dia amanheceu de um jeito diferente. Eu não sabia ao certo o que o tornava incomum, mas sei que ele não me passava uma boa sensação. Embora o sol estivesse brilhando lá fora, o céu estivesse mais azul do que nunca e das nuvens, nada se via, eu ainda estava com um sentimento um tanto quanto estranho. Levantei da cama logo cedo e, involuntariamente, meu olhar foi desviado para o calendário, que mostrava a data: 03 de Dezembro. Um ano. Já fazia um ano.
Por mais que eu negasse, mentisse e desmentisse, acreditasse ou desacreditasse, nada mais era como antes. Não ao menos depois de tudo o que aconteceu. Fiquei lembrando, com a maior riqueza de detalhes, como as coisas aconteceram. Eu aqui, você aí. Eu com ele, você com ela. Eu com a minha vida, você com a sua. E confesso que passei a acreditar nesse tal de destino, esse que une as pessoas que tinham tudo para não se encontrarem. E foi tudo tão rápido, tão repentino.
Eu tive tanto medo de fazer a escolha errada e acabar estragando toda a vida que eu já havia construído ao lado de outra pessoa. Mas você estava decidido, e parecia não ter esse medo. Era o destino, tenho certeza.
Não consegui. Largar tudo para ficar com você, quero dizer. E assim nos distanciamos. Me lembro de tudo como se fosse ontem; me lembro da sua voz quando atendeu o telefone e de como as minhas palavras falharam na hora de dizer tudo aquilo. Saiba que doeu em mim.
O tempo passou, e eu tinha poucas notícias de você. Sabia que você havia casado, que sua mãe havia morrido e que seu pai não estava bem. Mas também sabia que você não estava feliz. Da mesma forma que eu não estava; da mesma forma que eu ainda sentia vontade de chorar sempre que ouvia teu nome, ou alguém falando de você. Mas havia uma única coisa que eu ainda não sabia, e não sei se gostaria de ter ficado sabendo.
Estava sentada na minha mesa, cercada por todas aquelas papeladas quando o telefone tocou. Era a secretária da agência da sua cidade. Com a voz tremida e baixa, me deu a noticia. Foi o pior dia da minha vida. Meu mundo estava caindo naquele instante. Porque não me disse que estava doente? Porque não me contou nada? Porque teve que ir? Justo agora?
E o destino pregava-me mais uma peça. Me sinto arrependida até hoje por não ter te dado um último abraço. Um último beijo. Mas sinto mais arrependimento ainda por não ter ouvido o meu coração e ficado contigo.
Mas sabe, aprendi muita coisa com você. Aprendi que nada nessa vida acontece por simplesmente acontecer. Aprendi que deve-se dar voz ao coração, e não ao que você julga ser certo ou errado. Aprendi que existem anjos nesse mundo; pessoas que Deus coloca em nossas vidas para cuida de nós. Mas agora, bem, agora eu sei que você se tornou um anjo de verdade. E está aí em cima, olhando por mim.

Beijos e me liga para contar do amor da sua vida que você deixou ir embora :*

PS1: Conto baseado em uma história real. Sinto orgulho de ter a irmã que eu tenho, que independente de ter passado por tudo isso, ergueu a cabeça e seguiu em frente.
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sábado, 7 de maio de 2011

Obstáculo.



- Você sabia né? - começou ela.
- Sim, eu sabia.
- E você também sabia que seria difícil pra mim. Então porque continuou? - disse ela, em tom firme.
- Porque eu... -
- Porque você pensou que poderia ser diferente, não foi? - ela o interrompeu.

Silêncio
.

- É. Foi isso. - respondeu ele.
- Eu tô sofrendo, sabia? Não pense que está sendo fácil, porque não está. Não parece, mas tá doendo, tá machucando, tá apertando, tá torturando. Dá pra pensar um pouco em mim? Pare e se coloque no meu lugar, imagina s...
- Ei - dessa vez, ele a interrompe - pare. Pare com isso. Se está doendo em você, está doendo em mim também. Ou você se esqueceu de tudo que eu já te disse? Você sente, eu sinto. Sou o teu reflexo, o reflexo de tudo que acontece com você. Se você não está feliz, eu também não estou. Se você está chorando, eu choro com você. Se você está satisfeita, eu estou também. E da mesma forma que não está sendo fácil para você, também não está sendo para mim.
- Eu sei - ela diz com lágrimas nos olhos e a voz falhando.
- Eu te amo e muito. Você também sabe disso, não sabe?
- S-sei. - ela tenta conter o choro, faz força mas não consegue. Cai aos prantos nos ombros dele.
- Nunca se esqueça disso, meu amor. Nunca.
Ele beija-a na testa, e a abraça.

Beijos e me liga para contar da sua conversa :*

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