segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Sedentarismo, academia, Facebook e bom senso.



      Que atire a primeira pedra quem, rolando o feed de notícias do Facebook, nunca encontrou um marombeiro postando foto do seu pseudo-tanquinho. Sim, pseudo. Na maioria das vezes nem é lá tão grande coisa assim.
       Embora não pareça, as redes sociais podem ser uma ótima ferramenta... Quando bem utilizadas. Não sei explicar como, quando, onde ou porquê, mas essa onda no pain, no gain está cada vez mais recorrente em qualquer ferramenta na qual seja possível publicar escritos ou fotos. Se você não sabe do que eu estou falando, experimente observar o Facebook ou o Instagram durante o fim da tarde e o começo da noite. Você com certeza vai reparar na enorme quantidade de #partiu academia e de fotos de homens sem camisa e de mulheres com shortinho tão justo e curto que chega a me faltar o ar. Suponho que este seja o horário de pico dos marombeiros; ou se isso não acontece com você, acho que devo rever o tipo de gente que eu mantenho no meu perfil.
          Não vejo problema algum em ser saudável, praticar atividade física e essas coisas que a gente vê toda sexta-feira no Globo Repórter. Mas sabe o que é o mais triste? Posso contar nos dedos (e ainda sobrará dedo) quantas pessoas estão ali, dentro da academia, realmente pela saúde. Teríamos a geração mais saudável já vista se todos os jovens frequentadores dos aparelhos de ginástica estivessem de olho na saúde e não na quantidade de curtidas que a sua foto vai receber.
         Como se tudo isso não bastasse, ainda temos o pessoal que malha o tórax por meses a fio e esquece que tem um par de pernas da cintura para baixo. Com vocês, os homens-coxinha. Sei lá, cada um cuida do seu corpo e sabe o que faz da própria vida, mas pô, cara, já que vai estragar o corpo, estraga direito, né?
       Ainda no meu dicionário sobre ratos de academia, tem os bonecos de posto. Aqueles enfeites de ar, estufados, que ficam balançando para lá e para cá nos postos de combustíveis, sabe? Alguns marombeiros são tão musculosos que dão a impressão de que murchariam caso fossem espetados por uma agulha. Sobre as mulheres, nada que já não estejamos acostumados: aspirantes à panicat.
         Assim como há pessoas que não entendem como conseguem sobreviver os sedentários, eu não entendo que há de tão belo na academia por motivos de: a) você tem que sair da sua casa b) não pode ir de pijama c) é cansativo d) te faz suar como um porco e) você ainda paga por tudo isso. Este último item é o mais grave, na minha opinião. Não estou dizendo que vocês devem parar com os exercícios, passarem aqui em casa para engordar comigo e depois a gente descer a avenida rolando; muito pelo contrário. Só não me encaixo no perfil de quem frequenta esses matadouros lugares e dou graças a Deus por existirem formas alternativas para a prática do exercício físico.
       Se você chegou até aqui, suponho que tenha notado o clube do sedentarismo ao qual a pessoa que aqui vos fala pertence. Ao passo em que há ratos de academia, há ratos de sofá e eu me encontro neste grupo. Apesar de preferir minha cama a um aparelho de musculação, não sou uma gordinha recalcada cujos exames de colesterol estão tão altos quanto a taxa de creatina presente no corpo dos malhadões. Pelo contrário, meus resultados estão bem bonitinhos considerando o estilo de vida que eu levo.
          E assim termino este texto, aguardando os comentários inconvenientes e os chiliques (demonstrados ou não) da galera que curte academia e tem um apego por demonstrar isso. Caso se sintam muito doídos, ainda tem a opção de irem descontar o ódio em algum aparelho de musculação; unam o útil ao agradável, por favor.

Beijos e me liga para combinarmos um x-bacon enquanto assistimos à tv :*

Por pura coincidência ou não, vou usar a nota de rodapé deste post para perguntar se vocês topam uma receita gordinha para o próximo post. Se sim, querem em texto ou em vídeo?