quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Adeus, vestibular.


Lol          Ah, a dor e a delícia — muito mais dor que delícia  de prestar vestibular. Recentemente, fui submetida a esta dolorosa realidade; e eu adoraria se o problema maior fosse só o fato de ir lá e fazer as provas. Mas a tortura se encontra no que antecede tudo isso.
           Já aviso de antemão que, se você ainda não prestou o vai prestar o vestibular esse ano, é melhor que clique no "x" vermelhinho, ali, no cantinho superior direito da sua tela, tá vendo? Juro, não quero desmotivar ninguém. Só achei que seria legal vomitar aqui um pouco da angústia que foi o meu ano de 2013...
          Durante os longos 11 anos de vida escolar, fui incentivada (ou obrigada, como preferirem) a dar o melhor de mim no que diz respeito apostilas, papel e caneta. Estudei minha vida toda em escola pública, sendo os três últimos anos em ETEC (Escola Técnica Estadual). Prestei o queridinho ENEM, como treineira, ao fim de 2012 e consegui aprovação no curso que eu queria, pela UFSCar. Fiquei feliz, claro. 2013 chegou e eu decidi que ainda assim faria cursinho porque, né, geralmente tudo de mais ridículo costuma acontecer comigo e eu não ficaria surpresa caso não conseguisse passar de novo. Me matriculei no cursinho pré-vestibular que a própria UFSCar oferece e lá fui eu achando que seria tudibom. Mas o que eu não sabia era que aquilo, o cursinho, seria o maior inferno temporário dos meus breves 18 anos. Não que isso tenha a ver com o cursinho em si, com os professores (que eram maravilhosos) ou com o método pedagógico; longe disso. O problema era mesmo comigo.
         Comecei o ano com aquela animação que geralmente se tem em todo início de alguma coisa. Estava motivada ao nível vou-passar-em-Harvard. Um mês se foi e meu ânimo caiu para vou-passar-no-ITA. No segundo mês, dá-pra-passar-na-USP. Só sei que ao fim do primeiro semestre, meu medidor motivacional beirava o acho-que-dá-pra-conseguir-naquela-faculdade-UNIalgumacoisa. Dali para frente, passei a ser turista do cursinho e ia três vezes por semana, nas aulas de matérias nas quais a escola tinha um pouco de deficiência; e nisso, o pré-vestibular ajudou bastante.
         Mas o que realmente me irritava era a coisa mais óbvia sobre um cursinho: o fato de estudar um conteúdo já visto. Não sabia que estudar a mesma coisa mais de duas vezes poderia ser tão torturante assim, o que não me ajuda a entender os vestibulandos de Medicina que fazem sei lá quantos anos de cursinho. Sobre o conteúdo, apesar de ser um pouco diferente do que é ensinado em escola, tendo em vista o foco em aplicação ao vestibular, de certa forma acaba sendo massante e repetitivo. E em vários momentos durante o ano, eu me peguei observando todo aquele processo preparatório e vendo como a vida de alunos e professores pode girar em torno de uma única coisa; ou melhor, de um único dia: o do vestibular. Chega a soar paranoico, não?
          Além de disso, ainda tinha a galera da minha turma. Durante um ano letivo, não consegui fazer amizade com uma pessoa sequer, e olha que eu nem sou 100% antissocial. Não sei se dei azar com a classe ou se a galera era chata mesmo. Inclusive, com base em uma pesquisa de observação, concluí que vestibulandos de Medicina (os mesmos citados ali em cima) são pessoas bastante chatas, salvo algumas exceções. Também percebi que estudar à noite não funciona comigo; eu, de fato, funciono melhor quando o sol se põe, mas isso não se aplica às salas de aula. Me lembro como se fosse hoje de todas as vezes em eu olhava o relógio, via que o horário da aula estava chegando e começava a pensar em todas as desculpas plausíveis para poder faltar sem que minha consciência pesasse; geralmente, a única eficaz era sobre a janta quentinha que eu poderia comer em casa, sob a ideia de que "eu preciso me alimentar direito".
          Só sei que eu não passaria por tudo isso novamente. Mesmo se eu não fosse aprovada em nada. E a boa notícia que eu tenho é: graças a Deus, isso não aconteceu. Todo o sacrifício, ansiedade, angústia e nervos à flor da pele valeram a pena! Passei em Linguística e em Biblioteconomia, ambas pela Universidade Federal de São Carlos ( vulgo UFSCar), consegui bolsa integral para Relações Públicas na PUC-Campinas e fui aprovada em Fonoaudiologia, pela USP meu eu motivado no início do cursinho ficou feliz com esta última aprovação. E, com base na minha escolha, informo que a pessoa que vos fala será uma futura linguista!  

(eu de bixetinha — e bastante limpinha — pra vocês)

Beijos e me liga para contar do seu trauma pré-vestibular :*

Apesar de ter sentido bastante falta do blog no tempo que me retirei daqui, acho que valeu a pena. E também tô chateada porque agora não vou mais poder culpar o vestibular pelas minhas negligências quanto ao blog. E sobre o meu curso: "mas Yasmin, você vai fazer Lingu... O quê? O que é isso?". Acostumada com esse tipo de pergunta, posso fazer um post sobre o curso daqui a alguns meses, quando eu tiver mais propriedade do assunto. O que vocês acham?

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A volta dos que (não) foram.



Untitled

         Oiê! Olhem só quem resolveu tomar vergonha na cara e voltar por aqui (não, não é o minion)! Já é fevereiro e agora eu já não posso mais colocar a culpa nos vestibulares porque (g-r-a-ç-a-s-a-D-e-u-s) eles já foram. E antes tarde do que nunca, o design do blog para 2014 ficou pronto! Aê! Esse ano, quem me ajudou com algumas coisas da parte gráfica foi meu namorado/designer/videomaker (todo mundo agradecendo ao Renan, por favor) e o blog ficou assim, todo fofolindo. Ah, e caso vocês precisem, em algum momento da vida, de designer gráfico ou produtor multimídia, a Orange Full Films tá aí. Merchandising à parte, durante este tempo em que eu fiquei fora, alimentei várias ideias para o blog e só agora, em um momento de sossego, conseguir pô-las em prática. Dentre elas, decidi colocar algumas categorias de conteúdo no blog, mais para fins de organização mesmo. Ali na barra lateral, vocês podem encontrar:

Crônicas e contos: meus textos, pensamentos, falatórios e mais tudo que vocês já estão acostumados a ver por aqui.

Livros: posts relacionados às minhas leituras, às resenhas, tags e qualquer outro tipo de texto que fale sobre literatura.

Filmes: tem só um post (mas já tem mais um pronto, hein!), essa categoria contará com textos ou comentários entorno de filmes que eu tenha visto, gostado e sentido muita necessidade de compartilhar com o mundo. Podem ficar tranquilos que vocês não vão encontrar por aqui aqueles posts de "em cartaz", "lançamentos" e mais toda essa coisa chata que a gente encontra por aí, nos pseudo-portais de informação web afora.

Receitas: deixo aqui uns 5 minutos para que reclamem e me cobrem das receitas que eu tenho prometido há quase 6 meses. Prometo que agora vai!!!

Viagens: tenho gostado de fotografar aleatoriedades por aí e achei que seria legal compartilhar no blog as fotos de lugares que eu tenha visitado. Não venham esperando uma foto minha na Torre Eiffel, porque a chance disso estar aqui é quase mínima. Também não será uma categoria lá muito movimentada, porque viajar é tudo de bom, mas o mar não tá pra peixe, né. É só pra organizar os posts mesmo e pra eu postar quando for pra algum lugar e fizer umas imagens legais.

Vídeos: desde quando lancei a ideia das receitas aqui no blog, tenho tido vontade de gravar vídeos pra vocês. Ainda tô cultivando a coragem e estimulando a criatividade afim de encontrar algum tema bacana. Aliás, adoro tags então se vocês tiverem alguma em vídeo e que queira me ver respondendo, manda aí, vai me ajudar bastantão!

         E é isso, voltei com o maior pique (e espero que ele permaneça assim por um bom tempo). Ah, e estou fazendo um post sobre vestibulares e lá eu conto, detalhe por detalhe, sobre no que foi que resultou os esforços do ano de 2013 e todo este tempo longe do blog.



Beijos e me liga para contar o que você achou do novo design e das novas ideias :*