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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O tal do Livro Vermelho.

Chovia. Olhei pela janela e mal conseguia ver a cidade. Além dos respingos de água no vidro, a neblina ajudava a embaçar a vista que eu tinha do décimo terceiro andar do prédio. Era uma das paisagens mais bonitas da cidade, te garanto. Mas com a chuva que caia, o que eu via dali só deixava uma sensação de angústia. De pés descalços e pijama ainda um pouco amassado, saí do quarto, e atravessando o corredor, me deparei com uma caixa de papelão onde havia meu nome escrito com caneta grossa e em letras grandes. Não hesitei em abri-la, e o que havia dentro dela me trouxe boas lembranças.
Era ali que estavam as cartas, objetos, bilhetes e todas as lembranças que eu tinha de quando morávamos em Washington. Já tinha me adaptado ao ritmo brasileiro, afinal, cinco anos morando aqui não é qualquer coisa. Gosto bastante dessa cidade; ter o mar a sua disposição realmente é bem empolgante. Mas nada se compara a tudo que eu vivi nos Estados Unidos; montei toda minha história lá e fora obrigada a partir sem ao menos ter a chance de termina-la com um final feliz. Mas tive a oportunidade de recomeçá-la por aqui, o que por sinal está dando certo.
Peguei a pesada caixa que estava no chão e a levei para o quarto. Joguei-a na cama, me sentei e depois de revirar algumas coisas por ali, encontrei um livro de capa vermelha aveludada. Confesso que quando o vi, senti meus olhos se encherem d'água. Fiquei um pouco em choque com o que havia encontrado, afinal, eu tinha quase toda a certeza de que tinha o perdido na viagem. Era o meu livro. O livro que eu montara durante toda a minha infância e parte da adolescência que passara nos Estados Unidos. Nele haviam fotos coladas com cola branca, desenhos rabiscados com giz de cera e pequenas anotações nos roda-pés das páginas. Cada capitulo que eu separara daquele caderno, representava uma época da minha vida, e quem nela havia estado. Poderia dizer que toda minha história estava arquivada ali, naquele livro vermelho.
Passei a palma da mão na capa, com o intuito de tirar um pouco da poeira que estava ali, e pude ver melhor as imagens coloridas que me fizeram lembrar, como se fosse hoje, de tudo. Estava com um aspecto meio antigo. Fui brutalmente atingida pela saudade ao folhear cada página daquilo, o que me fez cair em um choro descontrolado. Mas eu só senti uma sensação diferente quanto parei na metade do livro, na página quarenta e nove, para ser mais precisa. Foi quanto eu passei os olhos por todas aquelas fotografias de amor, todos os corações avermelhados que haviam sido desenhados com canetinha, e todas as frases apaixonadas que foram escritas a lápis. Havia escrito-as a lápis, para que pudesse apagá-las depois.
E me deu mais saudade ainda. Saudade de quando eu amei e fui amada, de quando eu acreditava que poderia ser feliz para sempre, de quando eu pensava que o 'para sempre' realmente existia. Saudade da inocência que eu ainda tinha naquela época, e do coração intacto que eu carregava comigo. Saudade de ser quem eu era. Saudade de ter quem eu tinha.
Mas aquele livro vermelho serviu para me ensinar que um dia a vida te obriga a abrir os olhos e seguir em frente, mesmo que para isso você tenha que mudar de país. Mudar faz bem; mas recomeçar, faz um bem maior ainda.

*texto fictício*

Beijos e me liga pra contar quantas vezes já te obrigaram a mudar :*


PS: Fiquei super feliz por saber que todos gostaram do novo layout do blog *-*
PS2: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

Questionário.





Fui indicada pela linda da Laís Anjos do blog Além da Imaginação, para responder esse questionário. Então vamos lá:

1-Qual o seu objeto mais pessoal?
O celular, com certeza :x
2-Que tipo de música você prefere?
Tudo que não engloba samba, pagode, axé, rap e funk.
3-Tem alguma música em especial? Por que?
You - The Pretty Reckless. Me traz algumas lembranças, boas ou não.
4-Gosta de ver fotos?
Muuuuuito.
5-Qual foi o último filme que viu no cinema?
Harry Potter... Percebam como a pessoa anda desatualizada :)
6-Você é convencido?
Pergunta pro Renan, ele certamente saberá te responder, porque disso ele entende IASUASUIASSAU brincadeirinha, não sou não.
7-Quais problemas mundiais te preocupam mais?
A fome, com certeza.
8-Até onde é capaz de ir por amor?
Depende que tipo de amor é esse. Mas nunca parei pra pensar sobre.
9-Gosta de ler?
Amo ler.
10-O que achas muito romântico?
Tudo que for feito com amor é romantico.
11-O que você acha da homossexualidade?
A pessoa sabe o que tá fazendo, então vá em frente. Não tenho preconceito.
12-Ainda faltam muitos sonhos para você realizar?
Quase todos :x
13-Você é capaz de morrer por alguém?
Se esse alguém for o meu pai, sim.
14-Você acredita em horóscopo? Por quê?
Passei a acreditar e agora virou mania espiar o horóscopo todos os dias :x
15-Você é organizado?
Nem um pouco.
16-Você tem medo de andar de avião?
Não.
17-Gosta de sol? Praia?
Só gosto do sol se eu tiver uma praia ou piscina a minha disposição, caso contrário não.
18-Você usa óculos?
Só de sol. O que aliás, é uma outra mania minha.
19-O que você faz aos sábados pela manhã?
Durmo (?)
20-Você vê muita TV?
Só quando não estou no computador.
21-Tens algum fetiche?
Vem aqui que eu te conto (6) IASUAUSIASUASUA alok.
22-O que você mudaria no mundo?
Não sei.
23-Você é vaidoso (a)?
Imagina, quase nada viu (u) SOU MUITO VAIDOSA aisuasusaiu
24-Você gosta dos seus vizinhos?
Nada contra.
25-Gosta de sopas?
Não muito.
26-A que horas você se levanta?
Ultimamente não acordo antes das 11h.
27-Partilhas teu quarto com alguém?
Irmã querida -n .
28-Você é uma pessoa simples?
Acho que sim.
29-Você tem boa memória?
Só quando eu quero.
30-Você vê desenho animado?
Quando não tem outra coisa, vai desenho mesmo né... hahaha
31-Tens jeito para escolher presentes?
Acho que sim.
32-Você já acampou?
Só no quintal de casa. Odeio mato.
33-O que fazes nas férias de verão?
Se Deus quiser, praia.
34-Sais à noite? Onde costuma ir?
Quando dá. Cinema, shopping, restaurantes e afins.
35-Primeira coisa que você lava no banheiro?
Rosto.
36-Com quem você vai estar hoje à noite?
Só Deus sabe.
37-O que você vai fazer amanhã?
Amanhã é sexta? Provavelmente nada.
38. Quando foi a ultima vez que chorou?
Ontem, assistindo "Uma Prova de Amor" pela milhonésima vez. Ain, aquele filme acaba comigo :')
39-Estação preferida?
Inverno.
40-Alguma vez já bateu em alguém?
Já MUAHAHA
41-Qual foi a última pergunta que você fez?
Você vai lá hoje, mãe?
42-Diz o que te vier à cabeça:
Sono.

E eu indico o questionário para............................ tan-tan-tan-taaan
Lisandra Lavigne :)

PS: Eu sei que a imagem não tem nada a ver com o post, mas eu achei bonitinha e resolvi postar AUSIASU

domingo, 2 de janeiro de 2011

Uma releitura de 2010.

O ano se passou. E rápido, muito rápido.
Me lembro do Reveillon passado exatamente como se fosse hoje, e parece que apenas dias se passaram. Mas percebi que 365 dias é o tempo perfeito para se aprender mais do que se imagina, e eu não sabia disso até então. Aprendi tanta coisa nesse tempo.
Aprendi que você pode crescer com ações tão pequenas, que nem dá para imaginar. Aprendi que quando você acha que está tudo bem, a vida sempre tratará de te fazer mudar de opinião o mais rápido possível. Aprendi que a distância é a melhor coisa para se esquecer um amor, e também aprendi que você pode, sim, esquecer pessoas que você pensava ser impossível de apagar da memória. Aprendi que não tem coisa mais gratificante do que ver feliz com outro alguém a pessoa que um dia você amou, e se sentir feliz por dentro. Parece impossível e bobo ao mesmo tempo, mas isso existe. Aprendi que nem sempre a sua família pode te acolher da maneira que tanto dizem. Aprendi que quando você não está bem, é melhor se trancar e chorar sozinha do que descontar sua raiva em alguém, mesmo que sua vontade seja essa.
Aprendi que quando uma pessoa do seu passado bate na sua porta depois de muito tempo, não quer dizer que você deva abri-la para ela. Mesmo que você queira, às vezes essa não será a melhor opção. Aprendi que muitos adjetivos em uma unica frase, quase nunca são verdadeiros; quando se quer que alguém saiba o quanto ela é importante para você, apenas três palavras bastam. Aprendi também a não acreditar tanto nas palavras de alguém, a não ser que você conheça a pessoa bem o suficiente para saber que ela não está mentindo.
Aprendi que coisas aparentemente bobas até então, podem te fazer se sentir tão bem quanto você não se sentia há tempo. Aprendi que se agir sem pensar em relação a uma coisa que você queira muito, talvez você não se arrependa. Talvez, eu disse. Mesmo assim você tem que estar ciente de todas as consequências. Aprendi que existem pessoas que se escondem ao máximo, por tras de um rostinho bonito; isso é porque nem elas mesmas se aceitam. Aprendi que você pode ter um amigo tão importante, e que mesmo estando tão longe supera muitas das suas amizades. Aprendi que os melhores conselhos não são os de mãe; são os de pessoas que eu nunca imaginei que me ajudariam como ajudaram.
Aprendi que o homem da minha vida não era aquele garoto por quem eu daria a vida; o homem da minha vida é o meu pai, e isso nunca mudará. Nunca. Aprendi que fazer 15 anos não me trouxe diferença nenhuma, tudo está como estava antes. Aprendi que algumas amizades conseguem se disfarçar de maneira tão perfeita, a ponto de você confundi-la com algo realmente verdadeiro. Mas aprendi que ao mesmo tempo, haverá uma pessoa que te provará ser sua melhor amiga.
Mas acima de tudo eu aprendi que no final de cada história, embora demore para isso acontecer, você vai lembrar e rir de tudo. E vi que aprender é essencial.


Beijos e me liga para contar o que você aprendeu em 2010 :*

PS: Happy New Year \o/ Desejo um 2011 maravilhoso a todas (os) as (os) leitoras (es) :)
PS2: Mudei o layout *-* Esse será o visual do blog este ano, ou pelo menos até eu enjoar... hahaha Se você gostou, manifeste-se. Se não gostou, manifeste-se também.
PS3: Fiz a minha wish list 2011, e ela ficará postada aqui. Peço o apoio e a cobrança de vocês para que eu possa cumpri-la :)
PS4: Comente, deixe aqui sua marquinha :)

sábado, 25 de dezembro de 2010

Merry Christmas.


Era noite de Natal. Sentada na beira da cama, a janela me permitia ver as luzes piscando de forma incessante e os flocos de neve que caíam vagarosamente, se difundindo com as cores da decoração lá de fora. Já eram quase onze horas da noite e eu nem ao menos havia me vestido, até que alguém bateu na porta e me disse que todos já estavam lá embaixo. Abri o guarda-roupas e puxei dele um vestido qualquer, levando-o até meu corpo e vestindo-o. Dei uma breve passada pelo espelho, apenas ajeitei os fios de cabelo com a própria mão e cocei os olhos, na tentativa de espantar qualquer indício de sono. Respirei, desliguei a televisão de desci.
A casa estava cheia. Haviam lá pessoas das quais eu nunca havia visto na vida, pessoas que pareciam ter brotado do chão. Passei quase que despercebida, a não ser quando uma senhora loira, cuja roupa brilhava mais do que minha própria árvore de Natal me barrou. Soltou um longo e alto "Nossa, como você cresceu!". Eu já deveria saber que haveria uma peça dessas na festa. Dei um breve sorriso e segui pela sala apenas distribuindo sorrisinhos cínicos como cumprimento às pessoas.
Me sentei na poltrona próxima a árvore decorada e fiquei ali, pensando longe, mas com os olhos presos às luzinhas que piscavam. Pensei em tantas coisas, em como minha vida mudara desde a última ceia e a forma como as coisas nela haviam ficado depois disso. Me lembrei de como houvera sido o Natal anterior. Nada se comparava àquele ano. Tudo ainda tinha sentido e era realmente divertido comemorar o Natal. E hoje? Ah, hoje estava tudo certamente diferente. Lembrar da vida que eu tinha naquela época, e que bruscamente mudara em apenas trezentos e sessenta e cinco dias me deixava um tanto quanto deprimida. Cada membro da família estava em um canto da cidade, e mal notícias tínhamos. Me diz se tem graça comemorar sem a família? Acredite, colegas de trabalho da sua mãe não substituem, nem de longe, sua familia. Não mesmo.
Desviei o olhar das luzes para a janela. Era relativamente grande a movimentação lá fora e os ponteiros do relógio mostravam que não faltava muito para a meia noite. Dei um último bocejo e uma última olhada pela janela até que a campainha anunciava já ser meia noite. Fechei meus olhos, idealizei o Natal em que eu gostaria que acontecesse e quando os abri, prometi a mim mesma que não mediria esforços para fazer da minha próxima ceia, a melhor de todas. Afinal, só eu poderia fazer com que as coisas acontecessem.

*texto fictício*

Beijos e me liga para contar da sua ceia de Natal :*

PS: Comente, deixe sua marquinha :)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010


São Carlos, 24 de Dezembro de 2010.

Querido Papai Noel,

Acredito que pela primeira vez na vida, o que eu mais preciso não é de coisas materiais. Parando para pensar nesse ano que está prestes a terminar, eu vi que muita coisa boa aconteceu. Mas acho que preciso de mais para ser feliz. De que adianta eu vir aqui e pedir uma lista quilométrica de presentes, se a paz é o que eu não tenho? Se é a felicidade e o amor o que me falta?
Vou ser bem breve então: quero de presente muita paz, amor e felicidade. Só isso e mais nada.

Com carinho, Yasmin.

Remetente: Yasmin Vizeu, São Carlos, São Paulo, Brasil
Destinatário: Papai Noel, Pólo Norte.


PS: Então galerinha, desejo a todos vocês um natal maravilhoso, e tudo de bom :)
PS2: Comente, deixe sua marquinha :)

Surprise \o/



Minha amiga secreta -já sabem que é uma garota, então- é a dona de um blog maravilhoso. Eu já tinha passado pelo blog dela com um pouco de pressa, então não deu para fazer maiores comentários a respeito. E quando eu recebi o e-mail com o nome do meu amigo oculto, eu fiquei boquiaberta. Do tipo, "Nossa, não acredito que é ela!"
Eu adorei e fiquei muito feliz em ter tirado-a. E dessa vez eu passei com mais calma pelo blog dela e olhei quase tudo, mas ainda não fiz nenhum comentário e não segui para não levantar suspeitas de que eu a tinha tirado AISUAISUSAUI. Mas terminando o post eu volto lá.
Observando o blog e as postagens dele, eu pude perceber que quem o escreve, o faz muito bem. Postagens lindas e eu adorei. Tudo lá com a dose certa de sentimentos, que até chegam a te tocar de alguma forma.
Eu não sei o que mais dizer.... Não sou muito boa nisso, mas enfim. Adorei minha amiga oculta, adorei o blog dela e amei ter participado do Amigo Secreto.



E chegou a hora de revelar minha amiga secreta... tan tan tan taaaaaaaaan *suspense*
É a linda da Iorgama Porcely, do blog Sonho de uma Flauta. Parabéns pelo blog, querida!

Beijos e me liga pra contar do seu amigo secreto :*


PS: Essa foi uma brincadeira super legal que fizemos. Sorteamos os nomes e como presente deveriamos fazer um post para o nosso Amigo Secreto. Eu adorei *-*
PS2: Me lembrei de avisá-los sobre as postagens especiais de fim de ano. O esquema vai ser: para o Natal um texto de gênero aleatório no dia 24/12 e um conto no dia 25/12. No Reveillon, um conto no dia 31/12 e um texto no dia 01/01. Espero que gostem.
PS3: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O poder sobre você mesmo, na verdade não existe.




Isso não estava em meus planos. Me apaixonar, quero dizer. Não era uma coisa que eu queria, nem uma coisa que eu esperava e muito menos uma coisa que eu acreditava. Mas mesmo não querendo nada disso, no fundo eu sabia que iria acontecer, mas optei por seguir em frente na esperança de que eu estivesse errada. Naquela época, confiava tanto em mim mesma a ponto de pensar que poderia evitar qualquer tipo de sentimento, inclusive a paixão. Por que não foi amor o que eu senti, disso eu tenho a mais plena certeza. Tudo aquilo era paixão; você sabe quando não é amor. Era aquele sentimento de desejo, misturado com afeto, diluído em uma dose de carinho e com uma pitada de ciúmes.
Hoje eu vejo o que era o mais óbvio: eu estive apaixonada. Mesmo com todo mundo me apontando e dizendo que eu estava perdida na paixão, o que eu mais fazia era desmentir tudo e inventar mil argumentos que provassem aos outros que eu não estava sentindo aquilo. Simplesmente porque tudo que eu mais queria era convencer a mim mesma disso. Me convencer e convencer minha própria mente e meu coração de que eu não estava apaixonada, porque no fundo eu sabia que não deveria estar. Que certamente eu sofreria mais tarde. E sofrer também não estava em meus planos.
Não me arrependi de ter feito tudo que fiz. Porque, por maior que esteja sendo o meu sofrimento agora, eu posso erguer a cabeça e dizer que fiz o que eu mais queria naquela época, que fui feliz pelo menos naquelas horas que estivemos juntos. E acho que pela primeira vez na vida, eu não pensei duas vezes antes de fazer alguma coisa. Eu não me dei tempo para pensar e repensar em possíveis consequências, e talvez seja exatamente por isso que eu não me arrependo. Se não durou mais do que esperávamos, pelo menos me rendeu muitas lições.
E acredito que o que eu aprendi de mais valioso nisso tudo, é que não importa qual seja sua vontade, você não consegue brigar com o próprio coração. Independente das consequências e dos seus próprios princípios, o coração é extremamente não-influenciável. E tentar não acreditar em uma coisa que no fundo você sabe que é verdade, é o mesmo que enganar a si mesma.
E quanto ao sofrimento atual, já passei por isso inúmeras vezes e consegui me levantar mais forte do que nunca. Por que dessa vez seria diferente? Nada que o velho e bom tempo ou um novo amor não resolvam.

Beijos e me liga pra contar das vezes que tentou brigar consigo mesma :*

PS: Esse foi mais um graaaande desabafo, do que um post. Eu acho que precisava colocar isso para fora e assumir algumas coisas.
PS2: Essa semana eu resolvi entrar em clima de Natal no blog, tendo em vista que a minha família está tão desempolgada, que nem a típica árvore foi montada esse ano. Então nada melhor do que eu decorar pelo menos o meu cantinho :) Se alguém aí não gostou do layout, ou tem alguma sugestão, manifeste-se! Nada melhor do que a sua opinião para me ajudar :)
PS3: Comente, deixe sua marquinha aqui.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Talvez seja essa a solução.


Esqueça da minha voz, esqueça do meu abraço. Esqueça do meu olhar e das minhas palavras. Esqueça onde eu moro, esqueça a cor do meu carro. Esqueça os meus gostos e minhas preferências. Esqueça dos meus medos, esqueça dos meus desejos. Esqueça de tudo que já passamos juntos e das loucuras que já fizemos. Esqueça de todas as nossas conversas, esqueça de todas as ligações perdidas. Esqueça de todos os SMS que já te mandei e das vezes que saí só pra te ver. Esqueça o número do meu celular, esqueça de todas as vezes em que eu te enchi o saco. Esqueça o meu e-mail e a minha rotina. Esqueça de tudo que um dia foi sussurrado em seu ouvido, esqueça de tudo que eu tenha te dito. Esqueça da primeira vez que nos vimos e do dia em que nos conhecemos. Esqueça nossas coisas em comum, esqueça de qualquer ligação que tenhamos. Esqueça nossos carinhos e nossos beijos. Esqueça que eu existi na sua vida e tudo que eu causei nela. Me esqueça primeiro, assim poderei viver em paz. Quem sabe assim eu consiga, enfim, esquecer de você.

Beijos e me liga pra contar o que você quer esquecer :*


PS: desculpem o intervalo grande entre cada postagem, é que ultimamente eu não ando bem nem pra escrever, mas enfim.....
PS2: Eu tava querendo mudar as coisas do blog para 2011, então se tem alguma alma caridosa por aqui que saiba fazer layouts bonitinhos e quiser fazer uma pessoa feliz, é só entrar em contato. Ficarei MUITO agradecida.
PS3: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Hoje, só hoje.


Hoje eu queria te ver.
Hoje eu preciso te abraçar de qualquer jeito, nem que seja por um segundo.
Hoje eu queria te ver vindo do fim da rua, com um sorriso estampado no rosto que só você tem.
Hoje eu queria que você estivesse aqui, para enxugar todas as lágrimas que estou derramando.
Hoje eu queria ouvir meu celular tocar e ver que era o seu número.
Hoje eu queria te ouvir me chamar, ali no portão, na calada da noite.
Hoje eu preciso sentir você pegar na minha mão e segurá-la como se nunca fosse me deixar ir embora.
Hoje eu queria que você me abraçasse e me erguesse, como fez na última vez em que nos vimos.
Hoje eu preciso ouvir você sussurrar no pé do meu ouvido que eu sou linda e mesmo eu sabendo que não é verdade, acreditar em cada elogio que você me fazia.
Hoje eu só queria voltar a três meses atrás e reviver novamente cada segundo daquela noite.
Só isso. Seria pedir muito?

Beijos e me liga pra contar o que você quer hoje :*


PS1: Tava todo mundo comentando do tal tumblr. Eis que tomei coragem e fiz um essa semana. Não tá lá aquelas coisas né, mas tudo bem. Quem quiser entrar, o link vai estar aqui.
PS2: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Embarque.

O dia estava começando e o sol nascera não fazia nem trinta minutos. Estava ali, sentada naquela desconfortável cadeira do saguão do aeroporto e apesar de estar muito cedo, a movimentação ali era bem grande. Olhava para o único relógio que havia por perto e a hora parecia realmente não passar, me deixando cada vez mais angustiada. Quanto menos as horas passavam, mais me dava vontade de fugir daquele lugar e voltar para onde eu nunca deveria ter saído. Mas a vida –ou talvez o destino- me disse que eu já tinha dado o que tinha que dar por ali, que era hora de eu recomeçar minha vida em outro lugar. Talvez um outro país. E eu estava começando a acreditar nisso.
Algumas dezenas de minutos se passaram e som do aeroporto foi aberto, anunciando que os passageiros do voo para os Estados Unidos deveriam encaminhar-se até o portão principal. Me levantei cansadamente e peguei minha bagagem, que até então estava praticamente jogada no chão, ao lado da minha cadeira. Andei alguns metros até chegar na pequena fila que se formava próximo ao portão. Na minha vez, revistaram-me, me pediram o passaporte e encaminharam minhas bagagens até o avião. Dei uma última olhada para trás, e acredito ter deixado escapar um leve suspiro, que fez o homem que estava trás de mim na fila olhar-me com cara de dó. Subi as escadas que ligavam o solo até o avião, e meus passos pareciam pesados. Cada vez que eu avançava um degrau, meu sub-consciente me dizia para largar tudo e voltar. Mas eu precisava ir e no fundo sabia que talvez essa seria a melhor opção.
Entrei dentro da aeronave e passei os olhos em quase todas as poltronas, na tentativa de localizar a minha. Enfim me sentei. O lugar começou a encher de pessoas e cada uma se acomodando em suas respectivas poltronas.
Reparei em cada pessoa que estava ali. Comecei por um homem, que já aparentava ter seus quarenta e poucos anos; folheava um jornal que estava levemente amassado. Lia, com feição preocupada, a página de economia, onde mostrava que o dólar estava em alta. Por um minuto, pude perceber leves traços de desespero em seu rosto. Deveria estar preocupado com negócios.
Ao seu lado, estava uma senhora. Esta já deveria ter passado dos sessenta e estava sozinha. Não parecia estar tão preocupada quanto o homem do jornal, mas tinha em seus olhos uma notável tristeza. Não sei dizer o porquê, mas ela parecia não estar bem. Ela observava o solo, pela janela.
A umas duas fileiras à frente dos dois, estava um casal. Não consegui ver seus rostos, afinal, eu estava mais atrás. Pude notar que eles conversavam com um certo tom de felicidade, provavelmente seriam turistas empolgados com a viagem. Em menos de cinco minutos, a mulher pareceu falar alguma coisa para homem, que não recebeu muito bem o que ela disse. Ele disse algo, que não consegui entender, que fez com que a mulher o xingasse. Cada um virou o rosto para um lado, e evitavam ao máximo qualquer olhar. Confesso que foi um tanto quanto engraçado vê-los ali, parecendo duas crianças de cara virada, uma fazendo mais birra que a outra.
Na poltrona em minha frente, estava uma moça. Loira, cabelos lisos e pele clara; era apenas isso que eu conseguira ver dela. Pelo movimento que seu corpo fazia, ela parecia estar nervosa; levou sua mão aos olhos e em seguida pude vê-la úmida. Provavelmente estaria chorando. Logo em seguida vi que ela lia uma carta. Talvez era esse o motivo de seu choro.
Depois de olhar todas essas pessoas que estavam a bordo, parei um pouco pra refletir. Estava ali, com uma provável preocupação no rosto, como o homem; uma notável tristeza no olhar, assim como a senhora; uma dose de raiva, como a da mulher e um pouco de nervosismo, como a loira à minha frente. E então notei que ali todos tinham problemas, assim como eu; mais graves ou menos importantes, mas tinham. E vi também que por mais que eu brigue comigo mesma, sempre vou estar com problemas, querendo ou não. É natural da vida e nós tinhamos que aprender a lidar com eles.
Respirei fundo e vi o avião decolar. Estava um pouco melhor do que quando havia entrado. Olhei pela janela e o que vi me encantou. A paisagem era absolutamente fascinante, nuvens brancas como a neve, e o céu azul. Tão azul quanto o mar. E então percebi que poderia ,sim, recomeçar minha vida. Aqui ou lá. Da melhor maneira possível. Isso só dependia de mim mesma.

Beijos e me liga para contar do seu embarque :*


PS1: Finalmente um texto que eu tenha gostado de fazer \o/
PS2: Comente, deixe sua marquinha aqui (: