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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Uma ida sem volta.

O dia tinha amanhecido não fazia tanto tempo, a estação estava com um movimento relativamente normal, e fazia um frio cortante. Estava sentada naquele banco de madeira, próximo a linha do trem, esperando que você chegasse com as nossas passagens. Você finalmente tinha tirado uns dias da tua vida para me fazer companhia, de tanto que eu havia insistido. Iríamos fazer uma pequena viagem, passar um tempo juntos, qualquer coisa. O que realmente importava era que iríamos aproveitar a companhia um do outro. Mas eu não sabia se realmente queria isso.
Esfreguei a palma das mãos no meu rosto, na tentativa de esquecer tudo que minha mente tentava fixar. Respirei fundo e te vi chegando com o par de bilhetes na mão. Sorri daquele jeito que você adora que eu faça, o que te fez sorrir também. Me levantei, peguei minha passagem e, colocando-a no bolso do casaco, me aninhei a você para que me esquentasse. Eu realmente encontrava um pouco de paz quando ouvia as batidas do teu coração. E já disse que teu abraço era a cura de qualquer problema, não disse?
Nosso trem estava se aproximando e as pessoas começavam a se levantar dos bancos e a formarem uma fila desorganizada atrás da linha amarela. Alguns minutos foram necessários para que a maioria das pessoas conseguissem entrar no trem e se ajeitarem em seus respectivos assentos. Entreguei meu bilhete ao homem que estava na entrada, você entregou o teu e juntos entramos a procura dos nossos bancos. Antes de me sentar, parei e olhei para você, que com o seu melhor sorriso me disse: "pode se sentar na janela, meu amor". Sorri de volta e me acomodei.
Minha cabeça estava mais cheia do que aquele vagão. Pensamentos que há muito insistiam em tomar conta de tudo, inclusive das minhas decisões. Eu te amava demais, sabe. O sentimento que eu alimentava, era com certeza cinquenta vezes maior do que o que você sentia por mim. Você gostava de mim. Eu te amava. Dá pra sentir a diferença, não? Mas o que sempre me machucou foi sentir como se eu fosse a segunda opção. A fuga que você encontrava para fugir dos problemas, das responsabilidades, da tensão e do relacionamento desgastado. Para você era bem cômodo. Para mim nunca foi.
Estava com os olhos fixados no mais longe que pude, quando senti que você colocou sua mão sobre a minha. Te olhei nos olhos e senti, mais do que nunca, que não seria fácil ficar sem você; mesmo você estando longe. Não seria fácil te perder. Mas eu acabei percebendo, naquele momento, que eu não iria te perder. Afinal, não se pode perder uma coisa que você nunca teve.
Os últimos passageiros ainda estavam por embarcar quando eu me levantei e te pedi para que esperasse, iria ao banheiro. Fui até a porta dele, que por ironia do destino ou não, era exatamente ao lado da porta que dava acesso ao lado de fora do trem. Pensei duas vezes em qual porta eu cruzaria. Não entrei no banheiro.
Saí do vagão com o coração na mão e a dúvida derramando pelos olhos. Será que eu acabara de fazer a coisa certa? Se fiz certo ou não, isso ainda vou saber, mas sei que naquela hora estava doendo muito. Passei a mão pelos cabelos e em seguida desci-a até os olhos, para enxugar o que escorria deles. Vou sofrer, vou chorar, vou sentir falta, vai doer, vou querer desistir e ir atrás.
Mas "vai passar, sempre passa".
Vi o trem começar a se movimentar e sair de onde estava. Fechei meus olhos, o coração apertou. Apertou muito. Independente do tamanho do meu amor por você, eu resolvi tentar me amar também. Muito obrigada por tudo que fez por mim e pela felicidade que já me proporcionou. E agora, que aquele vagão te leve pra bem longe de mim; leve meu amor, minha tristeza, meu sofrimento, minha saudade e, o principal: leve a esperança que eu tinha de que pudéssemos algum dia darmos certo.

Beijos e me liga para contar da tua decisão dolorosa :*

PS1: Se você leu até aqui, meu eterno parabéns! Obrigada por perder alguns minutos da tua vida lendo mais um dos meus textos quilométricos.
PS2: Com tanto tempo escrevendo, acho que essa foi a única vez em que eu consegui transformar exatamente o que eu estou sentindo/passando, em um conto.
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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sessenta segundos.

Acabei de descobrir que tenho sessenta segundos para escolher o que quero levar comigo. Dez segundos já se passaram só para eu perceber que não preciso de muito para estar feliz. Não é isso e nem aquilo.
Talvez se a escolha fosse tua, eu nem passaria pela tua cabeça nesse um minuto. Não por ser pouco tempo para se escolher tudo que queira carregar, mas por existirem coisas mais relevantes a que se deve pensar. Sei que neste meio-tempo você se desesperaria, correria pra pegar teus objetos de maior valor, celular, algumas roupas, tua mãe e teu amor. Afinal, do que mais precisaria, não é mesmo? Tendo o que vestir, como se comunicar, alguém para cuidar de você e outro alguém para te amar... realmente não precisaria de mais nada.
Eu? Bem, acabei de olhar para o relógio e já se passaram quarenta segundos. Ainda me encontro aqui, sentada na cama, pensando no que carregar junto de mim. Pensei no meu telefone, nos meus melhores sapatos, minhas melhores roupas, minhas jóias... Mas espere. Pra quê? Chega de materialismo, ainda mais quando ele não irá me fazer feliz. Meu estado físico não garante meu estado emocional. O que eu levaria comigo não está nas vitrines de Nova York, nem nas passarelas de Paris. Muito menos na 5th Avenue.
A única coisa da qual eu preciso ter comigo possui nome, sobrenome, endereço e, diga-se de passagem, um sorriso maravilhoso.
5...4...3...2...1.

Beijos e me liga pra contar dos teus sessenta segundos :*

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domingo, 12 de junho de 2011

Cadê você?



São Carlos, 12 de Junho de 2011.

Querido Futuro Namorado,

Tudo bem, namorado? Espero que sim.
Aonde você está? Está muito longe? Muito perto? Eu te conheço? Ou ainda vou conhecer? Vai demorar a chegar? Estou passando mais um doze de Junho sozinha.
É que sabe, eu sinto a sua falta. Sinto falta de ter a quem presentear no dia dos namorados, sinto falta de ter a quem chamar de "meu amor". E confesso sentir falta até de dizer um "não, hoje não posso sair. Vou ficar com o meu namorado".
Não é muito divertido ficar esperando por alguém. Mas eu espero por você. Espero desde pequena por alguém que possa andar comigo por aí de mãos dadas. Por alguém pra esquentar quando as temperaturas caírem, pra eu ligar cinco minutos depois de ter saído da minha casa e dizer que já estou com saudades. Eu sinto falta. Sinto tua falta, namorado.
Às vezes paro no meio da noite, como no clichê de sempre, e fico pensando. Não faço ideia de onde você possa estar, e de quem possa ser. Mas sei que eu vou te amar demais quando você chegar.
Amar não é tão ruim quanto eu insisto fazer meu cérebro pensar. Entendo que só acho uma droga porque ainda não te conheci. Por que está demorando tanto a chegar? O caminho é longo? Ou você não achou meu endereço ainda? Não seja por isso, eu o passo quanto antes. Eu te quero, querido namorado.
Espero que tenha entendido o quanto eu preciso de você, o quanto eu espero por você. E só mais uma coisa: não demore, por favor. Venha cedo, para que ainda possamos aproveitar uma vida toda juntos.
Aguardo resposta.


Eu te amo Futuro Namorado,
Yasmin.

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PS: Um feliz dia dos namorados para todas que namoram :)
PS2: Às que não namoram, coloquem uma coisa em suas cabeças: 12 de Junho é só mais uma data para movimentar a economia. Para se presentear alguém, não é preciso uma data específica. E estar sozinha não é o fim do mundo, meninas.
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Eu te amei. E não foi pouco.


O dia amanheceu de um jeito diferente. Eu não sabia ao certo o que o tornava incomum, mas sei que ele não me passava uma boa sensação. Embora o sol estivesse brilhando lá fora, o céu estivesse mais azul do que nunca e das nuvens, nada se via, eu ainda estava com um sentimento um tanto quanto estranho. Levantei da cama logo cedo e, involuntariamente, meu olhar foi desviado para o calendário, que mostrava a data: 03 de Dezembro. Um ano. Já fazia um ano.
Por mais que eu negasse, mentisse e desmentisse, acreditasse ou desacreditasse, nada mais era como antes. Não ao menos depois de tudo o que aconteceu. Fiquei lembrando, com a maior riqueza de detalhes, como as coisas aconteceram. Eu aqui, você aí. Eu com ele, você com ela. Eu com a minha vida, você com a sua. E confesso que passei a acreditar nesse tal de destino, esse que une as pessoas que tinham tudo para não se encontrarem. E foi tudo tão rápido, tão repentino.
Eu tive tanto medo de fazer a escolha errada e acabar estragando toda a vida que eu já havia construído ao lado de outra pessoa. Mas você estava decidido, e parecia não ter esse medo. Era o destino, tenho certeza.
Não consegui. Largar tudo para ficar com você, quero dizer. E assim nos distanciamos. Me lembro de tudo como se fosse ontem; me lembro da sua voz quando atendeu o telefone e de como as minhas palavras falharam na hora de dizer tudo aquilo. Saiba que doeu em mim.
O tempo passou, e eu tinha poucas notícias de você. Sabia que você havia casado, que sua mãe havia morrido e que seu pai não estava bem. Mas também sabia que você não estava feliz. Da mesma forma que eu não estava; da mesma forma que eu ainda sentia vontade de chorar sempre que ouvia teu nome, ou alguém falando de você. Mas havia uma única coisa que eu ainda não sabia, e não sei se gostaria de ter ficado sabendo.
Estava sentada na minha mesa, cercada por todas aquelas papeladas quando o telefone tocou. Era a secretária da agência da sua cidade. Com a voz tremida e baixa, me deu a noticia. Foi o pior dia da minha vida. Meu mundo estava caindo naquele instante. Porque não me disse que estava doente? Porque não me contou nada? Porque teve que ir? Justo agora?
E o destino pregava-me mais uma peça. Me sinto arrependida até hoje por não ter te dado um último abraço. Um último beijo. Mas sinto mais arrependimento ainda por não ter ouvido o meu coração e ficado contigo.
Mas sabe, aprendi muita coisa com você. Aprendi que nada nessa vida acontece por simplesmente acontecer. Aprendi que deve-se dar voz ao coração, e não ao que você julga ser certo ou errado. Aprendi que existem anjos nesse mundo; pessoas que Deus coloca em nossas vidas para cuida de nós. Mas agora, bem, agora eu sei que você se tornou um anjo de verdade. E está aí em cima, olhando por mim.

Beijos e me liga para contar do amor da sua vida que você deixou ir embora :*

PS1: Conto baseado em uma história real. Sinto orgulho de ter a irmã que eu tenho, que independente de ter passado por tudo isso, ergueu a cabeça e seguiu em frente.
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sábado, 7 de maio de 2011

Obstáculo.



- Você sabia né? - começou ela.
- Sim, eu sabia.
- E você também sabia que seria difícil pra mim. Então porque continuou? - disse ela, em tom firme.
- Porque eu... -
- Porque você pensou que poderia ser diferente, não foi? - ela o interrompeu.

Silêncio
.

- É. Foi isso. - respondeu ele.
- Eu tô sofrendo, sabia? Não pense que está sendo fácil, porque não está. Não parece, mas tá doendo, tá machucando, tá apertando, tá torturando. Dá pra pensar um pouco em mim? Pare e se coloque no meu lugar, imagina s...
- Ei - dessa vez, ele a interrompe - pare. Pare com isso. Se está doendo em você, está doendo em mim também. Ou você se esqueceu de tudo que eu já te disse? Você sente, eu sinto. Sou o teu reflexo, o reflexo de tudo que acontece com você. Se você não está feliz, eu também não estou. Se você está chorando, eu choro com você. Se você está satisfeita, eu estou também. E da mesma forma que não está sendo fácil para você, também não está sendo para mim.
- Eu sei - ela diz com lágrimas nos olhos e a voz falhando.
- Eu te amo e muito. Você também sabe disso, não sabe?
- S-sei. - ela tenta conter o choro, faz força mas não consegue. Cai aos prantos nos ombros dele.
- Nunca se esqueça disso, meu amor. Nunca.
Ele beija-a na testa, e a abraça.

Beijos e me liga para contar da sua conversa :*

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sábado, 30 de abril de 2011

Enfim, descansar.



Os vários comprimidos estavam começando a fazer efeito. A vista embaçava, a cabeça girava e os músculos se enfraqueceram permitindo que o corpo relaxasse sobre a cama. Cinco minutos, os seus últimos cinco minutos. Esses que mais pareciam cinco horas, devido a tudo que ela conseguiu lembrar e pensar antes que seus olhos se fechassem para sempre. Lembrou do porquê de ter feito aquilo e, com todos os seus argumentos, estava convencida de que fizera a coisa certa. Pensou que finalmente poderia sanar a dúvida que carregara consigo por tanto tempo: "Quem sentiria sua falta?"
Em fração de um segundo, foi como se estivessem retirado qualquer pensamento de sua mente. Ela se sentia cada vez mais leve, e em perfeito transe. De repente tudo ficou escuro. Foi quando, com muita força, conseguiu abrir os olhos. Ela já não era mais aquela garota. Agora ela era duas. Viu seu corpo ali, adormecido. E morto.
Sentiu um alívio de tal tamanho, a ponto de sentir uma felicidade que em vida não sentia há muito tempo. Deu um passo a frente e se olhou. Olhou seu corpo, quero dizer. Por mais incrível que pareça, não sentiu vontade alguma de voltar a ter domínio dele. Respirou fundo e saiu do quarto. Pode enxergar e ouvir todo mundo, sem que pudesse ser notada; o que, de certa forma, era muito bom. Viu a mãe cruzar a porta de seu quarto, e soltar um grito de desespero. Fechou os olhos e sorriu satisfeita. Mas não era uma satisfação maldosa, era um sentimento de missão cumprida. Chegou perto da mãe e sussurou um "Tudo ficará bem, não se preocupe". Em questão de minutos a casa já estava repleta de para-médicos, que depois de verem que nada mas poderia ser feito, colocaram a garota na ambulância e foram embora. A família estava inconsolável, e em nenhum momento sentiu que tivesse feito a escolha errada. Ela sabia que eles ficariam bem.
Viu pegarem o telefone e discarem um número. Num piscar de olhos estava naquele quarto, sentada na beira da cama dele, o observando escrever sob um papel, na escrivaninha branca. Involuntariamente sorriu; o telefone tocou e ela já sabia da notícia que lhe seria dada. Ele atendeu e a reação, bem, a reação era a que ela não esperava. Foi pior que a reação da família. Mil vezes pior. Agora sim ela começara a repensar no que havia feito, mas nada que a fizesse se culpar. Em frente ao desespero do garoto, ela se aproximou e passou a mão por entre seus cabelos e soltou um "Eu te amo". Mas ele não podia ouvi-la e nem senti-la. No dia seguinte, com todos naquela sala fria e o que antes era seu corpo, a garota pode presenciar toda a cena. Ela realmente estava muito bonita, ou melhor, haviam-na deixado realmente bonita. Ela podia sentir o que cada um ali sentia por dentro. Mas quando se aproximou dele, pode notar quem realmente estava sentindo mais sua falta.
E pode perceber também, que ele a amava mais do que ela imaginava.

*texto TOTALMENTE fictício*

Beijos e me liga pra contar do seu suicídio :*

PS: Vai dizer que você nunca quis saber quem sentiria sua falta?
PS2: Passei um tempinho fora... a inspiração não anda me visitando com tanta frequência.
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domingo, 10 de abril de 2011

Vazio.


Era sexta-feira, seis da tarde. Redação movimentada, dia de fechamento da edição especial de aniversário da revista, e eu estava ali. Sentada, cansada, com os olhos fixados na tela do computador e rodeada de papéis. Quando vi a secretária cruzar a porta com o meu copo de capuccino nas mãos, senti meus olhos brilharem. Já terminara meus deveres, e antes que ela pudesse chegar em minha mesa, já havia juntado todos os papéis e os enfiado na pasta, pegado o notebook e colocado a bolsa no ombro. Só passei a mão no meu capuccino e fui embora. Estava tão quente, que hora ou outra eu tinha que troca-lo de mão, para evitar que meus dedos se queimassem. Acenei para o primeiro táxi que passou pela Central Park West e, por volta e uma ou duas horas depois, estava no prédio. Entrei e, para minha infelicidade, o elevador estava fora de serviço, o que me fez lembrar de contatar o síndico sobre este problema na próxima reunião de condomínio. Subi pelas escadas mesmo, e embora o cansaço estivesse pesando, cheguei sã até o oitavo andar, onde ficava o meu apartamento. Ou melhor, o nosso apartamento.
Ao girar a maçaneta e abrir a porta, me deparei com a escuridão. Procurei, cautelosamente, pelo acendedor e em segundos o ambiente já estava sendo iluminado pela luz amarelada da sala de estar. Joguei na poltrona tudo que carregava nos braços. O casa estava desarrumada e haviam brinquedos espalhados pelo chão da casa toda. Me abaixei para recolhê-los e guardá-los no lugar os primeiros que vi, mas me lembrei que tal esforço seria em vão. Ela não voltaria a brincar com eles. Soltei-os. Me dirigi à cozinha, onde me vi diante da maior pia com louças sujas que já vi na vida. Hesitei em começá-las a limpar, mas me lembrei que ninguém mais haveria de usá-las novamente. Voltei para a sala e no sofá me sentei; liguei o abajur e a mesma mesa que servia de suporte para ele, também abrigava um cinzeiro. Ele sabia que eu odiava quando ele deixava cinzas ali. Por um segundo pensei em jogá-las fora, mas me lembrei de que ele não voltaria a usar aquele cinzeiro.
Me levantei e fui para o quarto da minha menina. Mais brinquedos espalhados pelo chão. A janela estava aberta, ventava bastante e as cortinas balançavam incessantemente. Cheguei a dar um passo em direção à janela, para fechá-la, mas me lembrei de que ninguém mais ficaria doente ali por tomar uma corrente de vento. Ela não dormiria mais ali. Fui para o meu quarto, e a cama encontrava-se desarrumada. Abri as portas do guarda-roupa, que agora estava vazio. Hesitei em arrumar a cama, mas me lembrei de que ninguém mais dormiria ali. Ao menos não no lado em que ele dormia.
Silêncio. Silêncio.Silêncio.
Acordei com um susto, e o coração num disparo só. Sentei-me na cama e olhei para o lado. Ele estava ali. Dormia em sono profundo e eu podia ouvir sua respiração. Dei um suspiro de alívio e senti meus olhos se encherem d'água. Não aguentei, me aproximei e dei um beijo de leve.
Me levantei e fui até o outro quarto. A luz estava apagada e o cômodo era iluminado apenas pela luz rosada do abajur; olhei em direção ao berço e vi ali a minha menina. Meus olhos se encheram d'água novamente e eu me aproximei de onde ela dormia. Descansava delicadamente, em sono intenso... Passei a mão por seus cabelos finos, e a beijei.
Nada como sentir o alívio que senti ao ver os dois ali, dormindo.

Beijos e me liga para contar dos seus sonhos de madrugada :*

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Companhia de todas as noites.



Sentimentos
Afeto
União
Distância
Amizade
Dor
Esperança

Saudade. Essa maldita saudade, que resolve aparecer nas horas mais importunas. Ou melhor, aparece em todas as horas. Mas ela só aperta mais, quando chega com toda a sua força, no meio da noite, diante da insônia e de todos os pensamento que aquela cabecinha, invadem. Sem dó nem piedade.
E ultimamente, a Senhorita Saudade e a Senhora Insônia andam fazendo companhia todas as noites àquela garota. Ela pega no sono, mas exatas duas horas mais tarde ela acorda. E acredite, duas horas é o tempo perfeito para que ela possa ter os mesmos sonhos de todas as noites. Sempre os mesmos sonhos, com a mesma pessoa.
E quando ele chega ao final, a Insônia a cutuca, a faz acordar. Senta na beira da cama, e telefona para a Saudade. Em questão de minutos, as duas estão ali no quarto, juntas, mantendo a garota acordada. Ela vira e revira na cama, se cobre e se descobre, levanta e deita de novo. Mas as duas continuam ali.
A Senhorita a abraça, e enchendo o coração da menina de saudades, só assim vai embora. Mas a Senhora Insônia continua ali, intocável, invisível, mas altamente notável. A garota coloca a cabeça no travesseiro e viaja. Sonha, imagina, acredita e sente saudades. Tentou segurar, mas não conseguiu. Uma lágrima acabara de molhar a capa da almofada. Bastou que a Senhora visse que a menina estava chorando, para finalmente ver o trabalho feito e ir embora.
E só assim a garota pegou no sono novamente... Cinco minutos. E o despertador toca.

Beijos e me liga pra contar das suas saudades :*

PS: Fiz algumas pequenas mudanças na barra lateral. Agora a descrição completa sobre mim fica em uma página separada. Se quiser me conhecer melhor, clique aqui.
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sexta-feira, 18 de março de 2011

Surpreendente.



Aquele garoto, aquele cara, sabe? Aquele que me encantou, tá lembrado? Pois bem, ele é você.
É tua culpa todas as vezes em que eu fiquei vermelha de raiva, todas as vezes em que eu fiquei sem palavras, de tanta felicidade; todas as noites sem dormir, todas as noites muito bem dormidas. E também todas contrariedades.
Se lembra daquela nossa briga? Aquela vez em que eu cortei nossas fotografias, dividindo-a em duas partes; numa eu, noutra você. E depois que fizemos as pazes, o arrependimento que eu senti e a vontade de poder colá-las e deixá-las como eram antes, também é culpa tua.
E aquele dia então, como eu iria esquecer? Quando você cruzou a porta da sala com aquele buquê vermelho enorme, parando a aula de biologia e pedindo à professora que o deixasse dar uma palavrinha comigo. Não há dinheiro no mundo que pague a cara de surpresa que eu fiz, e a alegria que eu senti quando você fez aquilo. Também não posso esquecer a forma como você me abraçou, quando meu rosto se avermelhou, enquanto a sala nos aplaudia. Sinceramente? Você é louco. Mas é o meu louco.
Ou quando não armava esses teu planos diabólicos, sempre encontrava um jeitinho de me pegar de surpresa. Às vezes era quando eu estava naquela roda de conversa, com os meus amigos, que você chegava de mansinho, sussurrando alguma coisa ao pé do meu ouvido; ou então, dava de sumir o dia todo só pra, quando a noite caísse, me ouvir dizer que fiquei preocupada e que senti tua falta. Honestamente? Você não é normal. Mas é o meu anormal.
Sem contar dos outros tantos dias em que aparecia aqui em casa, logo cedo, quando eu não estava esperando por você. Sempre dizendo que eu ficava ainda mais bonita quando pega de surpresa; mesmo com aquele pijama amassado, com o cabelo preso, a cara ainda inchada e a voz de sono. E aí nós sentávamos em volta da mesa redonda, e tomávamos café da manhã juntos.
E eu confesso que te amo cada vez mais, a cada surpresa, a cada dia.

*texto fictício*

Beijos e me liga pra contar das tuas surpresas :*
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PS: Sabe quando você assiste filmes demais e começa a acreditar neles? Então. Sonhar faz bem, né.
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Meme Literário ;)



Olá!
Semana passada, a linda da Minne do blog Entrelinhas me indicou para responder a um Meme Literário.


1- Quantas páginas você ler por dia?

Quando eu realmente tenho tempo e o livro é bom, leio o máximo possível. Já cheguei a terminar um livro de trezentas e cinquenta páginas em um dia. Mas ultimamente, com a escola, lições e cia, no máximo umas cinco páginas.

2- Se fosse um personagem de livro, qual seria?

Norah Patch de Sussurro, com certeza. O que mais me encantou no livro foi a forma como eu me identifiquei com a personagem e como nós somos parecidas em algumas situações.

3- Quantos livros você compra e lê por mês?

Não tenho o costume de comprar livros, geralmente os baixo da internet e leio pelo celular. Leio o máximo possível, mas em média estou lendo meio livro por mês.

4- Como é a sua leitura, você lê em voz alta ou silenciosamente?

Silenciosamente. Não consigo focar na leitura se a faço em voz alta.

5- Já pegou livro emprestado de alguém? Gosta de emprestar seus livros?

Já peguei livros emprestados, mas não tenho muito o hábito. Gosto de poder demorar o tempo que for preciso para que eu o leia.

6- Onde você guarda seus livros, tem uma estante para isso?

Os poucos que eu tenho estão guardados em uma gaveta no meu quarto.

7- Cite no minimo três melhores livros que possui na sua estante:

Seria melhor eu citar os três melhores que eu tenho salvo aqui no computador. Seriam eles Sussurro, A Mediadora Vol. 02 e O Diário da Princesa Vol. 04.
8- Qual a sua leitura do momento e o que está achando?

Estou lendo A Mediadora Vol. 03, mas a falta de tempo e a preguiça estão fazendo com que eu enrole cada vez mais para terminá-lo. Com base nas poucas páginas que já li, posso dizer que ele é um livro muito bom. Por ser uma série, ele não é repetitivo e isso é ótimo. Mas enfim, nenhuma reclamação sobre.

9- Indique para 5 ou 10 blogs amigos:

Odeio indicar Memes ou Selinhos, então fica em aberto para quem quiser pegar e responder ;)