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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Devorados de 2011.

Olá!
Sou daquele tipo de pessoa que não lê, devora. Livros são, aos mesmo tempo, um vício sem fim e um prazer que eu me dou o luxo de fazer sempre que posso. Não seria novidade eu dizer que amo ler, né?
Assim como no ano passado, decidi fazer um post com os meus devorados de 2011. Me superei e quebrei a expectativa com relação ao balanço anterior. 2010 me rendeu 12 leituras. 2011 me rendeu 20!
Não vou colocar por ordem cronológica até porque minha memória é um caos.


Série O Diário da Princesa - Meg Cabot

 
 


Comecei a série em 2012, li até o sexto e neste ano terminei a série. A maioria opta por não ler a série levando em conta a adaptação, diga-se de passagem horrível, que a Disney fez dos livros. Quem leu sabe o quanto a história é leve, rica no enredo e por ser uma série extensa (são 10 livros de em média 300 páginas cada) não se torna uma leitura cansativa e enjoativa, tendo em vista que a cada livro há novidades. Posso afirmar que esta série vai ser uma daquelas que eu poderei dizer futuramente que marcou minha adolescência. A autora tem um jeito de escrever maravilhoso e digo isso por ter lido também outra série dela. Posso dizer que no final, quando terminei todos os livros, senti um aperto enorme. "O que vai ser de mim agora sem a Mia Thermópolis?".
Nota: 10.

Série A Mediadora - Meg Cabot
 
 
   
                                            

Mais uma série da Meg. Sempre não gostei de livros de muita ficção, mas depois de ter lido Sussurro, peguei amor por literatura fictícia paranormal. Como se fosse novidade, a autora tornou a série digna de se apaixonar. Assim como em O Diário da Princesa, a leitura é leve, de fácil entendimento e não se torna enjoativa em momento algum. O mais divertido é que você se prende à leitura por dois motivos: vontade de acompanhar mais das aventuras da personagem principal, e curiosidade em saber o desfecho. Se você já leu, sabe o que é ter um livro com Jesse. Se não leu, devia ler!
Nota: 9,2

 
 
Os Imortais - Alyson Nöel                             
Mais uma série de ficção paranormal. Li o primeiro e o segundo, de seis. Pretendo ler até o fim da saga, mas não é minha preferência. O primeiro livro eu adorei ter lido, mas o segundo me enjoou um pouco. Antes de chegar no final, estava decidida a abandonar a série, porém, depois de ler a última página, fiquei morta de curiosidade para saber o que vai acontecer. A leitura se torna interessante por conta do enredo que, embora seja paranormal, ainda assim tem suas diferenças, e os mistérios que envolvem toda a história fazem com que você queira descobrí-los. Por consequência, você acaba por querer ler tudo.
Nota: 8,5



 
 



Série Hush Hush - Becca Fitzpatrick

Não me canso de dizer e provavelmente nunca me cansarei: HUSH HUSH É A MELHOR SÉRIE QUE EU JÁ LI. Li o primeiro volume, Sussurro, ano passado e desde então estive ansiosa por cada data de lançamento de suas continuações. A história, os personagens, a narração, tudo me encanta. Silence é o terceiro volume, será lançado no Brasil este mês e eu já dei meu jeito de conseguir ler antes disso! Tudo na série te prende e no final de cada livro você fica se perguntando como a autora consegue ter tanta criatividade e tornar a série como ela é. Nela, você deve ler com atenção, afinal cada detalhe faz diferença. É minha série de cabeceira! Ah, e por favor: não comparem um livro tão bom à maior merda literária já vista, Crepúsculo.
Nota: 1.000.






O Diabo Veste Prada
Lauren Weisberg                                                    
Quem lê sabe o que são livros que receberam adaptação para os cinemas. Sabe a frustração que geralmente nós temos quando lemos um livro e depois assistimos a sua adaptação. O Diabo Veste Prada é um livro ótimo, nunca tinha lido nenhum título da autora e vou ter que confessar que me apaixonei pela escrita dela; pretendo ler outros. Lauren consegue colocar na leitura uma espécie de dinâmica personagem-leitor e eu achei isso tão legal; você percebe uma "interação" e o humor da escrita é um dos pontos fortes. Com relação ao filme, não foi a pior adaptação que eu já assisti -Dear John consegue superar tudo nesse mundo, no quesito Pior Adaptação de Filme-, mas é claro, tem muitas diferenças. Não consigo odiar nenhum filme que tenha Anne Hathaway e Meryl Streep; as duas em um mesmo filme, então....
Nota: 9,5




 
A Última Música
Nicholas Sparks

Nicholas, querido Nicholas... Livros sempre tão bons. O que eu mais gostei no livro foi a "divisão" que o autor faz; cada parte sendo narrada com um personagem em foco. Achei diferente, criativo e tornou a leitura bem gostosa. Com relação ao filme, me impressionei: apesar de algumas diferenças, foi o filme que menos me decepcionou com relação ao livro. Chorei incontrolavelmente nos dois.
Nota: 9

       
   Um Amor Para Recordar
  Nicholas Sparks
      

Não foi o melhor título do autor, na minha opinião. O livro não deixa de ser bom, afinal, o autor é fantástico, mas continuo com Querido John e A Última Música. Acho que não tenho muito o que dizer sobre ele; foi uma leitura sem surpresas, muitas admirações. Mas é bom, e tem uma história linda. Chorei mais no filme.
Nota: 7


     
O Diário de Bridget Jones
 Helen Fielding

Adorei. Foi uma das leituras light que eu mais gostei de ter lido no ano que passou. O mais divertido -e criativo, diga-se de passagem- no livro, é que a autora começa cada folha do seu diário contabilizando o número de cigarros que fumou no dia anterior, junto com o número de calorias que ingeriu, o seu peso, e o número de drinks que tomou. Ela conta sua história durante um ano, em busca de um namorado. Achei o humor contido no livro muito bom. Em várias vezes me vi rindo em um parágrafo ou outro. Ainda não assisti o filme e não pretendo assisti-lo tão cedo, mas com certeza vou ler o segundo volume.
Nota: 9,5


 

Um Homem De Sorte
Nicholas Sparks

É o mais recente best-seller do autor e eu dou alguns anos para que se torne um filme. Me amarrei tanto na história que quando terminei, senti aquele gostinho de "quero mais". Encontrei nele alguns pontos bastante semelhantes com obras anteriores do autor, o que descontou alguns pontinhos. Mas é muito bom e o final... fiquei com o coração na mão.
Nota: 9,6


  
Do Coração de TELMAH
Luis Dill

Foi o único livro  que eu li no ano passado cujo autor é brasileiro. O que me fez lê-lo quando o peguei na mão, foi saber que a história toda é contada por meio de 500 tweets. O livro é curtíssimo e eu o li em uma hora e meia. A história é uma adaptação atualizada -bem atualizada- da história de Hamlet. Achei fantástico tamanha criatividade tanto no formato, quanto na história. Gostei.
Nota: 8

Enfim, foram estes os meus devorados do ano de 2011. Não fiz resenha deles, apenas comentei superficialmente cada um. Abaixo segue os links para mais informações sobre cada livro:

  1. A Princesa Na Balada - Meg Cabot 
  2. A Princesa No Limite - Meg Cabot 
  3. Princesa Mia - Meg Cabot
  4. Princesa Para Sempre - Meg Cabot 
  5. A Terra das Sombras - Meg Cabot  
  6. O Arcano Nove - Meg Cabot 
  7. Reunião - Meg Cabot 
  8. A Hora Mais Sombria - Meg Cabot
  9. A Hora Mais Sombria - Meg Cabot  
  10. Crepúsculo - Meg Cabot 
  11. Para Sempre - Alyson Nöel 
  12. Lua Azul - Alyson Nöel 
  13. Crescendo - Becca Fitzpatrick 
  14. Silêncio (versão em Português) - Becca Fitzpatrick 
  15. O Diabo Veste Prada- Lauren Weisberg 
  16. A Última Música - Nicholas Sparks 
  17. Um Amor Para Recordar - Nicholas Sparks 
  18. O Diário de Bridget Jones - Helen Fielding 
  19. Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks 
  20. Do Coração de TELMAH - Luis Dill
Beijos e me liga para contar dos livros que você leu em 2011 :*


PS: Este post deu trabalho.
PS2: O blog está de cara nova. Como em todos os anos, renovei a aparência. Se gostou, me diga! Se não gostou, me diga também!
PS3: Quem quiser me encontrar no skoob, clique aqui.
PS4: Está atualizada a minha Wish List 2012 (clique aqui). Fui bem mais humilde nela, afinal, na anterior eu fui um fracasso... 19 itens cumpridos, de um total de 63.
PS5: Comente, deixe sua marquinha aqui :)


                                                               

sábado, 31 de dezembro de 2011

2011, doce 2011.



     Dois mil e onze foi o meu ano. Um ano de mudanças; muitas mudanças. Um ano de radicalizações, da quebra dos meus princípios, da libertação dos vícios humanos que me prendiam a histórias que eu nunca imaginava ser capaz de me soltar; bastou que acreditassem em mim para que isso acontecesse. Foi meu ano de renascer e ver que nem tudo estava perdido. Ano de reconhecer e me conhecer. De perceber que você pode surpreender a qualquer um, mas que se surpreender é fantástico. Foi ano de me surpreenderem, também. Foi ano da vida me deixar surpresa.
      Foi um ano difícil, porém. Mas sabe quando suas ações se tornam mais importantes do que as consequências? Me arrependo de não ter buscado ser feliz antes. Só disso. Não me arrependo de ter entrado na vida das pessoas e nem de ter permitido que entrassem na minha. Às que entraram e permaneceram: vocês merecem estar comigo por tudo que fizeram. Às que entraram e logo saíram de cena: vocês fizeram o que havia de ser feito e depois da missão cumprida, saíram; obrigada por isso.
      No calor do momento, na dor da perda, você não é capaz de enxergar que quem saiu da sua vida contribuiu para alguma coisa. Mas quando o tempo passa e você já está fora da situação, é que se pode compreender que tudo tem um porquê. Ao meus inimigos: obrigada por me conhecerem; contribuíram indiretamente com a minha vasta felicidade e me fizeram crescer. Aos que me desejaram mal o tempo todo e que fizeram de tudo para me derrubar: foi esforço em vão. Absorvi dores, tomei raivas, fiquei irritada com vocês. Mas mais uma vez: a felicidade da ação supera o desconforto da consequência. Aos que, mesmo depois de me verem inabalável esse ano todo, ainda assim insistem em me fazer algum mal no próximo ano: tentem. Mas tentem mesmo, porque vocês precisarão suar.
      Aos meus amigos que estiveram do meu lado: não meço ações para lhes agradecer tudo que já fizeram. Desde os que só me ofereceram palavras de conforto até os que permitiram que eu procurasse consolo já na calada da madrugada. Vocês me sustentaram e alguns, mesmo longe, fizeram o possível para estarem do meu lado sempre. Meu ano foi incrível graças a participação de cada um de vocês.
       Às minhas leitoras: meu sincero obrigada e eternos parabéns por escreverem tão bem e contribuírem com um mundo que todos deveriam conhecer; o mundo da escrita. Obrigada pelo carinho, atenção e elogios que recebi. O resultado disso é um livro maravilhoso.
      Ao meu amor: não tenho o que lhe dizer, meu anjo da guarda. Já lhe disse tudo, mas repito se for preciso: obrigada por estar comigo vinte e quatro horas por dia, dia e noite, sete dias por semana, trinta dias no mês e trezentos e sessenta e cinco dias no ano. Obrigada por ser minha estrutura e nunca ter me deixado cair desde então. Obrigada por fazer de mim a melhor pessoa que eu poderia ser, e por fazer da minha vida o ideal de felicidade mútua. Eu te amo muito.
        E a Deus: o Senhor tem visto tudo e eu não preciso dizer absolutamente nada além de um obrigada. Um muito obrigada. 
         2011. Meu ano. E que 2012 consiga superar me trazendo ainda mais felicidades.


Beijos e me liga para contar do seu 2011 :*




PS1: Espero que cada um de vocês tenham passado por um ótimo 2011, e desejo do fundo do coração que 2012 seja absolutamente perfeito!
PS2: Tenho uma impressão gigantesca de que 2012 vai marcar minha vida e conseguir ser melhor do que 2011. Informação desnecessária, mas queria compartilhar isso!
PS3: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

sábado, 24 de dezembro de 2011

Quem diria, velhinho?


São Carlos, 24 de dezembro de 2011

     Querido Papai Noel, bom velhinho, senhor de vermelho ou qualquer outro apelido que possam lhe dar,
     Fizeste um bom trabalho no ano passado, sabia? Sim, te deixo ficar surpreso por receber uma carta minha em que eu não esteja te xingando ou dizendo o quão incompetente tu és. Este ano, conseguiste superar-te.
     Tudo, exatamente tudo, que havia lhe pedido, recebi. Não na noite do dia 24, debaixo da árvore, mas recebi tudo ao longo do meu 2011. Recebi toda a paz, a felicidade e o amor que tanto lhe disse que queria. Obrigada, velhinho.
     E este ano? Como está a demanda para o senhor? Vou ser solidária contigo, afinal, nada mais justo. Não vou lhe pedir absolutamente nada. Assustou, não? A garota que sempre enviou a carta mais longa, a lista mais extensa e os pedidos mais inalcançáveis... E hoje não pede nada?! Pois bem, as pessoas crescem.
     Só queria uma coisa, que não chega a ser um pedido: apenas conserve toda a paz, felicidade e amor que eu recebi durante todo o ano. Apenas faça-os perdurarem por 2012 inteiro.
     Muito obrigada por finalmente, depois de 16 anos, ter atendido a minha carta. Tenha um ótimo Natal.




                                                                Com carinho,
                                                                a garota pede-tudo                                                                                                                               
Remetente:
Yasmin Vizeu, São Carlos, São Paulo, Brasil.
Destinatário: Papai Noel, Pólo Norte.

Beijos e me liga para contar da sua cartinha ao bom velhinho :*

PS: Se você não leu ou não se lembra da minha carta do último ano, clique aqui.
PS2: Pensei em postar um conto de Natal, mas como não tenho nada até agora, vou deixar aqui o link de um que já foi postado há um tempinho. Quem quiser, está aqui.
PS2: Queria desejar um Feliz Natal à todos os meus leitores, aos que leem e não comentam, aos que leem e comentam de vez em quando, aos que leem e comentam sempre e aos que não leem também. Que a noite de Natal seja recheada de muita felicidade, união e paz na casa de cada um de vocês. Obrigada por estarem comigo em cada postagem, tenho um carinho enorme por vocês.
PS3: Comente, deixe sua marquinha aqui ;)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O melhor presente do mundo.

Olá!
Neste mês que passou, foi meu aniversário. Ganhei o melhor presente que alguém que escreve poderia ganhar; meu amor soube me deixar surpresa.
Ganhei o meu primeiro livro.


( Capa do livro + rosa de chocolate + bombom) 

                                         ( 1ª página)

( Página 8)

                                         ( Última página )

 ( Contra-capa )

Nele, estão alguns dos meus textos:

Além da descrição do blog:
Era uma vez...

E minha descrição:
Me conhece?

Me senti na liberdade de postar fotos do presente, afinal, vocês fazem parte dele. Não tenho muito o que dizer para essa surpresa perfeita... Aliás, acho que tenho sim: amor, eu te amo!

Beijos e me liga para contar do seu presente de aniversário :*


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Um por dois. Dois por um.


    De repente a garota sentiu um nó na garganta que se desfez como um laço mal-feito assim que os olhos permitiram que as lágrimas saíssem. Saudade. Nada além de saudade. Como se fosse pouco e não bastasse. Sentia-se assim já havia um tempo e sabia muito bem que, no fundo, isso não passaria tão rápido. Sentia falta; muita falta. Saudade torna ainda mais vulnerável aquilo que já é por si só frágil.
    Chovia bastante quando a menina miúda, do rosto pequeno e do cabelo ralo decidiu engolir o choro. Como num rápido surto, apanhou o casaco fino de linha e, sem dar a mínima para os ponteiros do relógio que mostravam já ter passado das onze da noite, abriu a porta e cruzou-a numa fração de segundo. O chão de paralelepípedo estava um pouco escorregadio por conta da água que caía desde que o sol se pôs. Começou caminhando lentamente, deixando que cada gota pesada que caía do céu molhasse sua roupa. Cruzou os braços apertando-os contra a barriga. O cabelo começara a ficar úmido e algumas mechas já encharcadas passaram a grudar na bochecha branca e fria da garota. Estava frio, ela admitiu a si mesma.
    Andou por umas duas ou três quadras até parar no meio-fio e decidir ali se sentar. A esta altura, estava aos pingos e sua pele tinha perdido parte da pouca cor que tinha. Unhas e boca, ambos roxeados. Uniu os dois joelhos e abraçou-os, olhando fixamente para a frente. Para a casa da frente. Para a janela da casa. Para o que estava atrás dela. No fundo, a menina sabia que o encontraria ali. Sempre o encontrara ali. Sentiu novamente o nó na garganta. Pausou a respiração por vagos três segundos e voltou a respirar. Estavam tão perto, porém tão distantes. Como se ela estivesse em cima do palco, e ele na última poltrona da plateia.
    Sentiu vontade de correr até a porta, abrí-la bruscamente e abraçá-lo assim como desejara a tanto tempo. Passou a palma da mão abaixo do olho, na tentativa de enxugar aquilo que ela não sabia ser chuva, ou simplesmente lágrima.
    A garota foi invadida por uma dose relevante de adrenalina e notou-se decidida a correr para lá. Fechou os olhos, mordiscou o lábio inferior e soltou um sorriso travesso ao imaginar a surpresa que faria. Pronta para levantar, abriu os olhos. No instante em que avistou a janela novamente, notou a luz, que até dois segundos atrás estivera acesa, agora apagada. Não havia ninguém ali. A casa estava abandonada, vazia, silenciosa e escura. Nunca estivera com gente, não a pelo menos um ano.
    Foi então que notou ter sido levada pela força da saudade. No fundo, a menina sabia não o encontraria ali. Nunca o encontrara ali. Ele estava longe demais para que isso acontecesse.

Beijos e me liga para contar das vezes em que você pensou ter visto alguma coisa :*

PS1: Sempre compartilho tudo com vocês, então queria manifestar minha alegria também. Na última quarta-feira (09) estreamos nossa peça do curso de Teatro. Foi fantástico, absolutamente maravilhoso e carrego lembranças perfeitamente inesquecíveis daquele dia. Se quiserem as fotos, é só me adicionarem no facebook.
PS2: Acho que puderam perceber que o blog mudou um pouquinho. Afinal, o Natal tá chegando e se existe uma coisa que eu adoro fazer, é decorar o blog para essa época. Opiniões são sempre muito bem vindas e eu adoraria que vocês dessem a de vocês.
PS2: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Estilhaços



    Ando sobrevivendo. Sobrevivendo aos dias que custam a passar, sobrevivendo aos meses que me jogam na cara quanto tempo falta ainda para um possível recomeço. Uma possível vida nova, com um possível sonho realizado e uma possível felicidade. Ando sobrevivendo às dificuldades, me rastejando enquanto o tempo passa. Vou levando enquanto der. Enquanto eu aguentar.
    Ando caminhando pelas águas frias, me arrastando pelos ventos fortes e empurrando com o corpo o peso que é suportar as situações. Ora ou outra a cabeça lateja e anuncia que os pensamentos precisam dar uma trégua à minha vaga mente. Mas ao deitar, o travesseiro se parece tão duro quanto acordar e ver que tudo ainda continua no mesmo lugar. Que as coisas continuam da mesma forma e, pior ainda, que parecem não serem capazes de mudar nunca.
    Vazio. Um vaso vazio ecoa muito mais som do que um vaso cheio.
    Muita coisa ecoa em mim. Ao passo que minha mente não sossega, as noites em claro insistem em abrir as portas para pensamentos que telintam como um talher batendo em uma taça de cristal.
    Seria as pessoas capazes de mudar? Ilusório. Ilusão. Iludida.

  Beijos e me liga para contar da sua ilusão :*

PS: Não me perguntem o que me aconteceu para que esse texto seja escrito, porque eu também estou me questionando isso. Sem motivo algum, sem noção alguma e intenção nenhuma este texto saiu... Assim do nada. E por um segundo chego a reler, pela trilhonésima vez, e notar que talvez nada aí faça sentido. Talvez seja meu inconsciente querendo dizer alguma coisa...
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Alto mar


    Com a subida do nível do mar, aquela ilha estava comprometida. Muito em breve seria inundada e nada mais restaria ali. Vaidade. Riqueza. Alegria. Tristeza. Todos apressados em juntar suas coisas, colocarem em seus respectivos barcos e se distanciarem o quanto antes, enquanto a água tratava de subir. Mas o Amor, o único ali que não tinha como fugir, começara a entrar em desespero. Nenhum barco restara e, quase afogando-se, gritou para a Riqueza que passava com seu barco ao lado:
- Riqueza, toda preciosa, por favor, leve-me contigo...
- Não posso, Amor. Meu barco está cheio de ouro e prata e nada de você caberá aqui.
    Assim que a Riqueza passa navegando, a água lentamente traz o barco da Senhorita Vaidade.
- Vaidade, ajude-me e leve-me junto de ti...
- Argh. Não posso, você sujará meu barco.
    A água subia ao passo que o desespero do Amor aumentava. De repente, velejando passa o barco da Tristeza.
- Tristeza, suplico-lhe que me ajude... Estou me afogando... Deixe-me ir contigo?
- Ah, Amor... Estou tão triste que prefiro seguir sozinha, serias uma péssima companhia.
    A Alegria passa cantarolando alegremente em seu barco e nem se incomoda com os gritos estridentes de socorro do sentimento que ali se afogava.
- Alguém me ajude, por favor! Alguém me ajude...
    Como que num milagre, surge saindo da ilha um barco navegando pra perto do Amor.
- Não chore, Amor... Suba e te levarei comigo.
- Muito obrigado senhor. Por um instante cheguei a pensar que morreria ali.
- Estás a salvo agora, nobre sentimento.
- Qual seu nome, senhor? - disse o Amor.
- Eu sou o Tempo, meu caro.
- E porque o senhor, somente o senhor, resolvestes me salvar?
- Porque somente o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor.

Beijos e me liga para contar do sentimentos que você já deixou se afogando :*

PS: Essa é uma das cenas da peça que estamos ensaiando na aula de teatro. Fiz algumas modificações. adaptei-a e completei com algumas coisas.
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domingo, 2 de outubro de 2011

l'enfance


    Outubro. Esta é época em que as temperaturas altas e os americanos deitados debaixo de árvores no Central Park dão lugar às folhas secas e, ora marrons ora avermelhadas, caídas pelas calçadas. Os fins de tarde com muito vento anunciavam que dentro de três meses já seria Natal. Os casacos já começavam a serem tirados do guarda-roupas e a paisagem começara a mudar.
     Caminhava pela cidade já havia pelo menos uma hora. Presenciei de tudo: desde o casal discutindo dentro do carro em meio ao trânsito até a criança que estava dentro do carrinho, observando curiosamente um pássaro que alimentava seu filhote dentro do ninho, no topo da árvore.
    Mas foi quando, passando pela calçada do Lincoln Center, ouço um toque ritmado de piano. Doce, lento, delicado. Demorei alguns segundos para perceber que a música vinha do prédio, onde ficava o New York City Ballet. Famosa pelas mais impecáveis apresentações e pelos mais disciplinados bailarinos, a companhia de ballet me fascinava desde quando me entendia por gente.
    Entrei e caminhei até chegar onde estavam acontecendo os ensaios. Não pude deixar de notar que era o horário das crianças. Não chegavam a um metro de altura, garotinhas brilhantemente vestidas com as roupas do espetáculo, e mais se pareciam bonecas. A música era tocada por um piano de longa cauda, localizado no fundo do lado esquerdo do palco. Recostei no batente e me permiti observar a dança.
     De repente meu corpo parou. Minha mente se desligou instantaneamente quando a música principal de O Quebra Nozes começou a ser tocada. Senti uma onda me invadir. Poderia ficar o resto da vida tentando explicar o que senti, mas nada chegaria perto do real. E foi então que me vi lembrando de quando eu era mais próxima das sapatilhas, dos collants, do palco, do piano. Não devia ter mais do que quatro anos. O Quebra Nozes foi meu primeiro, e último, espetáculo.
    Porém, o que mais me chamara a atenção foi uma das bailarinas. Loira, coque preso no alto da cabeça, branca como algodão, um pouco menor que o restante da turma. Olhos azuis. Senti como se me visse ali, naquela garota, há pelo menos uns vinte anos atrás. Vendo-a ali, naquele figurino bordado em pedras e com um tule quase maior que a menina, me lembrei de uma fotografia. Eu, o mesmo figurino e mamãe, depois do espetáculo. Saudade.
    Alguns pais começaram a passar por mim e irem em direção ao palco. Olhei para o relógio e vi quanto tempo já havia passado, a aula chegara ao final. Vi quase todas as crianças saírem de mãos dadas com seus respectivos pais. A garotinha loira, dona dos olhos azuis, passou por mim e, talvez por ter percebido meu sorriso enquanto vinha, soltou um doce e inocente:
- Olá, moça bonita.

Beijos e me liga para contar do seu tempo de garotinha bailarina :*

PS: Texto totalmente fictício. Nunca tive habilidade nenhuma para a dança... Sempre achei a coisa mais maravilhosa do mundo ballet clássico, mas infelizmente não levo jeito pra coisa.
PS2: Comente, deixe sua marquinha aqui ;)
   

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Rosas Secas


    O quarto estava em absoluto silêncio e o único barulho que preenchia o cômodo era o aparelho que media os batimentos cardíacos da garota. Um barulho intenso e estridente. Havia uma cama, uma poltrona desocupada e um aparelho de televisão.
    Ao abrir os olhos, levou pelo menos um minuto para que a visão se acostumasse com o branco do quarto e com a claridade que entrava por entre as persianas da janela. Esfregou os olhos algumas vezes; estava cansada, muito cansada. Embora não fizesse nada além de permanecer deitada naquela cama o dia todo, desde os últimos trinta dias, ela se sentia exausta. Mas exausta mesmo ela se sentia por dentro, e isso já vinha de longa data. Desde que descobrira a doença que tinha, e ainda mais quando percebeu estar morrendo aos poucos, a cada dia mais, jogada naquela cama de hospital. Já nem se lembrava mais como era estar em casa, como era acordar com o despertador tocando para ir à aula e, embora reclamasse demais, hoje sentia falta de ter uma vida normal. Mas o que mais sentia falta era do seu amor. Todos os dias ele ia vê-la e levava de presente um botão de rosa -sou obrigada a dizer que já havia dúzias delas no quarto-. Saía da aula no final da tarde e ficava ao lado dela até que adormecesse, e só então ia embora. Mas não era, nem de longe, como quando ela ainda podia viver.  Lembrava de cada mínimo detalhe de desde quando se conheceram, até a última visita que ele fizera a ela, na noite passada. Sentia saudade de todos os domingos de tédio, que só não se tornavam mais entediantes porque sempre tinha sua companhia. Dos sábados a noite, que às vezes eram quietos, outras vezes agitados. E posso fazer uma observação? As briguinhas bobas sempre aconteciam de sábado a noite. A garota nunca soube o porquê, mas sempre que brigavam era de sábado a noite.
    Acabou deixando um riso escapar pelo canto da boca ao lembrar. Sentia falta das brigas também. Espera que eu diga que as brigas daquele casal eram daquelas que começavam nas implicâncias, passavam pelos gritos e depois terminavam no beijo mais apaixonado? Não, as brigas deles começavam nos gritos e terminavam na maior gama de palavrões imagináveis. Mas pergunte se essas discussõezinhas duravam mais de dois dias? No final, chegavam pedidos de desculpas via sms.
    Ele adorava fazer surpresas, assim como ela amava ser surpreendida. Algumas delas não deram certo, afinal, gostar de fazer surpresas não quer dizer que ele as soubesse fazer direito. Ela não era boba nem nada e vez ou outra descobria,  mas tenho que dizer que era bem mais gostoso. Esquisito, não? Pois é, eles eram esquisitos. Mas eram felizes, e isso qualquer um podia ver. E eles se amavam.
    Voltando à realidade, sentiu-se novamente. Embora os médicos evitassem falar dos poucos dias que lhe restava, ela sabia que já não lhe sobrara muito. Embora quisesse poder voltar à vida, sabia que se partisse naquele instante, partiria bem. Não feliz, mas bem. Tinha boas lembranças da vida.
   Hoje a garota acordara sentindo que tinha menos tempo ainda. Virou a cabeça para o lado, não viu ninguém. Esticou o braço até que pudesse alcançar a gaveta do criado-mudo branco. Tirou dali um pedaço de papel e uma caneta. Mal conseguia segurá-la, e o "eu te amo" saiu com letras tremidas. Pousou o bilhete ao lado do vaso com os botões de rosa, que também se encontravam na mesinha de cabeceira. De repente, sentiu um cansaço enorme e um sono incontrolável.
     Dizem que a gente sempre sabe quando chegou a hora, e ela costatou isso quando fechou os olhos para dormir e nunca mais acordou.

Beijos e me liga para contar das vezes em que você viu a vida passar pelos olhos como um filme :*

PS: Ultimamente anda sendo muito difícil escrever... inspiração 0. Tenho dado um intervalo maior do que gostaria entre uma postagem e outra (inclusive ouvi cobranças a respeito, né Renan? Eu sei que você está lendo isso, amor.) mas realmente está sendo difícil escrever.
PS2: Poréééém, hoje sentei determinada a produzir algo e o resultando me rendeu uma sensação que há muito não sentia ao escrever. Gostei muito de ter feito este texto, e peço desculpas pelo tamanho; mas quando a inspiração vem, o negócio é aproveitar.
PS3: Mais alguns itens cumpridos na Wish List!
PS4: Comente, deixe sua marquinha aqui ;)