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sábado, 6 de outubro de 2012

Doenças cinematográficas

      Olá!
     Encontrei no blog da Minne este Meme sobre filmes e, aproveitando que a criatividade se encontra ausente, vou fazê-lo! Ah, e convido a participar todos aqueles que gostarem da ideia também.

1. Diabetes: um filme muito doce.

Vou ter que ser muito clichê, mas acho que não existe filme mais diabético do que Um amor para recordar.

O-artista-filme_large2. Catapora: um filme que você assistiu e não o fará novamente.


Embora tenha ganhado sei-lá-quantos-Oscars, assisti e com certeza não assistiria novamente O artista. Digam o que quiserem e já até ouvi que o filme é pra quem tem cultura e eu realmente reconheço isso, dou o braço a torcer concordando que a produção tem um diferencial enorme por ser em preto e branco e mudo, mas odiei mesmo assim.

3. Ciclo Menstrual: um filme que você vê constantemente.

9e2c52e2355ae84a_my-sisters-keeper_largeAssim que li esta categoria, não pensei duas vezes sobre qual filme escolheria. Uma prova de amor é simplesmente o melhor filme que eu já vi na minha vida. Tenho o DVD e já o vi de trás pra frente umas quinze vezes, em todos os idiomas; português, inglês, espanhol, francês, alemão. É aquele tipo de filme que você faz questão de assistir quando não tá bem, pra poder chorar as córneas e colocar a culpa na Kate. E choro como uma condenada em cada vez que assisto; como se fosse a primeira.



293883_10151026726407188_1800959027_n_large4. Insônia: um filme que me tirou o sono.

Dificilmente alguma coisa tira meu sono, tendo em vista que sofro do mal de encostou-dormiu, mas se tem um filme que me fez ficar alguns minutos a mais acordada na cama pensando foi O show de Truman. A história é muito boa e te faz ficar imaginando e imaginando como seria se fosse você quem estivesse no lugar do personagem principal. Sem falar que ver o Jim Carrey em um filme que não fosse de comédia, é tão interessante quanto vê-lo em O brilho eterno de uma mente sem lembranças.


Tumblr_m3f6zwbypp1qb4p3ko1_500_large5. Doenças de viagem: um filme que leva para outra época / mundo / lugar

Meia-noite em Paris foi um filme que me fez sentir bem de pertinho a Paris da década de 20. Isso não quer dizer que eu tenha achado o filme excelente, porque não achei; inclusive tive de fazer um esforcinho em alguns momentos para evitar que caísse no sono, mas o filme até que é bom (tem figurino de época e eu sou apaixonada por isso, então tá valendo). E eu acabei de descobrir que talvez filmes de época me deem sono, porque um outro que eu decidi listar nessa categoria me fez dar umas pescadas entre uma cena e outra, embora o filme também seja legalzinho: A invenção de Hugo Cabret.





Beijos e me liga para contas das suas doenças cinematográficas :*

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domingo, 23 de setembro de 2012

Dos ares de Setembro.


156513_10151074458263915_191129388_n_large      Assim que abri os olhos já pude perceber a mudança. O quarto estava mais claro e eu jurei ter visto um feixe de luz entrar pela janela. O sol batia no cobertor azul e deixava a impressão de que as paredes do quarto eram da mesma cor, embora fossem amarelas. Esfreguei os olhos e, novamente, custei a acreditar que fazia sol do lado de fora. Sentei-me à beira da cama, pus os pés quentes no chão frio e senti a necessidade de calçá-los com alguma coisa; tateei com a ponta dos dedos até encontrar meus chinelos. Rastejei vagarosamente até o armário e retirei do cabide um casaco, daqueles que a gente tem a mania de vestir automaticamente, assim que sai da cama, nos dias de inverno. Parei por um instante para sentir o ambiente e percebi que, na verdade, não estava precisando dele. Pus de volta no cabide.
      Me aproximei da janela, cuja claridade era ofuscada pela cortina, e senti uma brisa fina tocar meu rosto; posso dizer, com toda certeza, que não era assim que estava no dia anterior. Cogitei tirar o tecido da frente e deixar que a luz entrasse de vez, além de permitir que eu visse o que estava acontecendo do lado de fora. Mas percebi que podia fazer algo muito melhor.
      Cruzei a porta e desci as escadas. A mesma luz que tentava entrar por entre as cortinas do meu quarto agora esbanjava brilho pelas janelas da sala; deixava o ambiente quente. Descansei a mão na maçaneta da porta e girei-a devagar, como quem tem medo de descobrir o que há do outro lado. A porta abriu e eu não pude impedir que meus olhos se fechassem por instinto com tamanha claridade que atingia eles. Com muita força e custo, abri-os lentamente. Outro impulso inevitável foi o sorriso ao ver o dia lindo que fazia; no lugar da neve, um vasto verde de grama ainda úmida do que havia sobrado de um inverno rigoroso. Flores coloridas de tons vibrantes e poças d'água no meio da rua.
      Entrei de volta para casa e chequei o calendário: 23 de Setembro. Primavera.
      Que o calor aqueça os corações que se deixaram congelar enquanto era frio; que a tal da luz invada janelas e ilumine as mentes que se mantiveram apagadas. Que as flores tragam cor de volta àqueles que deixaram que os tons fossem levados com a chuva; que a brisa fraca acalme o que vento forte tirou do lugar. E por fim, que a primavera interior permaneça mesmo quando o inverno bater à porta novamente.

Beijos e me liga para comemorar a primavera comigo :*

PS: A fan page já está no ar, e tem um box aqui na barra lateral para que você possa curtir e acompanhar o que acontece por lá!
PS2: Estou participando do Desafio 29 dias de Leitura, que será postado na fan page, e convido todos aqueles que gostarem da ideia, a participarem também.
PS3: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

sábado, 1 de setembro de 2012

As asas de quem já foi.

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      Tantas pessoas já passaram pela minha vida. Chega a ser curioso notar quantas vidas se cruzaram com a nossa em um punhado de anos; punhado este que nem é tanto tempo assim.
      Imagine só quantos olhares já pararam no seu. Quantas pessoas desconhecidas passam por você a cada dia, quantos ombros você já esbarrou sem querer, quantos pés já foram pisados por acidente, quantos "com licença" e "obrigada" você já disse e ouviu. Passando o pente fino, grandes amizades que se desfizeram com o tempo, coleguismos que vieram e não tardaram a ir embora, paixonites temporais e amores até hoje não superados. Quanta gente, não?
      Que nada dura pra sempre e que uma hora as pessoas vão embora porque simplesmente têm que ir, isso todo mundo já sabe. E apesar de entendermos esse fenômeno da vida, ainda nos agarramos à ideia de que todo mundo tem que ser eterno. Se nem nossos pais ficam com a gente pra sempre, como você quer que outro qualquer fique? É tudo questão de tempo.
      Temos a tola mania de atrasar a própria vida. E o pior: cientes disso. É o famoso sofrimento disfarçado; faz bem enquanto é dia, lateja enquanto é noite. E por mais que você não acredite, posso garantir que você sente algum tipo de prazer cultivando esse sentimento.
      Pessoas sempre vão passar por nós, sendo elas boas ou ruins. E me sinto na obrigação de dizer: sempre haverá uma melhor que anterior; uma amizade melhor que a antiga; um amor melhor que o último. Mas às vezes erramos não querendo uma pessoa melhor.
      A maioria das coisas você só vai conseguir enxergar quando o furacão passar e tudo estiver de volta ao seu devido lugar. E então, finalmente, perceber que a gente diz que as pessoas não são substituíveis porque na verdade não queremos que elas sejam.

Beijos e me liga pra contar de quem já passou pela sua vida :*

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UPDATE: Estava aqui pensando com os meus botões e imaginei que talvez seria legal que o blog ganhasse um fan page no Facebook. O que vocês acha? Seria mais para assuntos que geralmente a gente trata aqui no blog, coisinhas que eu ache legal compartilhar com vocês, pensei até em arriscar fazer resenhas dos livros que eu estou lendo... E até mesmo para a gente interagir. Por isso, coloquei a enquete aqui na barra lateral e realmente é importante a opinião de vocês!

domingo, 5 de agosto de 2012

Disso e Daquilo.


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      Talvez eu seja um pouco do que eu já vivi. Ou um pouco de tudo que eu aprendi, enxerguei, senti. E até mesmo um pouco do que eu não consegui aprender, enxergar, sentir.
      Mas acho mesmo é que eu sou um pouco de cada coisinha pequena. Um pouco do que eu já li, uma parte da música que eu mais gosto, dos amigos que eu mais amo e dos meus programas favoritos. Um pouco do meu prato preferido, do canto da casa que eu mais gosto, da borda da pizza que eu amo. Sou um pedaço do meu melhor amigo, da minha matéria favorita e até mesmo da profissão que eu quero seguir. Posso ser um pouco da estação que eu mais gosto, da peça de roupa que eu mais uso, da pessoa que eu mais admiro, do meu hobbie mais interessante, do dia mais feliz que eu já vivi. Sou uma parte do que já fui, do que eu sou, do que eu quero ser. A parte do dia em que eu mais estou disposta, a parte do dia em que eu mais estou cansada.
      Sou o meu chocolate preferido, o brinquedo que eu mais brincava quando criança; um pouco do filme que eu mais gosto, do autor que eu mais leio, do anel que eu mais uso, das lembranças que eu mais guardo. Sou as pessoas de quem eu sinto saudade, de quem eu daria a vida pra ter comigo de novo, de quem me odeia, de quem me ama e até de quem não dá mínima pra mim. Sou a chuva que eu gosto de tomar de vez em quando, o sol que deixa minha pele vermelha, o frio que eu amo que faça quando não tem aula. Sou o pijama de ursinho que eu coloco pra dormir e o salto de 15 centímetros que eu ponho pra sair. Sou o que eu deixei de fazer e as coisas que fiz e me arrependi. As que eu não me arrependi também. Sou uma parte dos meus pais, uma parte do mundo. Uma parte do amor.
     Sou o sorvete que eu derrubo na blusa branca, o rímel que eu mancho o travesseiro, o sorriso que eu dou quando vejo quem eu amo sorrir também, o olhar que eu lanço quando estou zangada, a língua que eu mostro quando quero fazer pirraça. Sou um pouco de cada texto que eu escrevo, de cada coisa que eu imagino, de cada detalhe que eu espero do futuro. Sou também o que eu já esperei do passado.
       E é assim: a gente é a gente. Um pedacinho de cada coisa que a gente gosta, cada detalhezinho que ninguém nem nota, mas que se não existisse, faria uma diferença que ninguém arriscaria dizer. A gente é um pouco de tudo isso; e de tudo aquilo também.

Beijos e me liga pra contar dos seus detalhes :*

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UPDATE: O blog está de roupinha nova! Resolvi trocar, aquele rosa todo me enjoou fácil. Opiniões são sempre muitíssimo bem-vindas!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A tal da faxina interior.


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      Nunca fui de gostar de faxina. Sempre odiei essa coisa de tirar tudo do armário e ter organizar, escolhendo o que eu deixaria e o que eu mandaria pro saco de lixo. Meu maior pavor são as férias, quando minha mãe sempre vem de mansinho na porta do quarto e solta como quem não quer nada um "cê não acha que tá precisando dar uma ordem nas tuas coisas?".
      Sou desorganizada, não gosto de arrumações e odeio ter que me desfazer das minhas coisas, inclusive das que eu não uso há tempos. Acho que esse defeito tem papel na minha vida bem além de quando o assunto são coisas materiais. Nessa parte, os objetos e as pessoas não têm lá tantas diferenças assim na minha vida...
       Tenho um armário cheio de pessoas que eu não uso mais. "Pessoas que eu não uso mais" soa um tanto quanto forte, quer dizer, pessoas que não fazem mais tão parte assim da minha vida. Não arrisco abrir a porta desse armário por puro medo do que pode sair dali, ou pior, por medo de ser soterrada com a quantidade delas que estão apertadas e disputando por um pedacinho a mais lá dentro. Ah, não abro e também não deixo que abram por mim. Acredito até que haja pessoas lá que eu nem me lembre mais ou faça ideia de que estão ali. Tudo porque sofro de um problema: o desapego. Pode parecer sem pé nem cabeça eu continuar guardando tanta gente assim mesmo que já não façam mais diferença alguma pra mim, mas é que, como já disse, não gosto de me desfazer das coisas.
       Eis que eu tomei coragem pra fazer essa arrumação. Juro que pensei que seria pior abrir o armário, mas veja bem, não estou dizendo que não tenha sido ruim. Olhei um por um que estava lá dentro, limpei todos eles e coloquei-os do lado até que decidisse o que faria. Separei os que, por força do apego, não consegui mandar embora e botei-os de volta ao armário. O resto? Foi pro saco.
      Pensei duas vezes se deveria pô-los no cesto de recicláveis ou no de lixo orgânico. Mas sabe de uma coisa? Chega de gente reformada, reciclada e refeita na minha vida. Quero pessoas novas, rostos novos, amizades novas e tudo de novo que eu mereça. Essa minha decisão resultou num cesto de orgânicos tão cheio que só vendo!
       Por mais incrível que pareça, a gente odeia faxina, mas quando a fazemos é que percebemos o quanto elas são necessárias. Tô leve, tô feliz, tô de armário desocupado!

Beijos e me liga para contar das suas faxinas :*

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domingo, 1 de julho de 2012

Sobre homens, brinquedos e feminismo.


Greene-milton-h-marilyn-monroe-4800140_large     Essa semana presenciei pelo menos uma dúzia de acontecimentos que me deixaram bastante impressionada; cheguei até a culpar a fase da lua, porque nada justificava tantas amigas minhas sofrendo num mesmo período de tempo. Pensei que deveria escrever sobre isso, portanto o post de hoje vai ser um pouco diferente dos comuns. Estipulei algumas instruções antes que comecem a leitura, porque julguei necessário.




Instruções:
1. Se você está solteira, vá em frente e boa leitura.
2. Se você está namorando/noiva/casada, pense em um homem que te fez de gato-e-sapato no passado. Pensou? Agora pode começar o texto.
3. O termo "homem" usado durante todo o texto é bem generalizado, muito embora haja exceções.
4. Releia com atenção o item 3.
5. Se você é homem, sugiro que feche a janela. Se ainda está lendo isso, peço que contenha seu ódio.


      Se eu te pedisse pra completar a frase: "homem é um ser muito _______.", qual adjetivo você usaria?
      Ok, tenho certeza que você não foi generosa na palavra. Não tiro sua razão, afinal, você provavelmente deve ter sofrido de alguma desilusão amorosa e por isso tem essa opinião. E se você que está lendo, usou alguma palavra bonitinha e nunca sofreu tombo nenhum, não tenho boas notícias: uma hora isso vai acontecer.
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     Deixando de lado a discussão Homens x Adjetivos de baixo calão, aposto que todo mundo já se perguntou se o problema era consigo mesma frente a alguma situação de coração partido ou coisa do tipo. Vou direto ao ponto: a verdade é que homem gosta de mulher que não pensa. Simples.
     Quer uma explicação óbvia? Vamos lá: além de terem volume entre as pernas, eles têm um orgulho inchado e o ego mais inflado possível. Diante de uma mulher pensante, com opinião própria, cabeça feita e muitas outras coisas de maior importância além de cabelos loiros, peitos grandes e bundas exageradamente enormes, eles se sentem ameaçados. Natural de qualquer ser humano se sentir pequeno frente a alguém com potencial igual ou maior que o alheio.  Em suma, diria que homens gostam mesmo é que sejamos pequenas o suficiente para caber na palma de suas mãos e comer ali.
     É mais saudável para o ego e orgulho masculino que as mulheres lhe sejam submissas, não pensem, não questionem, apenas ouçam, abaixem a cabeça e fiquem caladas. Bastante clichê, até mais do que eu gostaria que fosse e apesar de ter certeza que muitas já sabem que a verdade é essa, ainda encontro garotas grandíssimas se esfarelando pelos cantos por causa de algum mal-crescido que ainda acha que mulheres são como um dos bonequinhos articulados de sua coleção. Peço somente uma coisa a ambas as partes: acordem. Por favor. Mulheres, percebam que você merecem mais. Homens, voltem para os seus brinquedos.
     Desabafo feito, alma mais leve, recado dado. Missão cumprida.

Beijos e me liga pra dar a louca e bancar a feminista :*

PS: Não, não fui chutada ou algo do tipo, muito pelo contrário. Apenas fiquei indignada com o número de casos que vi nessa última semana, como já disse no primeiro parágrafo.
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Clichê do amor.

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Amor
(latim amor, -oris)

1. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa ). 
  2. Sentimento intenso de atração entre duas pessoas. = PAIXÃO


Amor. Love. Amour. Amore. Amare. Lieben.

      Há quem diga que o amor não se descreve, se sente. Há quem insista que o amor, quando descrito, se limita. Sem filosofias baratas, ou clichês de Clarice e Caio Fernando, o amor pode até não ser descritível, mas dá pra ver onde ele se encontra.
      Amor é mais que uma fotinho da pessoa amada, abaixo da sua, com a legenda "em um relacionamento sério"; é mais do que um bilhão de fotos ou um álbum dedicado em uma rede social qualquer. Amor é não precisar mostrar pro mundo e afirmar piamente o que se sente pelo outro quando na verdade isso só compete ao casal. Amar é respeitar as suas diferenças e as do próximo, seus gostos e os do outro; adquirir hábitos novos só pela pessoa. E não me venha com argumentos pequenos apontar na minha cara e dizer que quando alguém te ama, te aceita como você é. Não. Quando amamos, mudamos. Mudamos em função do outro, e nem sequer notamos. Mas só depois é que percebemos o quanto mudanças podem te fazer crescer.
      Amar não é precisar provar que se ama, e sim provar quando precisa. O amor não é a saudade por não ver o outro há um dia, uma semana ou um mês; amar é sentir saudades até quando se está junto. 
     Não precisa se amar, para amar. Justamente o contrário: é amando que a gente se ama. Amar para se amar, se encontrar e se aceitar.
       E de que adianta eu vir aqui e tentar definir esse sentimento? O amor sabe, sabe mais que a gente. 



Beijos e me liga para dizer o que você acha do amor :*

PS: Criatividade pra quê quando se pode ser clichê, não é mesmo?
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quinta-feira, 24 de maio de 2012

A falta que a falta faz.

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     Falta mais espaço no relógio, mais minutos por ponteiro. Falta mais calendário, mais semanas, mais meses. Falta tempo.
       Falta abraço quando se precisa, ombro quando se chora, ouvidos quando se fala. Falta atenção.
       Falta lenço suficiente para todas as lágrimas, falta quem pense na gente e alguém pra gente pensar. Falta promessa que seja cumprida, falta "eu te amo" que seja merecido.  Falta atitude de quem não tem e esperança de quem não vem.  Falta sinceridade com quem merece e memória pra quem esquece.
       Falta fila preferencial no banco pra quem tem pressa, transporte público que não estressa, gente que se interessa. Falta menos gente fingindo gostar, mais pessoas pra se importar, alguém pra se amar. De vez em quando, alguém pra brigar. Falta certeza do futuro, menos gente em cima do muro, criança sem medo do escuro.
      Falta coragem, ousadia, alegria. Falta certeza pros indecisos, sorriso pros deprimidos e caminhos pros que estão perdidos. Falta sonho pra se realizar, gente pra sonhar, gente pra acordar. Falta realidade. Falta liberdade.
       Falta menos pé de mesa pra machucar o dedo, mais gente sem medo, menos boca pra contar segredo. Falta fidelidade, compromisso, honestidade.
      Falta água no mundo, paixão por segundo. Falta eu, você, falta nós, eles. Falta tudo.
     Falta risada pra dar, pedido pra receber, recompensa por esperar. Falta mais esperança. Falta um pouco de ilusão, uma pitada de emoção e uma pontinha de união. Falta confiança pra quem não acredita, espaço pra quem se limita.
     Falta tempo, abraço, atenção, amor, sinceridade, atitude, esperança, paciência, coragem, ousadia, alegria, certeza, sorriso, caminho, sonho, realidade, liberdade, fidelidade, compromisso, honestidade, paixão, eu, você, nós, eles, risada, ilusão, emoção, união, confiança, espaço.
      Felicidade. Falta principalmente felicidade.

Beijos e me liga para contar o que você acha que falta :*

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Entre blocos, passagens e feminilidades.


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Paris, França. Outubro de 1929.

      A estação era inundada pela luz do entardecer. Os bancos de madeira, agora levemente dourados por conta da claridade, estavam em sua maioria vazios. A jovem mulher dos curtos cabelos louros - diga-se de passagem quase brancos -, lábios vermelhos e corpo perfeitamente encaixado em um vestido de seda nude, vestia uma peça de pele sobre os ombros, que fazia qualquer um acreditar que estava devidamente protegida dos ventos do outono parisiense. Enganados. A pele e nada acabariam surtindo quase o mesmo efeito, se não fosse pelo fato de que as francesas da época raramente saíam pelos arredores da cidade com os ombros descobertos.
      Estava sentada no banco que ficava exatamente no meio da plataforma de embarque da estação, com o corpo perfeitamente alinhado, postura de quem havia recebido rígidas aulas de etiqueta. Poucos sabem que a moça nunca nem soube o que eram etiquetas e tampouco precisara delas. Estava a escrever em um bloco de notas, encapado por couro vermelho, com uma caneta de tinta preta. Na ponta da estação, no último banco, sentou um homem engravatado, de preto da cabeça aos pés, o que não era de todo o mal. Pôs-se a encarar a moça, mesmo que à distância, e pegou-se tentando decifrar o que tanto era anotado naquele bloco. Pensou em mil coisas, mas de certo nenhuma era o que realmente estava no papel.
      Viu-a revirar a pequena bolsa de mão, e em seguida retirar o bilhete. Apalpou seus bolsos para se certificar de que o seu estava ali. Concluiu que provavelmente pegariam o mesmo trem, e melhor: se o destino fosse gentil, poderiam até sentar juntos. Ouviu o trem apitar de longe, juntou sua bagagem e levantou-se do banco frio. Caminhou lentamente até a moça, na esperança de chegar antes do vagão estacionar. Parou ao lado do banco, e encarou-a. Ela subiu lentamente olhar do bloco, mas logo voltou seus olhos para as escritas. Deu uma última rabiscada assim que o trem parou na estação, fechou o pequeno quadrado de notas e perguntou ao homem se teria um pedaço de papel para lhe emprestar. Fora de si diante de tanta beleza, até esquecera que a moça possuía em mãos um punhado de folhas em branco e pegou o único papel que tinha nos bolsos sem nem perceber que era sua passagem. Entregou à ela, que recebeu com a mão fina e delicada, escrevendo algo ali, fazendo uma dobradura minuciosa e deixando a passagem cem vezes menor do que já era. Colocou-a de volta no bolso do homem, que não tirou os olhos da jovem até que ela entrasse no vagão.
      Passou a mão pela abertura do bolso e retirou a dobradura. Passou longos minutos desdobrando o papel com cuidado, sem nem perceber que a dama deixara cair o bloco de notas ao subir no trem. Entretido, ainda tentando desamassar a passagem, se assustou com o apito vindo da cabine do vagão e com o barulho que este fazia ao sair da estação. Indignado, pegou o bloco caído perto dos trilhos e pôs-se a ver seu trem distanciar-se, enquanto estava desamparado com o pequeno quadrado de couro vermelho em mãos.
   A passagem? Nada mais do que um "bonjour" escrito com letras tremidas.

Beijos e me liga para contar do que você acha que estava escrito no bloquinho de notas :*

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Dois. Ou não.

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     Começou pelo papel. Colocou-o sobre a mesa e pôs-se a encará-lo; tão branco que chegava a ofuscar seus olhos. Liso como se tivesse acabado de sair da fábrica.
     Pegou o lápis. Passou-o pelos dedos e encostou a ponta afiada no papel. Decidiu usar caneta. Mudou de ideia e voltou para o lápis; sua letra saía melhor com ele. Repousou-o de volta no papel, sem saber por onde começar e se deveria realmente fazê-lo.
      Havia recebido a proposta de pôr em folha limpa a definição do que era ser um casal. Passou noites virando e revirando na cama e se questionando sobre o que, aparentemente, seria uma pergunta óbvia de se responder. Pensou em todos os casais que conhecia, e embora todos fossem parecidos, mantinham uma série de diferenças entre si. Havia os que brigavam mais do que se amavam; estes eram seus pais. Havia os que estavam juntos há pelo menos cinquenta anos; como seus avós. Tinha também os casais de faixada, como a vizinha lá do 55, que mantinha com o marido uma relação que o prédio todo sabia que era pura farsa, muito embora só os dois não percebessem. Ou até percebiam. Tinha os recém-casados, os namorados, os noivos, os enrolados, os que ficavam só na troca de olhares.
     O que é ser um casal? É estar do lado sempre, independente do que aconteça? É somente dar amor? É só o físico? É um misto de confiança, amor recíproco, companheirismo e mutualismo? Ou ser um casal é também ter ciúmes, brigar, xingar e ser teimoso?
     Ela voltou para o papel, mas depois de pensar sobre tudo o que um casal é e constrói sobre si, finalmente soube exatamente o que poria na folha: nada. Casais são como folhas brancas; é você quem vai decidir o que vai ser escrito ali, qual a história que vai ser contada nele e o que ele vai significar. Ou se não vai significar nada. É você quem vai trabalhar nele para que seja o que você quer. Casais não são feitos sob forma ou medida: são moldados. Por duas pessoas.

Beijos e me liga para dar a sua definição do que é ser um casal :*

PS: Estou perdendo o jeito da escrita. Sentei inúmeras vezes para escrever essa semana e não consegui uma vírgula. Ficou confuso, eu sei. Não consegui passar a ideia que queria, mais uma vez.
PS2: Comente, deixe sua marquinha aqui :)