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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Extra, extra: Papai Noel é demitido.

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         São Carlos, 24 de Dezembro de 2012.

        Caro senhor barbudo,
       Dizem que as pessoas são do tipo mal-acostumado... Ao mesmo tempo em que desconfiava disso, encontrava casos que somente confirmavam mais e mais. Mas olha, sempre excluí os seres utópicos desta categoria. Engano meu. Os personagens irreais são tão mal-acostumados quanto os seres humanos. Não se finja de desentendido,  Papai Noel. O senhor sabe do que eu estou falando.
        Lembra-se da minha carta enviada no ano passado? Acredito que sim, e por favor, não ouse negar. Foi aquela cartinha curta, singela, mas com uma tonelada de agradecimentos e elogios pelo bom trabalho realizado em 2011; foi aquela que continha escritos dizendo o quão eu estava feliz por, depois de um punhado de anos, ter resolvido atender aos meus pedidos. Tá lembrado, né?
         Acontece que o "x" da questão é outro. Os elogios que escrevi não serviram para outra coisa senão para te estragarem. Foi isso mesmo o que o senhor leu, mal velhinho. Afrouxou o cinto, se acomodou na poltrona e sentiu-se no direito de não fazer esforços para melhorar o que, claramente, poderia ser melhorado. Que feio, Papai Noel. Diga-se de passagem que isso não foi um exemplo lá muito legal para as crianças...
      Para todo o caso, não venho aqui somente para dar este puxão de orelha, mas também para lhe informar que daqui em diante não precisará se preocupar com as minhas cartas e os meus pedidos. Abro mão do senhor; creio que as crianças precisem mais de você do que eu, além de que, em 17 anos, foi somente em um que o senhor fez jus a roupa vermelha que carrega no corpo. E a propósito, nem sei porque escrevi todos os anos. O senhor não existe mesmo.

                                                                                                                    Lembranças,  
                                                                                                                    Yasmin.

Remetente: Yasmin Vizeu, São Carlos, São Paulo, Brasil.
Destinatário: Papai Noel, Pólo Norte.


Meu ano não foi ruim, muito pelo contrário; já vivi piores. Mas como trato é trato e o "bom" velhinho não cumpriu o dele, não me resta outra coisa senão acenar um tchauzinho de longe.
Gostaria de desejar a todos um ótimo Natal e um 2013 ainda melhor. Que a união, a harmonia e a paz estejam presentes não só nestas duas datas, mas como em todos os outros dias.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Amigo Secreto Literário.


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         Organizei este ano um amigo secreto entre blogueiros com a finalidade de, além de descontrair, permitir que façamos mais amizades e conheçamos novos blogs. A brincadeira funcionou da seguinte forma: através de um site de sorteio, cada interessado ficou sabendo o nome de quem deveria presentear e o presente em questão era um texto sobre a pessoa e seu blog. 
         E hoje venho aqui para entregar o presente à minha amiga secreta!
         Queimei alguns neurônios na tentativa de decidir sobre o que eu falaria dela, mas percebi que a primeira coisa da qual eu gostaria de dizer é sobre sua profissão. Não a conheço há muito tempo, mas por tê-la no Facebook sei que acabou de se formar e o caminho que escolheu para seguir é lindo, além de ter a impressão de que é perfeito para ela. Lidar com gente e com a saúde dos outros é dom apenas para quem pode - e quem gosta -. Já conheci muitas pessoas que fizeram a mesma escolha que minha amiga oculta, mas que vê-se de longe que não sabe nem o que está fazendo ali; e acredito que para a área da saúde, não dá para ser qualquer um que simplesmente tem vontade de trabalhar com roupinha branca. 
         Sobre seu blog, não posso dizer muita coisa pois o conheço tanto quanto conheço a dona. Mas pelo pouco que vi, posso dizer que é um doce. Antes mesmo de ler a descrição, já percebi que é uma amante da cor roxa, o que caiu muito bem no cantinho! E somado a isso tudo, posso acrescentar ainda que a maioria do que escreve é lotado de sentimentos sinceros e, creio eu, vindos do fundinho do coração.
        Chega de rodeios, a minha amiga secreta é a Bárbara Fróis! Desejo à ela um feliz Natal, um 2013 fantástico e muito sucesso como fisioterapeuta!


Beijos e me liga para contar dos amigos secretos que participou :*



Quem aí notou alguma coisa de diferente no blog levanta a mão! Espero que tenham notado que o Bom Dia Sophia está mais novo do que nunca. Foram dois dias de portas fechadas (e de muito, mas muito trabalho, diga-se de passagem) para que o novo layout ficasse do jeitinho que está, e prontinho para 2013. Deixem aí nos comentários o que vocês acharam da roupinha nova; espero que tenha vestido bem.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Amargura.

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       Ei, moço. Vou te contar uma história... Era uma vez uma certa garota. Dos olhos brilhantes que refletiam tudo aquilo que ela gostaria de descobrir e, na flor da idade, na doçura da vida e na serenidade da juventude, meteu-se a dona do próprio nariz e foi de cara descobrir o mundo. Teve o coração quebrado por consequência. Se refugiou no mais distante dos cantos e tão grande fora o trauma que cismou não querer sair de lá nunca mais. Trancou as portas da alma, as janelas do coração e fechou os olhos que tanto brilhavam. Ao passo em que o tempo ia embora, menos a menina cedia.
       Até que tu entrou em cena. A porta custou a abrir, rangeu, ameaçou se trancar sozinha, mas tu abriu com todo o cuidado do mundo. Entrou devagar, como quem não queria nada e quando a garota se deu conta, tu e ela já estavam dividindo o mesmo lugar na poltrona. Tu abriu as janelas e deixou o sol entrar, trazendo brilho aos olhos que se mantiveram sem vida por tanto tempo. Escancarou as portas da alma e atirou as chaves onde ninguém nunca alcançaria; não queria ver a menina se trancando novamente. Tu limpou os destroços e pôs em ordem a bagunça. Tu salvou.
       Prometeu à menina que dali em diante teria proteção e de mãos dadas levou-a para fora, de volta ao mundo. Reensinou o que era cada coisa, porém de uma perspectiva diferente; desdobrou o mapa da vida e mostrou o que cada coisinha significava. E hoje quem a vê com você não arrisca dizer que um dia estivera refugiada dentro de si mesma, da mesma forma que não suspeita que o tamanho do milagre tenha sido tão grande.
       Amargura? Amar cura.

Beijos e me liga para contar da sua cura :*

PS: Ainda não tá participando do nosso amigo secreto? Vem logo!
PS2: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Meme Literário: Personagens Favoritos.

        Olá!
       Venho em mais uma postagem com um meme literário, e podem apostar que quando eu resolvo fazer um é por que a criatividade me deixou na mão. Encontrei este meme no blog Café com Blá Blá Blá (se quiser ver os personagens favoritos da Sabrina, clique aqui) e enquanto lia o post, mentalmente fui fazendo minha própria listinha.
     Espero que gostem! Ah, e eu adoraria saber quais são os personagens literários que vocês mais gostam, então além de convidar todo mundo a fazer também, quem fizer me avisa para eu bisbilhotar!


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1. Mia Thermopolis.
Sou perdidamente apaixonada por Mia e acredito que ela seja escolha universal de pelo menos 80% dos que leram a série toda de O Diário da Princesa. Os livros da princesinha fazem parte da primeira série que eu li inteira, há uns 5 anos e desde então nenhuma outra personagem conseguiu superá-la. E talvez por ser uma série extensa, às vezes eu até me esquecia de que tudo aquilo não bastava de uma ficção e o pior: de que todos aqueles personagens que eu amava, na verdade não existiam. Quando terminei os 12 livros que compõem a história da princesa da Genovia, foi um chororo só... Ah, e aproveitando a oportunidade: sobre os filmes, nada a declarar, exceto que a única coisa que prestou neles foi a Anne Hathaway.

2. Michael Moscovitz.
Não sei se posso repetir livro, mas de qualquer forma, eu não poderia deixar de fora o amor da vida de Mia. A série O Diário da Princesa não seria a mesma se o personagem fosse diferente, e os dois juntos formam o melhor casal do mundo literário e nenhum outro vai conseguir tirá-los do meu coração. Romeu e Julieta perdem feio para Mia e Michael!



Resultados da Pesquisa de imagens do Google para http://images4.fanpop.com/image/photos/18700000/Patch-and-Nora-hush-hush-18779263-550-432.jpg
3. Patch Cipriano. 
Esta lista não faria sentido algum se eu não citasse algum personagem da série que tem os meus livros favoritos. E se tratando de Hush Hush, sem dúvidas quem se destaca é Patch. Sabe aquele tipo de garoto que deixa de perna bamba as mocinhas por onde passa, mas ninguém sabe o porquê? Este seria o Patch, se fosse na vida real. Acho que mistério define.




4. Jesse da Silva.
Jesse, ah, Jesse... A Mediadora, mais uma série da autora Meg Cabot, tem um toque especial graças ao charme do espanhol. Meu coração amolecia sempre que ele soltava o famoso "mi hermosa" para Suze. Comecei a série e terminei desejando um Jesse para mim, mas que não fosse um fantasma, é claro. E aliás, acho que este é o único ponto negativo do personagem: não ser real.





5. Augustus Waters.

Dispensa grandes explicações... Quem leu A Culpa é das Estrelas, sabe. Quem não leu, que o faça imediatamente porque é simplesmente apaixonante. Gus é amor demais, sério.

(Desenho fofolindo que eu encontrei na internet
 e que resume detalhes marcantes das personagens)

É isso, estes são os meus cinco personagens favoritos! Beijos e me liga para contar dos teus :*

PS: Tô pegando amor por memes, e queria saber o que vocês estão achando. Comentem aí embaixo!

UPDATE:
Quem aí gostaria de participar de um Amigo Secreto Literário? Estou promovendo a brincadeira entre nós, blogueiros, para fechar 2012 com chave de ouro e para expandir novos horizontes, conhecer outros blogs... Funciona da seguinte forma: o amigo oculto será sorteado através de um site específico para isso e no dia 15/12 cada um receberá por e-mail quem deverá presentear. A partir daí, o que você deve fazer é escrever um post (no seu blog, ou na fan page do blog, se preferir) sobre seu amigo segreto e sobre o blog dele. O prazo para seu "presente" ser entregue é até o dia 25/12 e você deverá avisar o presenteado e disponibilizar o link para que ele veja o que você fez. E aí, quem gostou da ideia? Vamos participar? Quem estiver interessado deverá me enviar o e-mail, a URL do blog e o nome completo no post que está na fan page, para que eu possa enviar o convite do site dos sorteios.  


sábado, 10 de novembro de 2012

Efeito colateral



      Atrasa o meu relógio, adianta meu calendário, estabiliza meu dia. Desorganiza minha estante, desarruma minha cama, desorienta minha mente, bagunça meu coração. Troca o guarda-roupa de lugar, muda o quadro de posição, altera o papel de parede do meu computador, tira minha paciência. Abre a cortina, escancara a janela, deixa o sol entrar e clareia minhas ideias. Quebra meu porta-retrato, rabisca minha parede, rasga meus papéis, destrói minha tristeza. Leva embora o que tá sobrando, devolve o que tá faltando, me traz o teu sossego. Deixe um bilhete dizendo que nunca mais vai voltar, mas esqueça o celular no meu criado-mudo. Agiliza o processo, adianta o futuro, atropela a vida. Acalma minha pressa.
      Fale quando eu não quero ouvir, ouça quando eu não quero falar. Silencie quando eu cobrar palavras. Diz pra mim só o que me interessa. Questione mesmo tendo entendido e concorde mesmo sem entender. Enlouquece comigo.
      Me tira do eixo, rouba de mim a noção do perigo. Me desperta de madrugada e não me deixa dormir uma semana. Tira minha paz, arranca minha lucidez, me deixa vagando por aí sem saber o que fazer.
      Seja amor, nada além de amor, só amor.



Beijos e me liga para contar as peripécias do amor :*

PS: Comente, deixe sua maquinha aqui :)

domingo, 21 de outubro de 2012

Caminho de volta.

Antes de iniciar a leitura, aguarde até que o player apareça e acione a música.


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    Eu me lembro de como a chuva batia na minha janela naquela manhã. Me lembro de ter acordado e de ter encontrado o outro lado da cama vazio. Me lembro de ter sentido falta.

    Me lembro de ter levantado, sentido o frio do piso contra a pele quente dos meus pés. Me lembro de ter ido até o banheiro e ligado o chuveiro quente, esperando tudo ser preenchido pelo vapor até que não pudesse mais enxergar nada além de um borrão no espelho. Fechei os olhos. 
   Todas as coisas que eu quis dizer; me lembro delas. Das palavras duras que de tão severas, nunca conseguiram sair de mim. Lembro de você cruzando a porta, enquanto eu lutava contra a vontade de chorar; da vontade que eu tive de, ao invés de deixar que você fosse embora, te agarrar pelos braços e repetir um milhão de vezes "fica, não me deixa, não vai embora, não me esquece". Quando você vai voltar?
   Tô sentindo tua falta em cada centímetro desse lugar. Do rádio que já não toca logo cedo, até o teu lado da cama que não se encontra desarrumado. Ninguém mais dorme ali.
   Diz que a merda do telefone vai tocar e eu vou ver teu número piscando, chamando, implorando pra ser atendido. Diz que eu vou te encontrar quando acordar ou quando chegar em casa em mais um fim de tarde exaustivo. Diz que você vai estar aqui, por favor. Diz que vai voltar.
   Lembro do vazio que eu senti quando percebi que você tinha ido embora de verdade. Lembro de quando notei que você não voltaria mais.
   Eu não vim aqui para te deixar ir, eu não andei tudo isso para te perder. Eu não vim acreditando que estaria sempre longe de você. Eu não lutei para que você partisse logo em seguida. Eu não me mantive firme tanto tempo para depois desabar entre um segundo e outro.
     De volta ao banheiro, me lembro de ter recostado na parede, que agora já estava úmida. Me lembro de ter escorregado pelo azulejo como a água do chuveiro escorregava ralo a baixo. Me lembro de ter sentado e chorado. Não me lembro de mais nada.




Beijos e me liga para contar de quem você queria que voltasse :*



PS: Às vezes dá vontade de escrever uma melancoliazinha.
PS2: A música que toca durante o texto é Untouchable, da Taylor Swift.
PS3:  Comente, deixe sua marquinha aqui :)

sábado, 6 de outubro de 2012

Doenças cinematográficas

      Olá!
     Encontrei no blog da Minne este Meme sobre filmes e, aproveitando que a criatividade se encontra ausente, vou fazê-lo! Ah, e convido a participar todos aqueles que gostarem da ideia também.

1. Diabetes: um filme muito doce.

Vou ter que ser muito clichê, mas acho que não existe filme mais diabético do que Um amor para recordar.

O-artista-filme_large2. Catapora: um filme que você assistiu e não o fará novamente.


Embora tenha ganhado sei-lá-quantos-Oscars, assisti e com certeza não assistiria novamente O artista. Digam o que quiserem e já até ouvi que o filme é pra quem tem cultura e eu realmente reconheço isso, dou o braço a torcer concordando que a produção tem um diferencial enorme por ser em preto e branco e mudo, mas odiei mesmo assim.

3. Ciclo Menstrual: um filme que você vê constantemente.

9e2c52e2355ae84a_my-sisters-keeper_largeAssim que li esta categoria, não pensei duas vezes sobre qual filme escolheria. Uma prova de amor é simplesmente o melhor filme que eu já vi na minha vida. Tenho o DVD e já o vi de trás pra frente umas quinze vezes, em todos os idiomas; português, inglês, espanhol, francês, alemão. É aquele tipo de filme que você faz questão de assistir quando não tá bem, pra poder chorar as córneas e colocar a culpa na Kate. E choro como uma condenada em cada vez que assisto; como se fosse a primeira.



293883_10151026726407188_1800959027_n_large4. Insônia: um filme que me tirou o sono.

Dificilmente alguma coisa tira meu sono, tendo em vista que sofro do mal de encostou-dormiu, mas se tem um filme que me fez ficar alguns minutos a mais acordada na cama pensando foi O show de Truman. A história é muito boa e te faz ficar imaginando e imaginando como seria se fosse você quem estivesse no lugar do personagem principal. Sem falar que ver o Jim Carrey em um filme que não fosse de comédia, é tão interessante quanto vê-lo em O brilho eterno de uma mente sem lembranças.


Tumblr_m3f6zwbypp1qb4p3ko1_500_large5. Doenças de viagem: um filme que leva para outra época / mundo / lugar

Meia-noite em Paris foi um filme que me fez sentir bem de pertinho a Paris da década de 20. Isso não quer dizer que eu tenha achado o filme excelente, porque não achei; inclusive tive de fazer um esforcinho em alguns momentos para evitar que caísse no sono, mas o filme até que é bom (tem figurino de época e eu sou apaixonada por isso, então tá valendo). E eu acabei de descobrir que talvez filmes de época me deem sono, porque um outro que eu decidi listar nessa categoria me fez dar umas pescadas entre uma cena e outra, embora o filme também seja legalzinho: A invenção de Hugo Cabret.





Beijos e me liga para contas das suas doenças cinematográficas :*

PS: Comente, deixe sua marquinha aqui :)







domingo, 23 de setembro de 2012

Dos ares de Setembro.


156513_10151074458263915_191129388_n_large      Assim que abri os olhos já pude perceber a mudança. O quarto estava mais claro e eu jurei ter visto um feixe de luz entrar pela janela. O sol batia no cobertor azul e deixava a impressão de que as paredes do quarto eram da mesma cor, embora fossem amarelas. Esfreguei os olhos e, novamente, custei a acreditar que fazia sol do lado de fora. Sentei-me à beira da cama, pus os pés quentes no chão frio e senti a necessidade de calçá-los com alguma coisa; tateei com a ponta dos dedos até encontrar meus chinelos. Rastejei vagarosamente até o armário e retirei do cabide um casaco, daqueles que a gente tem a mania de vestir automaticamente, assim que sai da cama, nos dias de inverno. Parei por um instante para sentir o ambiente e percebi que, na verdade, não estava precisando dele. Pus de volta no cabide.
      Me aproximei da janela, cuja claridade era ofuscada pela cortina, e senti uma brisa fina tocar meu rosto; posso dizer, com toda certeza, que não era assim que estava no dia anterior. Cogitei tirar o tecido da frente e deixar que a luz entrasse de vez, além de permitir que eu visse o que estava acontecendo do lado de fora. Mas percebi que podia fazer algo muito melhor.
      Cruzei a porta e desci as escadas. A mesma luz que tentava entrar por entre as cortinas do meu quarto agora esbanjava brilho pelas janelas da sala; deixava o ambiente quente. Descansei a mão na maçaneta da porta e girei-a devagar, como quem tem medo de descobrir o que há do outro lado. A porta abriu e eu não pude impedir que meus olhos se fechassem por instinto com tamanha claridade que atingia eles. Com muita força e custo, abri-os lentamente. Outro impulso inevitável foi o sorriso ao ver o dia lindo que fazia; no lugar da neve, um vasto verde de grama ainda úmida do que havia sobrado de um inverno rigoroso. Flores coloridas de tons vibrantes e poças d'água no meio da rua.
      Entrei de volta para casa e chequei o calendário: 23 de Setembro. Primavera.
      Que o calor aqueça os corações que se deixaram congelar enquanto era frio; que a tal da luz invada janelas e ilumine as mentes que se mantiveram apagadas. Que as flores tragam cor de volta àqueles que deixaram que os tons fossem levados com a chuva; que a brisa fraca acalme o que vento forte tirou do lugar. E por fim, que a primavera interior permaneça mesmo quando o inverno bater à porta novamente.

Beijos e me liga para comemorar a primavera comigo :*

PS: A fan page já está no ar, e tem um box aqui na barra lateral para que você possa curtir e acompanhar o que acontece por lá!
PS2: Estou participando do Desafio 29 dias de Leitura, que será postado na fan page, e convido todos aqueles que gostarem da ideia, a participarem também.
PS3: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

sábado, 1 de setembro de 2012

As asas de quem já foi.

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      Tantas pessoas já passaram pela minha vida. Chega a ser curioso notar quantas vidas se cruzaram com a nossa em um punhado de anos; punhado este que nem é tanto tempo assim.
      Imagine só quantos olhares já pararam no seu. Quantas pessoas desconhecidas passam por você a cada dia, quantos ombros você já esbarrou sem querer, quantos pés já foram pisados por acidente, quantos "com licença" e "obrigada" você já disse e ouviu. Passando o pente fino, grandes amizades que se desfizeram com o tempo, coleguismos que vieram e não tardaram a ir embora, paixonites temporais e amores até hoje não superados. Quanta gente, não?
      Que nada dura pra sempre e que uma hora as pessoas vão embora porque simplesmente têm que ir, isso todo mundo já sabe. E apesar de entendermos esse fenômeno da vida, ainda nos agarramos à ideia de que todo mundo tem que ser eterno. Se nem nossos pais ficam com a gente pra sempre, como você quer que outro qualquer fique? É tudo questão de tempo.
      Temos a tola mania de atrasar a própria vida. E o pior: cientes disso. É o famoso sofrimento disfarçado; faz bem enquanto é dia, lateja enquanto é noite. E por mais que você não acredite, posso garantir que você sente algum tipo de prazer cultivando esse sentimento.
      Pessoas sempre vão passar por nós, sendo elas boas ou ruins. E me sinto na obrigação de dizer: sempre haverá uma melhor que anterior; uma amizade melhor que a antiga; um amor melhor que o último. Mas às vezes erramos não querendo uma pessoa melhor.
      A maioria das coisas você só vai conseguir enxergar quando o furacão passar e tudo estiver de volta ao seu devido lugar. E então, finalmente, perceber que a gente diz que as pessoas não são substituíveis porque na verdade não queremos que elas sejam.

Beijos e me liga pra contar de quem já passou pela sua vida :*

PS: Comente, deixe sua marquinha aqui :)
UPDATE: Estava aqui pensando com os meus botões e imaginei que talvez seria legal que o blog ganhasse um fan page no Facebook. O que vocês acha? Seria mais para assuntos que geralmente a gente trata aqui no blog, coisinhas que eu ache legal compartilhar com vocês, pensei até em arriscar fazer resenhas dos livros que eu estou lendo... E até mesmo para a gente interagir. Por isso, coloquei a enquete aqui na barra lateral e realmente é importante a opinião de vocês!

domingo, 5 de agosto de 2012

Disso e Daquilo.


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      Talvez eu seja um pouco do que eu já vivi. Ou um pouco de tudo que eu aprendi, enxerguei, senti. E até mesmo um pouco do que eu não consegui aprender, enxergar, sentir.
      Mas acho mesmo é que eu sou um pouco de cada coisinha pequena. Um pouco do que eu já li, uma parte da música que eu mais gosto, dos amigos que eu mais amo e dos meus programas favoritos. Um pouco do meu prato preferido, do canto da casa que eu mais gosto, da borda da pizza que eu amo. Sou um pedaço do meu melhor amigo, da minha matéria favorita e até mesmo da profissão que eu quero seguir. Posso ser um pouco da estação que eu mais gosto, da peça de roupa que eu mais uso, da pessoa que eu mais admiro, do meu hobbie mais interessante, do dia mais feliz que eu já vivi. Sou uma parte do que já fui, do que eu sou, do que eu quero ser. A parte do dia em que eu mais estou disposta, a parte do dia em que eu mais estou cansada.
      Sou o meu chocolate preferido, o brinquedo que eu mais brincava quando criança; um pouco do filme que eu mais gosto, do autor que eu mais leio, do anel que eu mais uso, das lembranças que eu mais guardo. Sou as pessoas de quem eu sinto saudade, de quem eu daria a vida pra ter comigo de novo, de quem me odeia, de quem me ama e até de quem não dá mínima pra mim. Sou a chuva que eu gosto de tomar de vez em quando, o sol que deixa minha pele vermelha, o frio que eu amo que faça quando não tem aula. Sou o pijama de ursinho que eu coloco pra dormir e o salto de 15 centímetros que eu ponho pra sair. Sou o que eu deixei de fazer e as coisas que fiz e me arrependi. As que eu não me arrependi também. Sou uma parte dos meus pais, uma parte do mundo. Uma parte do amor.
     Sou o sorvete que eu derrubo na blusa branca, o rímel que eu mancho o travesseiro, o sorriso que eu dou quando vejo quem eu amo sorrir também, o olhar que eu lanço quando estou zangada, a língua que eu mostro quando quero fazer pirraça. Sou um pouco de cada texto que eu escrevo, de cada coisa que eu imagino, de cada detalhe que eu espero do futuro. Sou também o que eu já esperei do passado.
       E é assim: a gente é a gente. Um pedacinho de cada coisa que a gente gosta, cada detalhezinho que ninguém nem nota, mas que se não existisse, faria uma diferença que ninguém arriscaria dizer. A gente é um pouco de tudo isso; e de tudo aquilo também.

Beijos e me liga pra contar dos seus detalhes :*

PS: Comente, deixe sua marquinha aqui :)
UPDATE: O blog está de roupinha nova! Resolvi trocar, aquele rosa todo me enjoou fácil. Opiniões são sempre muitíssimo bem-vindas!