terça-feira, 26 de julho de 2011

Lembranças d'água.


Praia. Seis da manhã. Neblina. Vento. Frio. Areia gelada. Inverno.
Desci lentamente os degraus que ligavam o calçadão à areia, desamarrei com cuidado o cadarço dos meus tênis, segurei o par em uma mão e com a outra fechei a jaqueta. Fazia bastante frio, afinal, era inverno. Mas posso te contar um segredo? Eu amo a praia. No inverno.
Não havia rastro nenhum de presença até aonde meus olhos podiam alcançar. Só eu e eu. Passei a mão pelo cabelo ralo, pousando os fios em posição lateral, descansando-os em meu ombro direito. Meu rosto ainda estava inchado, fazia menos de trinta minutos desde que eu tinha acordado; esfreguei a mão nos olhos e soltei um breve bocejo.
A areia que encaixava por entre meus dedos se mostrava fria, mas muito macia. Caminhei até onde a água chegava e senti bater em meu rosto uma brisa ainda mais gelada. Larguei os tênis. Senti vibrar algo que estava dentro do bolso esquerdo da minha jaqueta, e acabei por me lembrar que havia trazido o celular comigo. Péssima escolha. Peguei o aparelho, vi meia dúzia de mensagens recebidas e um punhado de ligações perdidas. Olhei bem para aquele visor, em seguida para o mar. A próxima coisa que cruzou minha vista foi o celular sendo arremessado em direção à água. Eu não precisaria mais dele.
Me sentei na areia, ali mesmo, onde as ondas quebravam a menos de um metro. As coisas haviam mudado drasticamente desde a última vez que vira à praia. Há alguns meses eu estivera ali de férias, com marido e filho. Hoje nenhum dos dois me restara. Tivera também um bom trabalho, uma casa boa, um carro do ano. Hoje o trabalho não existe, a casa está abandonada e o carro, na garagem. Àquele tempo, eu estava feliz. Hoje, mal sei para onde a minha felicidade possa ter ido. Mas sabia que ela estava bem longe de mim.
Me levantei, apanhei os tênis e devo ter andando cerca de uns 5 minutos. Tornei a jogar o par de calçados na areia, entrelacei as mãos no cabelo e respirei fundo. Dei um passo a frente e posso lhe afirmar que a água estava bem gelada. Um passo seguido de outro, e outro, e mais outro.
Entrei mar a dentro.

Beijos e me liga pra contar o que você faz na praia quando está frio :*

PS: Ando com sérios problemas para escrever ultimamente. Não consigo escrever uma linha sequer e quando sai alguma coisa, são textos-lixo como este.
PS2: Andei dando uma atualizada na Wish List, e foram cumpridos os itens 02, 37 e 38.
PS3: Comente, deixe sua marquinha ;)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Velha infância.

É engraçado como são as coisas, né? Tua vida sempre é tão corrida, você sempre tem coisas a fazer e tempo para respirar é quase tão raro quanto tempo pra descansar. Eis que por um milagre, você tem um dia inteirinho sem nada para fazer. De vez em quando dá uma saudade de poder ficar em casa, deitada e sem hora para levantar. Geralmente são nesses momentos em que a gente tira um tempo pra lembrar das coisas...
De repente me deu uma saudade do que já se foi. Assim, do nada, sabe? É até um pouco difícil explicar. Me lembrei de quando eu acordava cedinho, em plenas férias, só pra poder ficar mais tempo na rua, brincando com a vizinha. É incrível como eu nunca me cansava de ficar o dia todo correndo. Sinto falta de quando nós sumíamos trilha a dentro e pássavamos horas deitadas debaixo de uma árvore qualquer, conversando sobre o que seríamos no futuro. Ou quando não, inventávamos de fazer piqueniques... me lembro dessas coisas com uma alegria tão grande. Quando chovia, era ódio para todas nós. Éramos obrigadas a ficar dentro de casa, mas nem por isso deixávamos de aprontar. Íamos para a cozinha e lá ficávamos; a gente inventava mil e um pratos e cada um pior que o outro... Ah, que saudade.
Mas o que eu sinto mais falta é da minha família. A família por parte do papai, que sempre organizava as melhores festas; que sempre unia todo mundo nos finais de ano, que nunca deixou de me trazer lembranças maravilhosas a cada fim de semana em que todos nós íamos para a casa de férias, onde eu muito bem me recordo dos passeios de jet-ski, das horas na piscina e das queimaduras que eu adquiria por teimar em não usar protetor solar. Me lembro de ficar atrás do titio, que me pegava no coloco e me fazia cócegas até eu chorar de rir e implorar para que me colocásse no chão. O melhor eram os finais de ano na fazenda dele, em Minas. Eu amava aquele lugar, era simplesmente fantástico ficar lá. Casa sempre cheia, todo mundo exalando alegria pelos poros, me fazia muito bem aquilo tudo. Lembro, com cada detalhe, de quando mamãe, papai, e mais o restante da familia ficava horas jogando cartas enquanto nós brincávamos com a cachorra, Samantha, na piscina. No final do dia, mais queimaduras.
Naquela época, o melhor dia da semana eram os domingos. Acordar cedo e ir para a fazenda do papai era parte da rotina, e se não fossemos era como se faltasse alguma coisa. Lembro com muita saudade de quando chegávamos lá e a primeira coisa que eu pedia era para que trouxessem meu cavalo. Ficava a manhã toda nele e não saía enquanto o almoço não estivesse pronto. Correr atrás das galinhas e depois ser perseguida por elas era quase um hobbie. Não devia ter mais do que seis anos, mas me lembro de tudo; absolutamente tudo.
Tenho um carinho enorme pro cada fotografia que tenho desses momentos. É como se fossem a única coisa que restou da minha infância, além de cada lembrança maravilhosa. Por isso, torno a dizer o quanto as coisa são engraçadas: olhe eu aqui, agora, sozinha. Aonde foi parar toda a alegria que eu tinha? A casa cheia, as férias na piscina e os domingos à cavalo?
Sinto tanto a falta de tudo isso... E por fim, caímos no mais clichê dos clichês: "Sinto saudade daquilo que não volta".

Beijos e me liga pra contar da tua infância :*

PS1: Foi vendo algumas fotos de alguns anos atrás que me deu uma vontade imensa de escrever este post... Saudade.
PS2: Estava passeando pelos blogs essa semana e me deparei com um texto simplesmente FANTÁSTICO. Senão, um dos melhores que já li. Não sou de compartilhar blogs, nem postagens aqui, mas esse é simplesmente perfeito. Não sei se me identifiquei demais com o texto, mas sei que ele tem uma essência tão maravilhosa que fez com que eu salvasse nos meus favoritos. É o post "Don't wait up" do blog da Amanda Arrais.
PS3: Essa semana completei o item número 48 da minha Wish List. Estou na depressão pós término de livro. Amava tanto essa série e não me vejo sem acompanhar Mia Thermopolis.
PS4: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

domingo, 10 de julho de 2011

Desafio!

Recebi esse desafio da Anne do blog Diário de Uma Adolescente.

Regras:
1. Divulgar quem passou a TAG.
2. Postar 10 fotografias de coisas que você mais gosta (pode ser da Internet)
3. Passar a TAG à 10 meninas.


Filhotes


Melhor Amiga



Dormir



Escrever



Por-do-Sol



Livros


Compras


Maquiagens


Tecnologia



Mensagens de Texto

Repasso esse desafio à:
- Lara Oliveira
- Luiza Fritzen
- Amanda Arrais
- Bels
- Minne
- Alinne
- Dayane
- Elania
- Mari
- Ariana