segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Extra, extra: Papai Noel é demitido.

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         São Carlos, 24 de Dezembro de 2012.

        Caro senhor barbudo,
       Dizem que as pessoas são do tipo mal-acostumado... Ao mesmo tempo em que desconfiava disso, encontrava casos que somente confirmavam mais e mais. Mas olha, sempre excluí os seres utópicos desta categoria. Engano meu. Os personagens irreais são tão mal-acostumados quanto os seres humanos. Não se finja de desentendido,  Papai Noel. O senhor sabe do que eu estou falando.
        Lembra-se da minha carta enviada no ano passado? Acredito que sim, e por favor, não ouse negar. Foi aquela cartinha curta, singela, mas com uma tonelada de agradecimentos e elogios pelo bom trabalho realizado em 2011; foi aquela que continha escritos dizendo o quão eu estava feliz por, depois de um punhado de anos, ter resolvido atender aos meus pedidos. Tá lembrado, né?
         Acontece que o "x" da questão é outro. Os elogios que escrevi não serviram para outra coisa senão para te estragarem. Foi isso mesmo o que o senhor leu, mal velhinho. Afrouxou o cinto, se acomodou na poltrona e sentiu-se no direito de não fazer esforços para melhorar o que, claramente, poderia ser melhorado. Que feio, Papai Noel. Diga-se de passagem que isso não foi um exemplo lá muito legal para as crianças...
      Para todo o caso, não venho aqui somente para dar este puxão de orelha, mas também para lhe informar que daqui em diante não precisará se preocupar com as minhas cartas e os meus pedidos. Abro mão do senhor; creio que as crianças precisem mais de você do que eu, além de que, em 17 anos, foi somente em um que o senhor fez jus a roupa vermelha que carrega no corpo. E a propósito, nem sei porque escrevi todos os anos. O senhor não existe mesmo.

                                                                                                                    Lembranças,  
                                                                                                                    Yasmin.

Remetente: Yasmin Vizeu, São Carlos, São Paulo, Brasil.
Destinatário: Papai Noel, Pólo Norte.


Meu ano não foi ruim, muito pelo contrário; já vivi piores. Mas como trato é trato e o "bom" velhinho não cumpriu o dele, não me resta outra coisa senão acenar um tchauzinho de longe.
Gostaria de desejar a todos um ótimo Natal e um 2013 ainda melhor. Que a união, a harmonia e a paz estejam presentes não só nestas duas datas, mas como em todos os outros dias.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Amigo Secreto Literário.


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         Organizei este ano um amigo secreto entre blogueiros com a finalidade de, além de descontrair, permitir que façamos mais amizades e conheçamos novos blogs. A brincadeira funcionou da seguinte forma: através de um site de sorteio, cada interessado ficou sabendo o nome de quem deveria presentear e o presente em questão era um texto sobre a pessoa e seu blog. 
         E hoje venho aqui para entregar o presente à minha amiga secreta!
         Queimei alguns neurônios na tentativa de decidir sobre o que eu falaria dela, mas percebi que a primeira coisa da qual eu gostaria de dizer é sobre sua profissão. Não a conheço há muito tempo, mas por tê-la no Facebook sei que acabou de se formar e o caminho que escolheu para seguir é lindo, além de ter a impressão de que é perfeito para ela. Lidar com gente e com a saúde dos outros é dom apenas para quem pode - e quem gosta -. Já conheci muitas pessoas que fizeram a mesma escolha que minha amiga oculta, mas que vê-se de longe que não sabe nem o que está fazendo ali; e acredito que para a área da saúde, não dá para ser qualquer um que simplesmente tem vontade de trabalhar com roupinha branca. 
         Sobre seu blog, não posso dizer muita coisa pois o conheço tanto quanto conheço a dona. Mas pelo pouco que vi, posso dizer que é um doce. Antes mesmo de ler a descrição, já percebi que é uma amante da cor roxa, o que caiu muito bem no cantinho! E somado a isso tudo, posso acrescentar ainda que a maioria do que escreve é lotado de sentimentos sinceros e, creio eu, vindos do fundinho do coração.
        Chega de rodeios, a minha amiga secreta é a Bárbara Fróis! Desejo à ela um feliz Natal, um 2013 fantástico e muito sucesso como fisioterapeuta!


Beijos e me liga para contar dos amigos secretos que participou :*



Quem aí notou alguma coisa de diferente no blog levanta a mão! Espero que tenham notado que o Bom Dia Sophia está mais novo do que nunca. Foram dois dias de portas fechadas (e de muito, mas muito trabalho, diga-se de passagem) para que o novo layout ficasse do jeitinho que está, e prontinho para 2013. Deixem aí nos comentários o que vocês acharam da roupinha nova; espero que tenha vestido bem.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Amargura.

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       Ei, moço. Vou te contar uma história... Era uma vez uma certa garota. Dos olhos brilhantes que refletiam tudo aquilo que ela gostaria de descobrir e, na flor da idade, na doçura da vida e na serenidade da juventude, meteu-se a dona do próprio nariz e foi de cara descobrir o mundo. Teve o coração quebrado por consequência. Se refugiou no mais distante dos cantos e tão grande fora o trauma que cismou não querer sair de lá nunca mais. Trancou as portas da alma, as janelas do coração e fechou os olhos que tanto brilhavam. Ao passo em que o tempo ia embora, menos a menina cedia.
       Até que tu entrou em cena. A porta custou a abrir, rangeu, ameaçou se trancar sozinha, mas tu abriu com todo o cuidado do mundo. Entrou devagar, como quem não queria nada e quando a garota se deu conta, tu e ela já estavam dividindo o mesmo lugar na poltrona. Tu abriu as janelas e deixou o sol entrar, trazendo brilho aos olhos que se mantiveram sem vida por tanto tempo. Escancarou as portas da alma e atirou as chaves onde ninguém nunca alcançaria; não queria ver a menina se trancando novamente. Tu limpou os destroços e pôs em ordem a bagunça. Tu salvou.
       Prometeu à menina que dali em diante teria proteção e de mãos dadas levou-a para fora, de volta ao mundo. Reensinou o que era cada coisa, porém de uma perspectiva diferente; desdobrou o mapa da vida e mostrou o que cada coisinha significava. E hoje quem a vê com você não arrisca dizer que um dia estivera refugiada dentro de si mesma, da mesma forma que não suspeita que o tamanho do milagre tenha sido tão grande.
       Amargura? Amar cura.

Beijos e me liga para contar da sua cura :*

PS: Ainda não tá participando do nosso amigo secreto? Vem logo!
PS2: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Meme Literário: Personagens Favoritos.

        Olá!
       Venho em mais uma postagem com um meme literário, e podem apostar que quando eu resolvo fazer um é por que a criatividade me deixou na mão. Encontrei este meme no blog Café com Blá Blá Blá (se quiser ver os personagens favoritos da Sabrina, clique aqui) e enquanto lia o post, mentalmente fui fazendo minha própria listinha.
     Espero que gostem! Ah, e eu adoraria saber quais são os personagens literários que vocês mais gostam, então além de convidar todo mundo a fazer também, quem fizer me avisa para eu bisbilhotar!


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1. Mia Thermopolis.
Sou perdidamente apaixonada por Mia e acredito que ela seja escolha universal de pelo menos 80% dos que leram a série toda de O Diário da Princesa. Os livros da princesinha fazem parte da primeira série que eu li inteira, há uns 5 anos e desde então nenhuma outra personagem conseguiu superá-la. E talvez por ser uma série extensa, às vezes eu até me esquecia de que tudo aquilo não bastava de uma ficção e o pior: de que todos aqueles personagens que eu amava, na verdade não existiam. Quando terminei os 12 livros que compõem a história da princesa da Genovia, foi um chororo só... Ah, e aproveitando a oportunidade: sobre os filmes, nada a declarar, exceto que a única coisa que prestou neles foi a Anne Hathaway.

2. Michael Moscovitz.
Não sei se posso repetir livro, mas de qualquer forma, eu não poderia deixar de fora o amor da vida de Mia. A série O Diário da Princesa não seria a mesma se o personagem fosse diferente, e os dois juntos formam o melhor casal do mundo literário e nenhum outro vai conseguir tirá-los do meu coração. Romeu e Julieta perdem feio para Mia e Michael!



Resultados da Pesquisa de imagens do Google para http://images4.fanpop.com/image/photos/18700000/Patch-and-Nora-hush-hush-18779263-550-432.jpg
3. Patch Cipriano. 
Esta lista não faria sentido algum se eu não citasse algum personagem da série que tem os meus livros favoritos. E se tratando de Hush Hush, sem dúvidas quem se destaca é Patch. Sabe aquele tipo de garoto que deixa de perna bamba as mocinhas por onde passa, mas ninguém sabe o porquê? Este seria o Patch, se fosse na vida real. Acho que mistério define.




4. Jesse da Silva.
Jesse, ah, Jesse... A Mediadora, mais uma série da autora Meg Cabot, tem um toque especial graças ao charme do espanhol. Meu coração amolecia sempre que ele soltava o famoso "mi hermosa" para Suze. Comecei a série e terminei desejando um Jesse para mim, mas que não fosse um fantasma, é claro. E aliás, acho que este é o único ponto negativo do personagem: não ser real.





5. Augustus Waters.

Dispensa grandes explicações... Quem leu A Culpa é das Estrelas, sabe. Quem não leu, que o faça imediatamente porque é simplesmente apaixonante. Gus é amor demais, sério.

(Desenho fofolindo que eu encontrei na internet
 e que resume detalhes marcantes das personagens)

É isso, estes são os meus cinco personagens favoritos! Beijos e me liga para contar dos teus :*

PS: Tô pegando amor por memes, e queria saber o que vocês estão achando. Comentem aí embaixo!

UPDATE:
Quem aí gostaria de participar de um Amigo Secreto Literário? Estou promovendo a brincadeira entre nós, blogueiros, para fechar 2012 com chave de ouro e para expandir novos horizontes, conhecer outros blogs... Funciona da seguinte forma: o amigo oculto será sorteado através de um site específico para isso e no dia 15/12 cada um receberá por e-mail quem deverá presentear. A partir daí, o que você deve fazer é escrever um post (no seu blog, ou na fan page do blog, se preferir) sobre seu amigo segreto e sobre o blog dele. O prazo para seu "presente" ser entregue é até o dia 25/12 e você deverá avisar o presenteado e disponibilizar o link para que ele veja o que você fez. E aí, quem gostou da ideia? Vamos participar? Quem estiver interessado deverá me enviar o e-mail, a URL do blog e o nome completo no post que está na fan page, para que eu possa enviar o convite do site dos sorteios.  


sábado, 10 de novembro de 2012

Efeito colateral



      Atrasa o meu relógio, adianta meu calendário, estabiliza meu dia. Desorganiza minha estante, desarruma minha cama, desorienta minha mente, bagunça meu coração. Troca o guarda-roupa de lugar, muda o quadro de posição, altera o papel de parede do meu computador, tira minha paciência. Abre a cortina, escancara a janela, deixa o sol entrar e clareia minhas ideias. Quebra meu porta-retrato, rabisca minha parede, rasga meus papéis, destrói minha tristeza. Leva embora o que tá sobrando, devolve o que tá faltando, me traz o teu sossego. Deixe um bilhete dizendo que nunca mais vai voltar, mas esqueça o celular no meu criado-mudo. Agiliza o processo, adianta o futuro, atropela a vida. Acalma minha pressa.
      Fale quando eu não quero ouvir, ouça quando eu não quero falar. Silencie quando eu cobrar palavras. Diz pra mim só o que me interessa. Questione mesmo tendo entendido e concorde mesmo sem entender. Enlouquece comigo.
      Me tira do eixo, rouba de mim a noção do perigo. Me desperta de madrugada e não me deixa dormir uma semana. Tira minha paz, arranca minha lucidez, me deixa vagando por aí sem saber o que fazer.
      Seja amor, nada além de amor, só amor.



Beijos e me liga para contar as peripécias do amor :*

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domingo, 21 de outubro de 2012

Caminho de volta.

Antes de iniciar a leitura, aguarde até que o player apareça e acione a música.


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    Eu me lembro de como a chuva batia na minha janela naquela manhã. Me lembro de ter acordado e de ter encontrado o outro lado da cama vazio. Me lembro de ter sentido falta.

    Me lembro de ter levantado, sentido o frio do piso contra a pele quente dos meus pés. Me lembro de ter ido até o banheiro e ligado o chuveiro quente, esperando tudo ser preenchido pelo vapor até que não pudesse mais enxergar nada além de um borrão no espelho. Fechei os olhos. 
   Todas as coisas que eu quis dizer; me lembro delas. Das palavras duras que de tão severas, nunca conseguiram sair de mim. Lembro de você cruzando a porta, enquanto eu lutava contra a vontade de chorar; da vontade que eu tive de, ao invés de deixar que você fosse embora, te agarrar pelos braços e repetir um milhão de vezes "fica, não me deixa, não vai embora, não me esquece". Quando você vai voltar?
   Tô sentindo tua falta em cada centímetro desse lugar. Do rádio que já não toca logo cedo, até o teu lado da cama que não se encontra desarrumado. Ninguém mais dorme ali.
   Diz que a merda do telefone vai tocar e eu vou ver teu número piscando, chamando, implorando pra ser atendido. Diz que eu vou te encontrar quando acordar ou quando chegar em casa em mais um fim de tarde exaustivo. Diz que você vai estar aqui, por favor. Diz que vai voltar.
   Lembro do vazio que eu senti quando percebi que você tinha ido embora de verdade. Lembro de quando notei que você não voltaria mais.
   Eu não vim aqui para te deixar ir, eu não andei tudo isso para te perder. Eu não vim acreditando que estaria sempre longe de você. Eu não lutei para que você partisse logo em seguida. Eu não me mantive firme tanto tempo para depois desabar entre um segundo e outro.
     De volta ao banheiro, me lembro de ter recostado na parede, que agora já estava úmida. Me lembro de ter escorregado pelo azulejo como a água do chuveiro escorregava ralo a baixo. Me lembro de ter sentado e chorado. Não me lembro de mais nada.




Beijos e me liga para contar de quem você queria que voltasse :*



PS: Às vezes dá vontade de escrever uma melancoliazinha.
PS2: A música que toca durante o texto é Untouchable, da Taylor Swift.
PS3:  Comente, deixe sua marquinha aqui :)

sábado, 6 de outubro de 2012

Doenças cinematográficas

      Olá!
     Encontrei no blog da Minne este Meme sobre filmes e, aproveitando que a criatividade se encontra ausente, vou fazê-lo! Ah, e convido a participar todos aqueles que gostarem da ideia também.

1. Diabetes: um filme muito doce.

Vou ter que ser muito clichê, mas acho que não existe filme mais diabético do que Um amor para recordar.

O-artista-filme_large2. Catapora: um filme que você assistiu e não o fará novamente.


Embora tenha ganhado sei-lá-quantos-Oscars, assisti e com certeza não assistiria novamente O artista. Digam o que quiserem e já até ouvi que o filme é pra quem tem cultura e eu realmente reconheço isso, dou o braço a torcer concordando que a produção tem um diferencial enorme por ser em preto e branco e mudo, mas odiei mesmo assim.

3. Ciclo Menstrual: um filme que você vê constantemente.

9e2c52e2355ae84a_my-sisters-keeper_largeAssim que li esta categoria, não pensei duas vezes sobre qual filme escolheria. Uma prova de amor é simplesmente o melhor filme que eu já vi na minha vida. Tenho o DVD e já o vi de trás pra frente umas quinze vezes, em todos os idiomas; português, inglês, espanhol, francês, alemão. É aquele tipo de filme que você faz questão de assistir quando não tá bem, pra poder chorar as córneas e colocar a culpa na Kate. E choro como uma condenada em cada vez que assisto; como se fosse a primeira.



293883_10151026726407188_1800959027_n_large4. Insônia: um filme que me tirou o sono.

Dificilmente alguma coisa tira meu sono, tendo em vista que sofro do mal de encostou-dormiu, mas se tem um filme que me fez ficar alguns minutos a mais acordada na cama pensando foi O show de Truman. A história é muito boa e te faz ficar imaginando e imaginando como seria se fosse você quem estivesse no lugar do personagem principal. Sem falar que ver o Jim Carrey em um filme que não fosse de comédia, é tão interessante quanto vê-lo em O brilho eterno de uma mente sem lembranças.


Tumblr_m3f6zwbypp1qb4p3ko1_500_large5. Doenças de viagem: um filme que leva para outra época / mundo / lugar

Meia-noite em Paris foi um filme que me fez sentir bem de pertinho a Paris da década de 20. Isso não quer dizer que eu tenha achado o filme excelente, porque não achei; inclusive tive de fazer um esforcinho em alguns momentos para evitar que caísse no sono, mas o filme até que é bom (tem figurino de época e eu sou apaixonada por isso, então tá valendo). E eu acabei de descobrir que talvez filmes de época me deem sono, porque um outro que eu decidi listar nessa categoria me fez dar umas pescadas entre uma cena e outra, embora o filme também seja legalzinho: A invenção de Hugo Cabret.





Beijos e me liga para contas das suas doenças cinematográficas :*

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domingo, 23 de setembro de 2012

Dos ares de Setembro.


156513_10151074458263915_191129388_n_large      Assim que abri os olhos já pude perceber a mudança. O quarto estava mais claro e eu jurei ter visto um feixe de luz entrar pela janela. O sol batia no cobertor azul e deixava a impressão de que as paredes do quarto eram da mesma cor, embora fossem amarelas. Esfreguei os olhos e, novamente, custei a acreditar que fazia sol do lado de fora. Sentei-me à beira da cama, pus os pés quentes no chão frio e senti a necessidade de calçá-los com alguma coisa; tateei com a ponta dos dedos até encontrar meus chinelos. Rastejei vagarosamente até o armário e retirei do cabide um casaco, daqueles que a gente tem a mania de vestir automaticamente, assim que sai da cama, nos dias de inverno. Parei por um instante para sentir o ambiente e percebi que, na verdade, não estava precisando dele. Pus de volta no cabide.
      Me aproximei da janela, cuja claridade era ofuscada pela cortina, e senti uma brisa fina tocar meu rosto; posso dizer, com toda certeza, que não era assim que estava no dia anterior. Cogitei tirar o tecido da frente e deixar que a luz entrasse de vez, além de permitir que eu visse o que estava acontecendo do lado de fora. Mas percebi que podia fazer algo muito melhor.
      Cruzei a porta e desci as escadas. A mesma luz que tentava entrar por entre as cortinas do meu quarto agora esbanjava brilho pelas janelas da sala; deixava o ambiente quente. Descansei a mão na maçaneta da porta e girei-a devagar, como quem tem medo de descobrir o que há do outro lado. A porta abriu e eu não pude impedir que meus olhos se fechassem por instinto com tamanha claridade que atingia eles. Com muita força e custo, abri-os lentamente. Outro impulso inevitável foi o sorriso ao ver o dia lindo que fazia; no lugar da neve, um vasto verde de grama ainda úmida do que havia sobrado de um inverno rigoroso. Flores coloridas de tons vibrantes e poças d'água no meio da rua.
      Entrei de volta para casa e chequei o calendário: 23 de Setembro. Primavera.
      Que o calor aqueça os corações que se deixaram congelar enquanto era frio; que a tal da luz invada janelas e ilumine as mentes que se mantiveram apagadas. Que as flores tragam cor de volta àqueles que deixaram que os tons fossem levados com a chuva; que a brisa fraca acalme o que vento forte tirou do lugar. E por fim, que a primavera interior permaneça mesmo quando o inverno bater à porta novamente.

Beijos e me liga para comemorar a primavera comigo :*

PS: A fan page já está no ar, e tem um box aqui na barra lateral para que você possa curtir e acompanhar o que acontece por lá!
PS2: Estou participando do Desafio 29 dias de Leitura, que será postado na fan page, e convido todos aqueles que gostarem da ideia, a participarem também.
PS3: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

sábado, 1 de setembro de 2012

As asas de quem já foi.

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      Tantas pessoas já passaram pela minha vida. Chega a ser curioso notar quantas vidas se cruzaram com a nossa em um punhado de anos; punhado este que nem é tanto tempo assim.
      Imagine só quantos olhares já pararam no seu. Quantas pessoas desconhecidas passam por você a cada dia, quantos ombros você já esbarrou sem querer, quantos pés já foram pisados por acidente, quantos "com licença" e "obrigada" você já disse e ouviu. Passando o pente fino, grandes amizades que se desfizeram com o tempo, coleguismos que vieram e não tardaram a ir embora, paixonites temporais e amores até hoje não superados. Quanta gente, não?
      Que nada dura pra sempre e que uma hora as pessoas vão embora porque simplesmente têm que ir, isso todo mundo já sabe. E apesar de entendermos esse fenômeno da vida, ainda nos agarramos à ideia de que todo mundo tem que ser eterno. Se nem nossos pais ficam com a gente pra sempre, como você quer que outro qualquer fique? É tudo questão de tempo.
      Temos a tola mania de atrasar a própria vida. E o pior: cientes disso. É o famoso sofrimento disfarçado; faz bem enquanto é dia, lateja enquanto é noite. E por mais que você não acredite, posso garantir que você sente algum tipo de prazer cultivando esse sentimento.
      Pessoas sempre vão passar por nós, sendo elas boas ou ruins. E me sinto na obrigação de dizer: sempre haverá uma melhor que anterior; uma amizade melhor que a antiga; um amor melhor que o último. Mas às vezes erramos não querendo uma pessoa melhor.
      A maioria das coisas você só vai conseguir enxergar quando o furacão passar e tudo estiver de volta ao seu devido lugar. E então, finalmente, perceber que a gente diz que as pessoas não são substituíveis porque na verdade não queremos que elas sejam.

Beijos e me liga pra contar de quem já passou pela sua vida :*

PS: Comente, deixe sua marquinha aqui :)
UPDATE: Estava aqui pensando com os meus botões e imaginei que talvez seria legal que o blog ganhasse um fan page no Facebook. O que vocês acha? Seria mais para assuntos que geralmente a gente trata aqui no blog, coisinhas que eu ache legal compartilhar com vocês, pensei até em arriscar fazer resenhas dos livros que eu estou lendo... E até mesmo para a gente interagir. Por isso, coloquei a enquete aqui na barra lateral e realmente é importante a opinião de vocês!

domingo, 5 de agosto de 2012

Disso e Daquilo.


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      Talvez eu seja um pouco do que eu já vivi. Ou um pouco de tudo que eu aprendi, enxerguei, senti. E até mesmo um pouco do que eu não consegui aprender, enxergar, sentir.
      Mas acho mesmo é que eu sou um pouco de cada coisinha pequena. Um pouco do que eu já li, uma parte da música que eu mais gosto, dos amigos que eu mais amo e dos meus programas favoritos. Um pouco do meu prato preferido, do canto da casa que eu mais gosto, da borda da pizza que eu amo. Sou um pedaço do meu melhor amigo, da minha matéria favorita e até mesmo da profissão que eu quero seguir. Posso ser um pouco da estação que eu mais gosto, da peça de roupa que eu mais uso, da pessoa que eu mais admiro, do meu hobbie mais interessante, do dia mais feliz que eu já vivi. Sou uma parte do que já fui, do que eu sou, do que eu quero ser. A parte do dia em que eu mais estou disposta, a parte do dia em que eu mais estou cansada.
      Sou o meu chocolate preferido, o brinquedo que eu mais brincava quando criança; um pouco do filme que eu mais gosto, do autor que eu mais leio, do anel que eu mais uso, das lembranças que eu mais guardo. Sou as pessoas de quem eu sinto saudade, de quem eu daria a vida pra ter comigo de novo, de quem me odeia, de quem me ama e até de quem não dá mínima pra mim. Sou a chuva que eu gosto de tomar de vez em quando, o sol que deixa minha pele vermelha, o frio que eu amo que faça quando não tem aula. Sou o pijama de ursinho que eu coloco pra dormir e o salto de 15 centímetros que eu ponho pra sair. Sou o que eu deixei de fazer e as coisas que fiz e me arrependi. As que eu não me arrependi também. Sou uma parte dos meus pais, uma parte do mundo. Uma parte do amor.
     Sou o sorvete que eu derrubo na blusa branca, o rímel que eu mancho o travesseiro, o sorriso que eu dou quando vejo quem eu amo sorrir também, o olhar que eu lanço quando estou zangada, a língua que eu mostro quando quero fazer pirraça. Sou um pouco de cada texto que eu escrevo, de cada coisa que eu imagino, de cada detalhe que eu espero do futuro. Sou também o que eu já esperei do passado.
       E é assim: a gente é a gente. Um pedacinho de cada coisa que a gente gosta, cada detalhezinho que ninguém nem nota, mas que se não existisse, faria uma diferença que ninguém arriscaria dizer. A gente é um pouco de tudo isso; e de tudo aquilo também.

Beijos e me liga pra contar dos seus detalhes :*

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UPDATE: O blog está de roupinha nova! Resolvi trocar, aquele rosa todo me enjoou fácil. Opiniões são sempre muitíssimo bem-vindas!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A tal da faxina interior.


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      Nunca fui de gostar de faxina. Sempre odiei essa coisa de tirar tudo do armário e ter organizar, escolhendo o que eu deixaria e o que eu mandaria pro saco de lixo. Meu maior pavor são as férias, quando minha mãe sempre vem de mansinho na porta do quarto e solta como quem não quer nada um "cê não acha que tá precisando dar uma ordem nas tuas coisas?".
      Sou desorganizada, não gosto de arrumações e odeio ter que me desfazer das minhas coisas, inclusive das que eu não uso há tempos. Acho que esse defeito tem papel na minha vida bem além de quando o assunto são coisas materiais. Nessa parte, os objetos e as pessoas não têm lá tantas diferenças assim na minha vida...
       Tenho um armário cheio de pessoas que eu não uso mais. "Pessoas que eu não uso mais" soa um tanto quanto forte, quer dizer, pessoas que não fazem mais tão parte assim da minha vida. Não arrisco abrir a porta desse armário por puro medo do que pode sair dali, ou pior, por medo de ser soterrada com a quantidade delas que estão apertadas e disputando por um pedacinho a mais lá dentro. Ah, não abro e também não deixo que abram por mim. Acredito até que haja pessoas lá que eu nem me lembre mais ou faça ideia de que estão ali. Tudo porque sofro de um problema: o desapego. Pode parecer sem pé nem cabeça eu continuar guardando tanta gente assim mesmo que já não façam mais diferença alguma pra mim, mas é que, como já disse, não gosto de me desfazer das coisas.
       Eis que eu tomei coragem pra fazer essa arrumação. Juro que pensei que seria pior abrir o armário, mas veja bem, não estou dizendo que não tenha sido ruim. Olhei um por um que estava lá dentro, limpei todos eles e coloquei-os do lado até que decidisse o que faria. Separei os que, por força do apego, não consegui mandar embora e botei-os de volta ao armário. O resto? Foi pro saco.
      Pensei duas vezes se deveria pô-los no cesto de recicláveis ou no de lixo orgânico. Mas sabe de uma coisa? Chega de gente reformada, reciclada e refeita na minha vida. Quero pessoas novas, rostos novos, amizades novas e tudo de novo que eu mereça. Essa minha decisão resultou num cesto de orgânicos tão cheio que só vendo!
       Por mais incrível que pareça, a gente odeia faxina, mas quando a fazemos é que percebemos o quanto elas são necessárias. Tô leve, tô feliz, tô de armário desocupado!

Beijos e me liga para contar das suas faxinas :*

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domingo, 1 de julho de 2012

Sobre homens, brinquedos e feminismo.


Greene-milton-h-marilyn-monroe-4800140_large     Essa semana presenciei pelo menos uma dúzia de acontecimentos que me deixaram bastante impressionada; cheguei até a culpar a fase da lua, porque nada justificava tantas amigas minhas sofrendo num mesmo período de tempo. Pensei que deveria escrever sobre isso, portanto o post de hoje vai ser um pouco diferente dos comuns. Estipulei algumas instruções antes que comecem a leitura, porque julguei necessário.




Instruções:
1. Se você está solteira, vá em frente e boa leitura.
2. Se você está namorando/noiva/casada, pense em um homem que te fez de gato-e-sapato no passado. Pensou? Agora pode começar o texto.
3. O termo "homem" usado durante todo o texto é bem generalizado, muito embora haja exceções.
4. Releia com atenção o item 3.
5. Se você é homem, sugiro que feche a janela. Se ainda está lendo isso, peço que contenha seu ódio.


      Se eu te pedisse pra completar a frase: "homem é um ser muito _______.", qual adjetivo você usaria?
      Ok, tenho certeza que você não foi generosa na palavra. Não tiro sua razão, afinal, você provavelmente deve ter sofrido de alguma desilusão amorosa e por isso tem essa opinião. E se você que está lendo, usou alguma palavra bonitinha e nunca sofreu tombo nenhum, não tenho boas notícias: uma hora isso vai acontecer.
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     Deixando de lado a discussão Homens x Adjetivos de baixo calão, aposto que todo mundo já se perguntou se o problema era consigo mesma frente a alguma situação de coração partido ou coisa do tipo. Vou direto ao ponto: a verdade é que homem gosta de mulher que não pensa. Simples.
     Quer uma explicação óbvia? Vamos lá: além de terem volume entre as pernas, eles têm um orgulho inchado e o ego mais inflado possível. Diante de uma mulher pensante, com opinião própria, cabeça feita e muitas outras coisas de maior importância além de cabelos loiros, peitos grandes e bundas exageradamente enormes, eles se sentem ameaçados. Natural de qualquer ser humano se sentir pequeno frente a alguém com potencial igual ou maior que o alheio.  Em suma, diria que homens gostam mesmo é que sejamos pequenas o suficiente para caber na palma de suas mãos e comer ali.
     É mais saudável para o ego e orgulho masculino que as mulheres lhe sejam submissas, não pensem, não questionem, apenas ouçam, abaixem a cabeça e fiquem caladas. Bastante clichê, até mais do que eu gostaria que fosse e apesar de ter certeza que muitas já sabem que a verdade é essa, ainda encontro garotas grandíssimas se esfarelando pelos cantos por causa de algum mal-crescido que ainda acha que mulheres são como um dos bonequinhos articulados de sua coleção. Peço somente uma coisa a ambas as partes: acordem. Por favor. Mulheres, percebam que você merecem mais. Homens, voltem para os seus brinquedos.
     Desabafo feito, alma mais leve, recado dado. Missão cumprida.

Beijos e me liga pra dar a louca e bancar a feminista :*

PS: Não, não fui chutada ou algo do tipo, muito pelo contrário. Apenas fiquei indignada com o número de casos que vi nessa última semana, como já disse no primeiro parágrafo.
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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Clichê do amor.

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Amor
(latim amor, -oris)

1. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa ). 
  2. Sentimento intenso de atração entre duas pessoas. = PAIXÃO


Amor. Love. Amour. Amore. Amare. Lieben.

      Há quem diga que o amor não se descreve, se sente. Há quem insista que o amor, quando descrito, se limita. Sem filosofias baratas, ou clichês de Clarice e Caio Fernando, o amor pode até não ser descritível, mas dá pra ver onde ele se encontra.
      Amor é mais que uma fotinho da pessoa amada, abaixo da sua, com a legenda "em um relacionamento sério"; é mais do que um bilhão de fotos ou um álbum dedicado em uma rede social qualquer. Amor é não precisar mostrar pro mundo e afirmar piamente o que se sente pelo outro quando na verdade isso só compete ao casal. Amar é respeitar as suas diferenças e as do próximo, seus gostos e os do outro; adquirir hábitos novos só pela pessoa. E não me venha com argumentos pequenos apontar na minha cara e dizer que quando alguém te ama, te aceita como você é. Não. Quando amamos, mudamos. Mudamos em função do outro, e nem sequer notamos. Mas só depois é que percebemos o quanto mudanças podem te fazer crescer.
      Amar não é precisar provar que se ama, e sim provar quando precisa. O amor não é a saudade por não ver o outro há um dia, uma semana ou um mês; amar é sentir saudades até quando se está junto. 
     Não precisa se amar, para amar. Justamente o contrário: é amando que a gente se ama. Amar para se amar, se encontrar e se aceitar.
       E de que adianta eu vir aqui e tentar definir esse sentimento? O amor sabe, sabe mais que a gente. 



Beijos e me liga para dizer o que você acha do amor :*

PS: Criatividade pra quê quando se pode ser clichê, não é mesmo?
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quinta-feira, 24 de maio de 2012

A falta que a falta faz.

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     Falta mais espaço no relógio, mais minutos por ponteiro. Falta mais calendário, mais semanas, mais meses. Falta tempo.
       Falta abraço quando se precisa, ombro quando se chora, ouvidos quando se fala. Falta atenção.
       Falta lenço suficiente para todas as lágrimas, falta quem pense na gente e alguém pra gente pensar. Falta promessa que seja cumprida, falta "eu te amo" que seja merecido.  Falta atitude de quem não tem e esperança de quem não vem.  Falta sinceridade com quem merece e memória pra quem esquece.
       Falta fila preferencial no banco pra quem tem pressa, transporte público que não estressa, gente que se interessa. Falta menos gente fingindo gostar, mais pessoas pra se importar, alguém pra se amar. De vez em quando, alguém pra brigar. Falta certeza do futuro, menos gente em cima do muro, criança sem medo do escuro.
      Falta coragem, ousadia, alegria. Falta certeza pros indecisos, sorriso pros deprimidos e caminhos pros que estão perdidos. Falta sonho pra se realizar, gente pra sonhar, gente pra acordar. Falta realidade. Falta liberdade.
       Falta menos pé de mesa pra machucar o dedo, mais gente sem medo, menos boca pra contar segredo. Falta fidelidade, compromisso, honestidade.
      Falta água no mundo, paixão por segundo. Falta eu, você, falta nós, eles. Falta tudo.
     Falta risada pra dar, pedido pra receber, recompensa por esperar. Falta mais esperança. Falta um pouco de ilusão, uma pitada de emoção e uma pontinha de união. Falta confiança pra quem não acredita, espaço pra quem se limita.
     Falta tempo, abraço, atenção, amor, sinceridade, atitude, esperança, paciência, coragem, ousadia, alegria, certeza, sorriso, caminho, sonho, realidade, liberdade, fidelidade, compromisso, honestidade, paixão, eu, você, nós, eles, risada, ilusão, emoção, união, confiança, espaço.
      Felicidade. Falta principalmente felicidade.

Beijos e me liga para contar o que você acha que falta :*

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Entre blocos, passagens e feminilidades.


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Paris, França. Outubro de 1929.

      A estação era inundada pela luz do entardecer. Os bancos de madeira, agora levemente dourados por conta da claridade, estavam em sua maioria vazios. A jovem mulher dos curtos cabelos louros - diga-se de passagem quase brancos -, lábios vermelhos e corpo perfeitamente encaixado em um vestido de seda nude, vestia uma peça de pele sobre os ombros, que fazia qualquer um acreditar que estava devidamente protegida dos ventos do outono parisiense. Enganados. A pele e nada acabariam surtindo quase o mesmo efeito, se não fosse pelo fato de que as francesas da época raramente saíam pelos arredores da cidade com os ombros descobertos.
      Estava sentada no banco que ficava exatamente no meio da plataforma de embarque da estação, com o corpo perfeitamente alinhado, postura de quem havia recebido rígidas aulas de etiqueta. Poucos sabem que a moça nunca nem soube o que eram etiquetas e tampouco precisara delas. Estava a escrever em um bloco de notas, encapado por couro vermelho, com uma caneta de tinta preta. Na ponta da estação, no último banco, sentou um homem engravatado, de preto da cabeça aos pés, o que não era de todo o mal. Pôs-se a encarar a moça, mesmo que à distância, e pegou-se tentando decifrar o que tanto era anotado naquele bloco. Pensou em mil coisas, mas de certo nenhuma era o que realmente estava no papel.
      Viu-a revirar a pequena bolsa de mão, e em seguida retirar o bilhete. Apalpou seus bolsos para se certificar de que o seu estava ali. Concluiu que provavelmente pegariam o mesmo trem, e melhor: se o destino fosse gentil, poderiam até sentar juntos. Ouviu o trem apitar de longe, juntou sua bagagem e levantou-se do banco frio. Caminhou lentamente até a moça, na esperança de chegar antes do vagão estacionar. Parou ao lado do banco, e encarou-a. Ela subiu lentamente olhar do bloco, mas logo voltou seus olhos para as escritas. Deu uma última rabiscada assim que o trem parou na estação, fechou o pequeno quadrado de notas e perguntou ao homem se teria um pedaço de papel para lhe emprestar. Fora de si diante de tanta beleza, até esquecera que a moça possuía em mãos um punhado de folhas em branco e pegou o único papel que tinha nos bolsos sem nem perceber que era sua passagem. Entregou à ela, que recebeu com a mão fina e delicada, escrevendo algo ali, fazendo uma dobradura minuciosa e deixando a passagem cem vezes menor do que já era. Colocou-a de volta no bolso do homem, que não tirou os olhos da jovem até que ela entrasse no vagão.
      Passou a mão pela abertura do bolso e retirou a dobradura. Passou longos minutos desdobrando o papel com cuidado, sem nem perceber que a dama deixara cair o bloco de notas ao subir no trem. Entretido, ainda tentando desamassar a passagem, se assustou com o apito vindo da cabine do vagão e com o barulho que este fazia ao sair da estação. Indignado, pegou o bloco caído perto dos trilhos e pôs-se a ver seu trem distanciar-se, enquanto estava desamparado com o pequeno quadrado de couro vermelho em mãos.
   A passagem? Nada mais do que um "bonjour" escrito com letras tremidas.

Beijos e me liga para contar do que você acha que estava escrito no bloquinho de notas :*

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Dois. Ou não.

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     Começou pelo papel. Colocou-o sobre a mesa e pôs-se a encará-lo; tão branco que chegava a ofuscar seus olhos. Liso como se tivesse acabado de sair da fábrica.
     Pegou o lápis. Passou-o pelos dedos e encostou a ponta afiada no papel. Decidiu usar caneta. Mudou de ideia e voltou para o lápis; sua letra saía melhor com ele. Repousou-o de volta no papel, sem saber por onde começar e se deveria realmente fazê-lo.
      Havia recebido a proposta de pôr em folha limpa a definição do que era ser um casal. Passou noites virando e revirando na cama e se questionando sobre o que, aparentemente, seria uma pergunta óbvia de se responder. Pensou em todos os casais que conhecia, e embora todos fossem parecidos, mantinham uma série de diferenças entre si. Havia os que brigavam mais do que se amavam; estes eram seus pais. Havia os que estavam juntos há pelo menos cinquenta anos; como seus avós. Tinha também os casais de faixada, como a vizinha lá do 55, que mantinha com o marido uma relação que o prédio todo sabia que era pura farsa, muito embora só os dois não percebessem. Ou até percebiam. Tinha os recém-casados, os namorados, os noivos, os enrolados, os que ficavam só na troca de olhares.
     O que é ser um casal? É estar do lado sempre, independente do que aconteça? É somente dar amor? É só o físico? É um misto de confiança, amor recíproco, companheirismo e mutualismo? Ou ser um casal é também ter ciúmes, brigar, xingar e ser teimoso?
     Ela voltou para o papel, mas depois de pensar sobre tudo o que um casal é e constrói sobre si, finalmente soube exatamente o que poria na folha: nada. Casais são como folhas brancas; é você quem vai decidir o que vai ser escrito ali, qual a história que vai ser contada nele e o que ele vai significar. Ou se não vai significar nada. É você quem vai trabalhar nele para que seja o que você quer. Casais não são feitos sob forma ou medida: são moldados. Por duas pessoas.

Beijos e me liga para dar a sua definição do que é ser um casal :*

PS: Estou perdendo o jeito da escrita. Sentei inúmeras vezes para escrever essa semana e não consegui uma vírgula. Ficou confuso, eu sei. Não consegui passar a ideia que queria, mais uma vez.
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quinta-feira, 15 de março de 2012

¡Feliz cumpleaños, Mafalda!

 
    Estou na onda dos post diferentes. Espero que estejam gostando, e se não estiverem, amaria que me dissessem isso através dos comentários!
     Hoje a personagem das tirinhas mais inteligentes faz aniversário. Continua a mesma garotinha rebelde, de opinião, de cultura e de senso crítico há 50 anos. Mafalda tem duas datas: a data de sua criação (1962) e a data em que foi lançada no mundo das tirinhas (1964). Eu, particularmente, fico com a primeira data.
    A personagem foi criada, inicialmente, para um cartoon de propaganda que foi cancelado antes de ser publicado. Dois anos depois, o cartunista de Mafalda recebeu a proposta de torná-la personagem de tirinhas.  Seu criador é argentino, logo, as versões originais são em espanhol. Uma curiosidade: por mais incrível que pareça, apesar de as histórias terem sido traduzidas para línguas europeias e até mesmo para o chinês, elas raramente chegaram a ser traduzidas para o inglês e nunca pisaram em território estadunidense.
    Sou suspeita para falar, mas AMO a Mafalda. Acho que ela se destaca em meio a tantas tirinhas fúteis e outros assuntos sem real conteúdo de hoje em dia. Sem mencionar que as histórias tratam de assuntos tão sérios, mas com um humor encantador que só a garotinha argentina tem. Porém, nem todo mundo tem a mente aberta e senso afiado para ver arte e graça em suas tirinhas.







(esta é a melhor!)

Para ver outras tirinhas, acesse o Clube da Mafalda.
E é isso, ¡Feliz cumpleaños, Mafalda!

Beijos e me liga para contar o quê você acha da argentinazinha ousada :*

PS1: E ainda falando em aniversários, clique aqui para ler o post de dois anos do blog.
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quinta-feira, 1 de março de 2012

É festa!


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     Olá!
     Hoje a postagem será um pouco diferente, fora do padrão de costume. Afinal, hoje é dia de festa! O Bom Dia Sophia completa dois anos.  
     Nunca pensei que me apegaria tanto a uma coisa como um blog. Também nunca imaginei que me traria tantas alegrias, tanto orgulho. Não pensei que me faria tão bem. Se existe uma coisa que eu amo absolutamente aqui, é o carinho de cada um que me lê. A cada comentário, uma ponta de alegria é acesa em mim; cada opinião, cada recado, cada gesto, cada elogio me deixa tão feliz que eu poderia passar a postagem toda tentando explicar, e não conseguiria. Cresci com o blog, e meu crescimento pode ser notado ao longo dos posts. Derramei lágrimas em muitos dos textos que escrevi, depositei aqui muito sentimento e cuspi minhas tristezas e alegrias através das palavras. E o mais importante: descobri que eu amo escrever. Descobri dentro de mim um dom que eu não sabia que tinha. E através disso, acabei me dando conta de que meu futuro é esse: escrever, escrever e escrever.
    De repente me encontrei e me peguei almejando a cada dia mais uma faculdade relacionada a isso. E se Deus quiser, poderei dizer que graças a este blog, nascerá uma futura jornalista.
     Não tenho palavras à altura para agradecer aos 150 seguidores, aos 602 comentários, as 17.751 visitas, ao longo de exatamente 100 postagens. Pode parecer números pequenos comparados aos outros blogs, mas para quem começou com essa ideia - louca, a princípio -, como quem não queria absolutamente nada e como quem não dava mais de 2 meses de vida útil ao blog, estes números têm um valor enorme. São 2 anos de estrada e eu me orgulho por cada postagem.
     E o principal, são as pessoas que me leem. Trago para cá um pedacinho de mim; registro aqui os meus mais íntimos e profundos sentimentos; vocês leem meu âmago. E sem o incentivo de cada um, eu não chegaria à metade da metade do que tenho hoje. Meu mais sincero obrigada por participarem da minha vida.
     Que venham mais dois, mais quatro, mais seis anos de blog!

Beijos e me liga para contar do aniversário do seu blog :*

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Como uma flor.



                                                
    O jardim estava lindo. Era primavera e tudo estava vivo. Flores desabrochando, ou quando não, já estavam desabrochadas. A grama era tão verde quanto o giz de cera que uma criança usa para pintar a montanha no papel branco. A garota caminhava pelo lugar enorme, deixando que a barra de seu vestido, a esta altura já desbotado, arrastasse na grama recém crescida. Estava descalça e sentiu cada centímetro quadrado, por onde deslisava seus pés. O céu estava de um azul estonteante. Ventava um pouco.
    Porque os dias não podiam ser todos assim? A garota tinha tudo, e ao mesmo tempo nada, vagando pela mente. Pessoas. Porque elas não podiam ser como dias bonitos, tão aconchegantes e acolhedores quanto? Ela riu por um breve segundo ao se ver comparando pessoas a dias ensolarados. Olhou para o céu novamente, dessa vez se sentindo confiante. Ver aquele azul todo e saber que sua extensão ia muito além do que a vista alcançava, lhe passava essa segurança. Pessoas podiam ser como céus azuis.
    Caminhou mais alguns metros até se ver diante de um punhado de flores coloridas que não deviam ter desabrochado há mais de alguns dias. Sentou-se. Arrancou uma das flores e a girou com a ponta dos dedos. Deslizou o topo do indicador pelas pétalas. Arrancou a primeira. Lembrou-se de sua avó. E uma certa história...
    Relacionamentos são como flores. A cada decepção, uma pétala é perdida. Foi machucado? Lá se vai outra pétala. Traíram sua confiança? Uma pétala a menos. Uma pétala perdida para cada mágoa, outra para cada lágrima... Você pode perdoar, mas a pétala não vai voltar. No final, não há mais nenhuma. O que sobra é o ramo, puro e simples; sem nada. Para quê servem ramos vazios? Relacionamentos vazios também não servem para nada.
    Cuide bem das suas flores coloridas e elas permanecerão como se fosse primavera pra sempre.

Beijos e me liga para contar das suas flores coloridas :*

PS: Sabe aquele texto que você simplesmente amou escrever? Este foi um deles.
PS2: Queria agradecer o Lucas, por me ajudar com a ideia. Obrigada!
PS3: Comente, deixe sua marquinha aqui :) 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Feliz 1º de Fevereiro.


    Quem seria capaz de dizer que conseguiríamos ir tão longe? Olhe só para nós. Será que uma pessoa pode aprender tanto com outra? Eu digo que pode.
    Aprendi a ouvir, aprendi a falar, aprendi a enxergar. Aprendi a entender, a esperar, a sonhar. Aprendi a rir, aprendi a ser boba, aprendi a não dar tanta importância ao que de fato não tem. Aprendi a amar, a cuidar, e principalmente: aprendi a sentir falta. Abri os olhos para enxergar que as melhores pessoas estão longe; mas isso às vezes te faz amá-las mais. Aprendi a dar valor a quem cuida de mim, me ouve, me dá bronca, me ampara. E vi que sentir com o coração é mais bonito do que sentir com o corpo. Presença nem sempre é física.
     Quem disse que heróis sempre usam super-capas e que anjos só estão no céu? Algumas pessoas são anjos disfarçados de heróis. Parece que chegam enviados do céu, para primeiro te salvar, depois te cuidar e por fim, te guardar. Mas às vezes esses anjos têm missões tão impossíveis, que passam a ser heróis ao conseguirem tal feitio. É tão bom ter um herói.
    Já acordei muitas manhãs com vontade de levantar somente se me dissessem que você estava me esperando na porta do quarto. Já fui deitar muitas vezes querendo te abraçar por um segundo sequer antes de dormir.
    Já ouvi julgamento de Deus e o mundo por amar alguém que não está comigo todos os dias. Mas quer saber? Não me importo. Eu te amo, e ninguém nunca vai entender isso. Mas encho o peito pra dizer que o meu amor é o mais puro; não preciso estar pra sentir e nem sentir pra estar. Muitas vezes, amores como o nosso são mais verdadeiros do que aqueles que moram do outro lado da rua. Me orgulho quando olho para nós e vejo, acima de qualquer coisa, amizade. Estou com você e você está comigo, puro e simples.
    E o meu amor? Só faz crescer cada dia mais. Obrigada por fazer de um coração tão pequeno, o mais feliz.

10.989 mensagens de texto. 97 horas de telefone. 365 dias. 1 ano. Feliz 1º de Fevereiro para nós!

Beijos e me liga para contar dos seus primeiros 365 dias ao lado de quem você mais ama :*

PS1: Tive que postar isso.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Depois da Meia Noite.



     - Loucura. Isso que nós estamos fazendo, quer dizer - eu disse, enquanto o vento frio da madrugada batia nas minhas bochechas quentes.
     - Só um pouco... - sorriu ao mesmo tempo em que me dava a mão e me ajudava a subir a escada enferrujada e frágil que dava acesso ao terraço do prédio. Terraço este cujo acesso só era permitido enquanto era dia, por questões de segurança. Eram três da manhã.
      Quando terminei de subir, por um instante me paralisei ao notar a vista que eu tinha.
     - Gostou? - você disse, parecendo satisfeito.
      Eram vinte andares e eu com certeza estava a muitos metros do chão.
     - Amei - disse, recuperando o ar que havia perdido com aquela vista, e ao mesmo tempo desejando que o vento não fosse tão frio ali em cima.
    - Mas você ainda não viu a melhor parte! - e de repente me vi sendo arrastada até a beira do edifício, onde a partir dali não havia nada além de nada. E a rua a pelo menos uns sessenta metros de altura de onde estávamos. Você se sentou, exatamente ali, como se a chance de escorregar ou se descuidar e acabar caindo fosse totalmente nula. E ainda arriscou balançar os pés, em uma tentativa de se mostrar ousado.
    - Vem?
    - Claro que não, olhe onde você está! E se eu cair?! - disse eu, começando a ficar histérica.
    - Você não vai cair, te prometo. Vamos, venha.
     Me aproximei devagar, usando toda a cautela do mundo e, em passos milimetricamente pequenos, me sentei ao seu lado. Tinha de admitir, a vista valia a pena. A rua lá embaixo estava deserta e os prédios que preenchiam a cidade estavam quase todos apagados, apenas com algumas luzes acesas. Era lindo.
     Ficamos alguns minutos em silêncio; você sabia que eu estava adorando cada segundo daquilo.  A conversa acabou se desenrolando quando você quebrou a serenidade e desde então falamos sobre tudo, e ao mesmo tempo não dissemos nada.
      Você contornou minha cintura com o braço e eu descansei minha cabeça em seu ombro. Foi quando nos demos conta de que as horas haviam passado de uma forma impressionantemente rápida e o sol começara a nascer. O vento bagunçou um pouco meus cabelos e me fez sentir frio, fazendo com que eu me apertasse contra o seu corpo, na tentativa de me aquecer. O céu deixava de estar negro para se clarear, passando por um roxo escuro que foi se desmanchando até encontrar os raios alaranjados do sol e se fundirem formando o aspecto rosado de dia amanhecendo.
     - Eu te amo
     - Eu também te amo, querida.

Beijos e me liga para contar das vistas que você tem de madrugada :*

PS1: Foi bem engraçada a forma como esse texto nasceu. Eram quase 6h da manhã e eu ainda não havia dormido; estava quase pegando no sono enquanto ouvia a uma música, quando cada parte dele foi se formando na minha cabeça e quando vi, já estava com o texto todo escrito.
PS2: Não sou de divulgar nada por aqui, mas o que é bom vale a pena ser divulgado. Acho que deveriam dar uma passadinha no Momento de Ser Livre, blog do Lucas! O post que eu mais gosto, é esse aqui.
PS3: Comente, deixe sua marquinha aqui :)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Devorados de 2011.

Olá!
Sou daquele tipo de pessoa que não lê, devora. Livros são, aos mesmo tempo, um vício sem fim e um prazer que eu me dou o luxo de fazer sempre que posso. Não seria novidade eu dizer que amo ler, né?
Assim como no ano passado, decidi fazer um post com os meus devorados de 2011. Me superei e quebrei a expectativa com relação ao balanço anterior. 2010 me rendeu 12 leituras. 2011 me rendeu 20!
Não vou colocar por ordem cronológica até porque minha memória é um caos.


Série O Diário da Princesa - Meg Cabot

 
 


Comecei a série em 2012, li até o sexto e neste ano terminei a série. A maioria opta por não ler a série levando em conta a adaptação, diga-se de passagem horrível, que a Disney fez dos livros. Quem leu sabe o quanto a história é leve, rica no enredo e por ser uma série extensa (são 10 livros de em média 300 páginas cada) não se torna uma leitura cansativa e enjoativa, tendo em vista que a cada livro há novidades. Posso afirmar que esta série vai ser uma daquelas que eu poderei dizer futuramente que marcou minha adolescência. A autora tem um jeito de escrever maravilhoso e digo isso por ter lido também outra série dela. Posso dizer que no final, quando terminei todos os livros, senti um aperto enorme. "O que vai ser de mim agora sem a Mia Thermópolis?".
Nota: 10.

Série A Mediadora - Meg Cabot
 
 
   
                                            

Mais uma série da Meg. Sempre não gostei de livros de muita ficção, mas depois de ter lido Sussurro, peguei amor por literatura fictícia paranormal. Como se fosse novidade, a autora tornou a série digna de se apaixonar. Assim como em O Diário da Princesa, a leitura é leve, de fácil entendimento e não se torna enjoativa em momento algum. O mais divertido é que você se prende à leitura por dois motivos: vontade de acompanhar mais das aventuras da personagem principal, e curiosidade em saber o desfecho. Se você já leu, sabe o que é ter um livro com Jesse. Se não leu, devia ler!
Nota: 9,2

 
 
Os Imortais - Alyson Nöel                             
Mais uma série de ficção paranormal. Li o primeiro e o segundo, de seis. Pretendo ler até o fim da saga, mas não é minha preferência. O primeiro livro eu adorei ter lido, mas o segundo me enjoou um pouco. Antes de chegar no final, estava decidida a abandonar a série, porém, depois de ler a última página, fiquei morta de curiosidade para saber o que vai acontecer. A leitura se torna interessante por conta do enredo que, embora seja paranormal, ainda assim tem suas diferenças, e os mistérios que envolvem toda a história fazem com que você queira descobrí-los. Por consequência, você acaba por querer ler tudo.
Nota: 8,5



 
 



Série Hush Hush - Becca Fitzpatrick

Não me canso de dizer e provavelmente nunca me cansarei: HUSH HUSH É A MELHOR SÉRIE QUE EU JÁ LI. Li o primeiro volume, Sussurro, ano passado e desde então estive ansiosa por cada data de lançamento de suas continuações. A história, os personagens, a narração, tudo me encanta. Silence é o terceiro volume, será lançado no Brasil este mês e eu já dei meu jeito de conseguir ler antes disso! Tudo na série te prende e no final de cada livro você fica se perguntando como a autora consegue ter tanta criatividade e tornar a série como ela é. Nela, você deve ler com atenção, afinal cada detalhe faz diferença. É minha série de cabeceira! Ah, e por favor: não comparem um livro tão bom à maior merda literária já vista, Crepúsculo.
Nota: 1.000.






O Diabo Veste Prada
Lauren Weisberg                                                    
Quem lê sabe o que são livros que receberam adaptação para os cinemas. Sabe a frustração que geralmente nós temos quando lemos um livro e depois assistimos a sua adaptação. O Diabo Veste Prada é um livro ótimo, nunca tinha lido nenhum título da autora e vou ter que confessar que me apaixonei pela escrita dela; pretendo ler outros. Lauren consegue colocar na leitura uma espécie de dinâmica personagem-leitor e eu achei isso tão legal; você percebe uma "interação" e o humor da escrita é um dos pontos fortes. Com relação ao filme, não foi a pior adaptação que eu já assisti -Dear John consegue superar tudo nesse mundo, no quesito Pior Adaptação de Filme-, mas é claro, tem muitas diferenças. Não consigo odiar nenhum filme que tenha Anne Hathaway e Meryl Streep; as duas em um mesmo filme, então....
Nota: 9,5




 
A Última Música
Nicholas Sparks

Nicholas, querido Nicholas... Livros sempre tão bons. O que eu mais gostei no livro foi a "divisão" que o autor faz; cada parte sendo narrada com um personagem em foco. Achei diferente, criativo e tornou a leitura bem gostosa. Com relação ao filme, me impressionei: apesar de algumas diferenças, foi o filme que menos me decepcionou com relação ao livro. Chorei incontrolavelmente nos dois.
Nota: 9

       
   Um Amor Para Recordar
  Nicholas Sparks
      

Não foi o melhor título do autor, na minha opinião. O livro não deixa de ser bom, afinal, o autor é fantástico, mas continuo com Querido John e A Última Música. Acho que não tenho muito o que dizer sobre ele; foi uma leitura sem surpresas, muitas admirações. Mas é bom, e tem uma história linda. Chorei mais no filme.
Nota: 7


     
O Diário de Bridget Jones
 Helen Fielding

Adorei. Foi uma das leituras light que eu mais gostei de ter lido no ano que passou. O mais divertido -e criativo, diga-se de passagem- no livro, é que a autora começa cada folha do seu diário contabilizando o número de cigarros que fumou no dia anterior, junto com o número de calorias que ingeriu, o seu peso, e o número de drinks que tomou. Ela conta sua história durante um ano, em busca de um namorado. Achei o humor contido no livro muito bom. Em várias vezes me vi rindo em um parágrafo ou outro. Ainda não assisti o filme e não pretendo assisti-lo tão cedo, mas com certeza vou ler o segundo volume.
Nota: 9,5


 

Um Homem De Sorte
Nicholas Sparks

É o mais recente best-seller do autor e eu dou alguns anos para que se torne um filme. Me amarrei tanto na história que quando terminei, senti aquele gostinho de "quero mais". Encontrei nele alguns pontos bastante semelhantes com obras anteriores do autor, o que descontou alguns pontinhos. Mas é muito bom e o final... fiquei com o coração na mão.
Nota: 9,6


  
Do Coração de TELMAH
Luis Dill

Foi o único livro  que eu li no ano passado cujo autor é brasileiro. O que me fez lê-lo quando o peguei na mão, foi saber que a história toda é contada por meio de 500 tweets. O livro é curtíssimo e eu o li em uma hora e meia. A história é uma adaptação atualizada -bem atualizada- da história de Hamlet. Achei fantástico tamanha criatividade tanto no formato, quanto na história. Gostei.
Nota: 8

Enfim, foram estes os meus devorados do ano de 2011. Não fiz resenha deles, apenas comentei superficialmente cada um. Abaixo segue os links para mais informações sobre cada livro:

  1. A Princesa Na Balada - Meg Cabot 
  2. A Princesa No Limite - Meg Cabot 
  3. Princesa Mia - Meg Cabot
  4. Princesa Para Sempre - Meg Cabot 
  5. A Terra das Sombras - Meg Cabot  
  6. O Arcano Nove - Meg Cabot 
  7. Reunião - Meg Cabot 
  8. A Hora Mais Sombria - Meg Cabot
  9. A Hora Mais Sombria - Meg Cabot  
  10. Crepúsculo - Meg Cabot 
  11. Para Sempre - Alyson Nöel 
  12. Lua Azul - Alyson Nöel 
  13. Crescendo - Becca Fitzpatrick 
  14. Silêncio (versão em Português) - Becca Fitzpatrick 
  15. O Diabo Veste Prada- Lauren Weisberg 
  16. A Última Música - Nicholas Sparks 
  17. Um Amor Para Recordar - Nicholas Sparks 
  18. O Diário de Bridget Jones - Helen Fielding 
  19. Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks 
  20. Do Coração de TELMAH - Luis Dill
Beijos e me liga para contar dos livros que você leu em 2011 :*


PS: Este post deu trabalho.
PS2: O blog está de cara nova. Como em todos os anos, renovei a aparência. Se gostou, me diga! Se não gostou, me diga também!
PS3: Quem quiser me encontrar no skoob, clique aqui.
PS4: Está atualizada a minha Wish List 2012 (clique aqui). Fui bem mais humilde nela, afinal, na anterior eu fui um fracasso... 19 itens cumpridos, de um total de 63.
PS5: Comente, deixe sua marquinha aqui :)