terça-feira, 29 de outubro de 2013

Pelo direito de estar triste.



       Acordei com o despertador tocando incessantemente como quem grita por ajuda. Mas ao ver a hora, quem quis pedir por socorro fui eu. Era quarta-feira, a notícia boa era que já havia se passado dois dias desde o começo da semana; mas a ruim era que ainda faltavam mais dois para o fim dela. Permaneci deitada por mais uns cinco minutos desde que o despertador havia tocado e fiz uma lista mental de tudo o que eu deveria fazer durante o dia. Não tinha nem me levantado, mas já calculava quanto tempo faltava pra eu voltar para casa e poder dormir. Eu não queria que o dia começasse.
       Me sentei à beira da cama e me olhei no espelho que ficava à minha frente; não me senti feliz com o que via e percebi que o dia seria difícil para mim. Calcei os chinelos, fui até a cozinha preparar meu café e, enquanto observava a água ferver, me dei conta de que estava acompanhada de uma peculiar sensação que não costumava acordar comigo. Eu só queria pegar minha xícara de café e voltar para a cama; e passar o dia todo lá, sem nenhuma obrigação de interagir com qualquer coisa que fosse externa à minha casa. Não estava com paciência para trânsito, para problemas, para pessoas. Estava triste.
       O processo de me alimentar, me arrumar e sair de casa não levou mais que uma hora. Tranquei a porta e chamei o elevador; quando ele chegou, vi que duas senhoras já estavam lá dentro. Entrei e respondi aos cumprimentos com um sorriso esboçado e um positivo com a cabeça. Observei, de canto de olho, que as duas senhoras se entreolharam. Ignorei. Saí do elevador e o mesmo cumprimento me foi dado pelo porteiro, que foi respondido com "bom dia" calmo e baixo. Percebi que ele arqueou as sobrancelhas como forma de reprovar a minha atitude de não tê-lo cumprimentado com maior fervor. Ignorei novamente.
   Enquanto esperava o ônibus, parada de braços cruzados na tentativa de inibir o frio que o vento trazia, muitas pessoas passaram por mim. E me pareceu que o simples fato de eu estar encostada no poste, quieta, observando a ponta dos meus sapatos, era o suficiente para as pessoas me olharem diferente. Pensei no incômodo que seria ter de lidar com um ônibus cheio durante uns 40min até chegar ao meu destino. E não foi diferente.
       Cheguei ao trabalho e respondi o necessário às coisas que me eram questionadas. Recebi alguns "você está bem?" e uma porção de "aconteceu alguma coisa?", além de notar cochichos de pessoas que me observavam de longe parecendo não se importarem em manter a discrição. Sem mencionar o cartão de visitas que eu encontrei em minha mesa, quando voltei do almoço. Doutor Marcos, psicólogo.
       Sabe, é difícil viver em um mundo onde acordar triste é quase um crime. Talvez se eu tivesse matado alguém, teria sido menos acusada. Não me lembro de ter ficado sabendo de alguma lei que obriga as pessoas a serem sempre felizes e gentis e amáveis durante 24h por dia, 7 dias por semana. Não estava com raiva, tampouco descontei minha insatisfação em alguém. Só não me dei o trabalho de socializar quando, na verdade, eu queria era ficar só comigo mesma.
      Não consigo ver nada de errado em estar triste; é um sentimento tão original quanto qualquer outro. Tanto quanto a felicidade, inclusive. Mas sabe por que é pecado entristecer-se? Porque na propaganda da margarina, todo mundo acorda feliz da vida e toma o café-da-manhã rindo e festejando, como se a gente nunca levantasse morrendo de sono e querendo dormir a manhã toda. Porque no comercial do absorvente, a moça sai saltando alegremente à la Daiane dos Santos e, pasme: de roupa branca; como se isso fosse humanamente possível. Porque na propaganda do adoçante, a mulher aparece linda e magra como se desse pra ser feliz fazendo dieta e "adoçando" seu suco com um líquido que tem gosto de remédio. Estar triste é punível de morte porque nos foi ensinado que devemos sempre ser melhores e mais alegres que os outros. E que não há nada que derrube uma pessoa tão facilmente quanto mostrar que sua felicidade é maior que a dela. Mesmo que você só esteja fingindo.
      Que não tenhamos receio de assumir quando não estamos bem. Felicidade é um estado de espírito e não um destino. Se não dá pra ser feliz todo dia, que troquemos, então, a felicidade fingida por uma tristeza assumida. Desde que sentida, é claro.

Beijos e me liga quando você estiver triste :*

Olá! Vocês se lembram quem sou eu? Costumo escrever, de vem em nunca, neste tão abandonado blog. Mas ó, tenho boas notícias (ou não): essa saga tá acabando. O ano tá terminando e, com ele, os vestibulares também! Só mais algumas semanas e eu entrarei em férias, tendo longos e deliciosos t.r.ê.s meses de descanso. Aliás, tô carente de tags para responder. Quem tiver alguma por aí e quiser me indicar, vou gostar muito!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Sedentarismo, academia, Facebook e bom senso.



      Que atire a primeira pedra quem, rolando o feed de notícias do Facebook, nunca encontrou um marombeiro postando foto do seu pseudo-tanquinho. Sim, pseudo. Na maioria das vezes nem é lá tão grande coisa assim.
       Embora não pareça, as redes sociais podem ser uma ótima ferramenta... Quando bem utilizadas. Não sei explicar como, quando, onde ou porquê, mas essa onda no pain, no gain está cada vez mais recorrente em qualquer ferramenta na qual seja possível publicar escritos ou fotos. Se você não sabe do que eu estou falando, experimente observar o Facebook ou o Instagram durante o fim da tarde e o começo da noite. Você com certeza vai reparar na enorme quantidade de #partiu academia e de fotos de homens sem camisa e de mulheres com shortinho tão justo e curto que chega a me faltar o ar. Suponho que este seja o horário de pico dos marombeiros; ou se isso não acontece com você, acho que devo rever o tipo de gente que eu mantenho no meu perfil.
          Não vejo problema algum em ser saudável, praticar atividade física e essas coisas que a gente vê toda sexta-feira no Globo Repórter. Mas sabe o que é o mais triste? Posso contar nos dedos (e ainda sobrará dedo) quantas pessoas estão ali, dentro da academia, realmente pela saúde. Teríamos a geração mais saudável já vista se todos os jovens frequentadores dos aparelhos de ginástica estivessem de olho na saúde e não na quantidade de curtidas que a sua foto vai receber.
         Como se tudo isso não bastasse, ainda temos o pessoal que malha o tórax por meses a fio e esquece que tem um par de pernas da cintura para baixo. Com vocês, os homens-coxinha. Sei lá, cada um cuida do seu corpo e sabe o que faz da própria vida, mas pô, cara, já que vai estragar o corpo, estraga direito, né?
       Ainda no meu dicionário sobre ratos de academia, tem os bonecos de posto. Aqueles enfeites de ar, estufados, que ficam balançando para lá e para cá nos postos de combustíveis, sabe? Alguns marombeiros são tão musculosos que dão a impressão de que murchariam caso fossem espetados por uma agulha. Sobre as mulheres, nada que já não estejamos acostumados: aspirantes à panicat.
         Assim como há pessoas que não entendem como conseguem sobreviver os sedentários, eu não entendo que há de tão belo na academia por motivos de: a) você tem que sair da sua casa b) não pode ir de pijama c) é cansativo d) te faz suar como um porco e) você ainda paga por tudo isso. Este último item é o mais grave, na minha opinião. Não estou dizendo que vocês devem parar com os exercícios, passarem aqui em casa para engordar comigo e depois a gente descer a avenida rolando; muito pelo contrário. Só não me encaixo no perfil de quem frequenta esses matadouros lugares e dou graças a Deus por existirem formas alternativas para a prática do exercício físico.
       Se você chegou até aqui, suponho que tenha notado o clube do sedentarismo ao qual a pessoa que aqui vos fala pertence. Ao passo em que há ratos de academia, há ratos de sofá e eu me encontro neste grupo. Apesar de preferir minha cama a um aparelho de musculação, não sou uma gordinha recalcada cujos exames de colesterol estão tão altos quanto a taxa de creatina presente no corpo dos malhadões. Pelo contrário, meus resultados estão bem bonitinhos considerando o estilo de vida que eu levo.
          E assim termino este texto, aguardando os comentários inconvenientes e os chiliques (demonstrados ou não) da galera que curte academia e tem um apego por demonstrar isso. Caso se sintam muito doídos, ainda tem a opção de irem descontar o ódio em algum aparelho de musculação; unam o útil ao agradável, por favor.

Beijos e me liga para combinarmos um x-bacon enquanto assistimos à tv :*

Por pura coincidência ou não, vou usar a nota de rodapé deste post para perguntar se vocês topam uma receita gordinha para o próximo post. Se sim, querem em texto ou em vídeo?

sábado, 10 de agosto de 2013

Do miojo à Ana Maria.

          Já devo ter dito em algum lugar deste blog o quanto eu adoro comer; apesar de ser muito magra e passar a impressão de que eu não sou tão chegada assim na coisa. Sempre fui de assistir aos programas de culinária (alô, alô, Palmirinha) que geralmente são exibidos na TV, mas nunca tive a oportunidade de fazer as receitas, de fato.


Food<3          Quando eu era criança,  me lembro que em algum dos meus aniversários eu ganhei uma daquelas cozinhas de plástico que vêm com armário, pia, fogão e ainda tinha algumas panelas e talheres. Passava longas tardes brincando de cozinhar e adorava. Porém, quando eu cresci e percebi que "cozinhar de mentirinha" era chato demais, fui apresentada a uma realidade que pôde me ajudar a concluir que: eu não tenho dotes culinários. E é aí que começa a minha saga na cozinha.
          Quando mais nova, nunca precisei me preocupar em ir para cozinha, pois aqui em casa sempre foi minha mãe quem preparou as refeições. Mas com o tempo eu percebi que seria saudável que eu aprendesse a fazer as coisas que eu gosto para que eu não precisasse depender de ninguém quando as lombrigas atiçassem. Não me lembro quando foi a primeira vez que eu tentei preparar alguma coisa, mas sei que miojo não conta; afinal, esta é quase uma coisa que a gente já nasce sabendo fazer.
Com as minhas primeiras visitas à cozinha para de fato cozinhar, eu acabei montando uma coleção (ainda não finalizada) de tentativas falhas que só serviram para me fazer acreditar que eu nunca seria capaz de preparar comida de verdade ou sentir amor por panelas.
          Meu primeiro trauma foi adquirido com a receita do tal bolo de caneca que todo mundo diz que é fácil e gostoso e simples e prático e rápido e... E o meu resultado foi este. Apesar da frustração, eu continuei insistindo e a lista de traumas culinários foi aumentando cada vez mais. Teve o episódio dos cookies que ficaram tão duros que se caíssem no chão, quebrariam o piso; a palha italiana que ficou parecendo um chiclete de tão grude-grude. Teve o bolo de chocolate em que eu usei sal ao invés de açúcar (mas eu creio que isso tenha sido mais por burrice do que falta de habilidade com a coisa), o chocolate quente que eu consegui transformar em mousse por excesso de maizena, a pipoca doce que eu fiz com que ficasse colada no fundo da panela e olha, foi difícil desgrudá-la de lá. 
          Mas eu acho que a pior das piores experiências foi com uma torta salgada que eu decidi fazer às 2h da manhã. Peguei a receita na internet, separei os ingredientes e deixei-os todos expostos no balcão, à la Ana Maria Braga. Segui cada vírgula da receita, com o maior carinho do mundo, e correu tudo extremamente bem até eu colocá-la no forno. Deixei lá e não se passaram 2 minutos para que eu percebesse que a assadeira estava derretendo. Sim, d-e-r-r-e-t-e-n-d-o. A bendita não era feita desses materiais que geralmente compõem as assadeiras normais, mas eu já tinha levado ela ao forno elétrico e ao microondas. E aconteceu o que aconteceu. Depois disso, fiquei uns dois meses sem nem pensar em fazer alguma coisa na cozinha.





          Depois de passado o tempo necessário para que eu me recuperasse do trauma, fui me arriscar novamente. Era uma noite de domingo, nestas últimas férias de julho, e me deu aquele tipo de fome que a gente tem quando não há nada pronto. Fui até o computador e busquei por receitas simples, embora eu já tenha conseguido estragar até as mais fáceis. Procurei, procurei, procurei. Não encontrei nada que fizesse meu estômago se alegrar um pouco. Mas isso foi até eu me deparar com uma receita que fez o pessoal da sonoplastia da minha vida soltar um coro de anjos ao fundo. E era o passo-a-passo de um risoto *ok, deixo este espaço no texto que é pra vocês se recuperarem da crise de risos e poderem seguir com a leitura*. Me enfiei na cozinha por 1 hora e a cena final foi bem parecida com aquelas em que o médico termina a cirurgia exausto, passa a mão na testa, enxuga o suor e larga os bisturis, porém substituindo os artefatos médicos por uma colher de pau. E por um segundo, meus olhos se encheram d'água. A receita funcionou tão perfeitamente bem que eu fiquei até com pena de comer; e se eu pudesse, empalharia o prato ou imergiria-o no formol só pra conservar pro resto da vida aquela cena maravilhosa. Além de ter ficado uma delícia, este acontecimento histórico me motivou a continuar tentando. Desde então, eu aprendi a fazer cupcakes, mousse de maracujá, macarrão ao creme de leite e bacon, e (pasmem!): carolinas recheadas. Acho que a emoção que eu senti ao ver a massa ali, toda lindinha, crescendo no forno, deve ser bem parecida com o que se sente ao ver um filho nascendo. Foi mágico.
          A mudança na minha vida foi tão grande que, vira e mexe, me encontro namorando vitrine de lojas de artigos de cozinha e acho que estou desenvolvendo a Síndrome da Dona de Casa. Mas querem saber? Com síndrome ou sem síndrome, o que importa é: eu aprendi a cozinhar!


Beijos e me liga pra gente trocar receitas :*


Para não perder o costume, vou usar novamente a mensagem de rodapé do post pra me desculpar pela ausência das postagens e blablablá. Mas durante estas férias, além de ter dedicado um tempo à cozinha, estive pensando bastante no blog. Creio que eu esteja passando por uma fase um tanto quanto multimidiática da minha vida e no último mês tive muita vontade de investir nisso. Tenho alimentado um apego muito grande por vídeos em especial, mas também por todos esses outros formatos que têm surgido na blogosfera. Quem me acompanha desde o começo aqui no blog, com certeza conseguiu perceber que ele mudou ao longo do tempo, junto comigo. E de fato é isso mesmo que eu quero: que ele me acompanhe em cada etapa da minha vida. Por isso, estou pensando em inserir alguns detalhes por aqui, a fim de compartilhar a mudança que está acontecendo em mim. Tenho recolhido opiniões de várias pessoas a respeito e todas elas apoiaram a ideia. Não vou mudar da água para o vinho, nem deixar perder a essência que eu construí em 3 anos por aqui; e o que eu fizer, vai ser inserido aos poucos para a gente ver no que dá. Decidi aproveitar este post para apresentar uma das ideias, que é a "coluna" de culinária. Pensei que seria interessante que eu compartilhasse com vocês o que eu tenho aprendido na cozinha; e podem ter certeza de que vai ser da forma mais simples e prática que existe, haja vista todas as minhas frustrações passadas. Devo todos os créditos da ideia à minha amiga Lari (uma salva de palmas, plateia) e foi ela quem sugeriu um nome para a coluna. Preparados? Todos prontos? Aí vai: "Acordei com fome". Trocadilho com o nome do blog, "acordei", "Bom dia, Sophia"... Entenderam? Não? Ok.
Então é isso, gostaria muito, muito, muito que vocês deixassem nos comentários as opiniões, o que vocês acham da ideia, se gostariam de ver isso, vídeos e outras coisas no blog... Combinado? Obrigada! 


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Sempre, sempre, sempr...


      Talvez se eu fosse menos sã; menos terrena, menos serena. Talvez se o mundo fosse outro e as pessoas fossem outras e a rotina fosse outra e a vida fosse outra. Talvez assim, quem sabe?
    Talvez se eu seguisse o meu caminho sem desviar pelas beiradas, não acabaria naquele mesmo beco de sempre. Talvez se eu não sentisse que meu coração não me pertence e que ele quer, a todo custo, sair pela boca e voltar pro peito de quem nunca deveria ter saído, talvez.
     Talvez se eu não insistisse em tomar sempre o mesmo café, na mesma xícara, no mesmo horário e nos mesmos dias. Talvez se eu não usasse as mesmas botas quando chove, o mesmo cachecol quando esfria e o mesmo biquíni quando vou à praia. Talvez assim, quem sabe?

Juuump.  | via Tumblr
     Talvez se eu não respondesse sempre a mesma coisa quando me perguntam sobre o que eu fiz pela manhã ou pela tarde ou ontem ou ano passado. Talvez se eu perdesse a mania doida de conferir duas vezes se todas as luzes da casa estão apagadas antes que eu me deite. 
     Talvez se eu deixasse de namorar o mesmo casaco de sempre na vitrine e, finalmente, comprasse-o ao invés de gastar dinheiro sempre com as mesmas coisas. Talvez se eu não mascasse o mesmo tipo de chiclete, usasse toda semana a mesma cor de esmalte ou não ouvisse sempre a mesma música. Talvez assim, quem sabe?
     Talvez se eu não visitasse sempre os mesmo animais quando vou ao zoológico. Ou se, antes de sair de casa, eu não traçasse mentalmente sempre as mesmas rotas para qualquer lugar que eu vá. Talvez se eu não usasse o mesmo palavrão de sempre ou não dormisse sempre de bruço.
     Talvez se eu não usasse sempre o mesmo guarda-chuva em todas as vezes que chove no mesmo setembro de todo ano. Talvez se eu não insistisse em manter o mesmo livro na minha cabeceira desde quando o li pela primeira vez há, sei lá, uns 5 anos. Talvez se eu não fizesse coleção de livros do mesmo autor e tentasse ler, talvez, Paulo Coelho. Talvez assim, quem sabe?
     Talvez se eu não comprasse sempre a mesma caneta para usar no mesmo bloco de notas; talvez se eu não sentasse sempre na mesma mesa quando vou ao mesmo restaurante de sempre e peço o mesmo prato que peço há quase 10 anos, alegando que eu apenas "adoro macarrão". Talvez assim, quem sabe?
     Talvez se eu decidisse deixar de ser apenas protagonista e me promovesse a roteirista da minha própria vida. Talvez assim, quem sabe, minha história trocasse de gênero.

Beijos e me liga para contas das suas mesmices :*

Meu perdão a quem é amante das rotinas. Ah, e o texto é mais fictício do que real, afinal, eu nem gosto tanto assim de macarrão.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Campanha de incentivo à leitura.



Olá!
O post da vez é um meme, para a minha alegria. Fui indicada pela Minne do blog Aquele velho blá blá blá de sempre a responder este meme e isso já faz um tempo (ok, um tempão), mas venho guardando ele em um cantinho especial enquanto não encontrava tempo para fazer a postagem. Mas cá estou eu! 

Regras

1
. Responder a pergunta: 'Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?
2. Indicar blogs para fazer o meme - é expressamente proibido oferecer o laço "a quem quiser pegar" sem indicar seus blogs primeiro. Ou seja, é somente por indicação.
3. Avisar os blogs que você indicou e colocar a imagem no seu blog para apoiar a campanha.


Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?


LargeO Diário da Princesa: assim como a Minne, que me indicou para este meme, serei praticamente obrigada a colocar a série ícone de Meg Cabot nesta lista. Sou o tipo de fã alucinada-doida-paranoica da autora e Deus sabe como sou apaixonada pelos 12 livros da série e por Mia Thermopolis, em especial. Tenho certeza que as obras são escolhas universais da maioria das pessoas que já leram pelo menos um dos livros e eu simplesmente não me canso de citar O Diário da Princesa em quase todos os memes que eu respondo. Tá aí! Para quem quiser saber mais, tem aqui!

Hush, Hush: sempre que me pedem indicações sobre livros, eu me enrolo toda na hora de dar a minha opinião; acho uma coisa tão pessoal e nem sempre o que eu gostei vai agradar ao outro. Mas ao mesmo tempo, não houve sequer uma vez em que me questionaram sobre qual livro começar a ler e eu não pensei em indicar a série Hush, Hush. Nunca fui o tipo de pessoa que gostou de ficção (e talvez isso explique o meu desdém com relação a Harry Potter), mas descobri um maravilhoso mundo mágico dentro da literatura paranormal (sem Crepúsculo e derivados, por favor. Grata). Já não consigo mais contar quantas e quantas pessoas eu deixei com vontade de conhecer Patch e Nora e, sinceramente, acho que estou fazendo minha parte por um mundo melhor tamanha a qualidade da série. A sinopse do primeiro volume da saga está aqui!


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O Diário de Bridget Jones: não se deixe levar pelo filme, o livro é bom. Já faz alguns bons anos que eu o li, mas algumas partes ainda estão guardadas comigo e não é preciso muito esforço para lembrá-las. Sou amante assumida de personagens como Bridget e sempre me acabo de rir com as histórias do tipo; talvez eu tenha um lado "encalhada" dentro de mim. E aqui tem mais sobre o título!




Beijos e me liga para contar qual livro você indicaria para a alguém :*

Olhem só quem decidiu aparecer! Já estava na hora de vir até aqui dizer que eu não morri (até porque se eu tivesse morrido, este post não estaria aqui, dã). Só tem me faltado oportunidade (e tempo, diga-se de passagem), mas nada além disso. 

sábado, 20 de abril de 2013

O que esperar (ou não) do futuro.

             Um dia desses, na saída da escola enquanto esperava minha mãe, comecei a reparar na quantidade de pessoas que assim como eu, também estavam indo embora. E também como eu, estavam ali porque queriam fazer alguma coisa da vida. Certo? Espero que sim.
            Se eu não me engano, minha escola deve ter cerca de 400 pessoas distribuídas nas três séries do Ensino Médio. Já pararam para pensar? São 400 pessoas juntas! E todas elas têm um sonho, uma vontade, uma aspiração pro futuro. Pelo menos é o que eu acho e espero. Tenho certeza que entre todo aquele monte de gente, pipocarão professores, médicos, advogados, dentistas, engenheiros, físicos (em menor quantidade, porém ainda assim físicos), publicitários, jornalistas e mais uma porção enorme de profissões que alguém pode seguir.

LargeE eu, como um ser bastante curioso, fico me perguntando como é que cada pessoa decide o que vai querer fazer para o resto da vida; e, paradoxalmente, me pergunto também como é que existe gente que, aos 45 minutos do 2º tempo, ainda não sabe qual caminho deseja traçar. Escolher uma profissão não é uma coisa assim tão fácil, concordemos. E a ideia de você ter 18 anos e ser praticamente obrigado a escolher o que quer fazer pelos próximos 40, no mínimo, não me agrada. Talvez por eu ser uma pessoa que oscila demais de opinião, de vontade, de aspiração, morro de medo de mais tarde descobrir que aquilo que eu escolhi não é exatamente o que eu quero. E o pior: inconstante como sou, imagine só se a cada 5 anos eu quiser mudar de profissão? Não dá. Mas ao mesmo tempo amo a área que desejo seguir e imagino (me dói o coração este "imagino") que esse seja o meu futuro mesmo.
           Mas voltando a falar dessa história de oscilar quanto à profissão, acredito (e espero) que todos já tenham passado por isso. Já quis ser um monte de coisa. Quanto tinha uns 5 anos, como toda criança, quis ser professora; hoje repudio a profissão simplesmente pela precária condição de ensino existente no país, tanto na rede pública quanto na privada. Por volta dos 10 anos, enfiei na minha cabeça que queria fazer Moda e não havia quem me fizesse mudar de rumo. Dali até recentemente, punha minha mão no fogo dizendo que tinha nascido para fazer Psicologia; porém, quando não se tem muita noção das coisas, parece que tudo é simples. Acabei descobrindo que o curso era um dos mais concorridos da minha cidade e me dei conta do quanto eu teria que me esforçar por uma coisa que eu ACHAVA que era o meu futuro. Depois que comecei a escrever no blog, há 3 anos, conheci um lado meu que até então estava escondido e eis que fui apresentada à uma profissão que eu nunca havia considerado antes: o Jornalismo. E novamente, como tudo na vida não é um mar de rosas e o meu tão adorado curso não é lá tão fácil assim de se entrar (e se encontra há uns 250km de mim), escolhi Linguística como minha válvula de escape para o caso de nada mais dar certo.
Tumblr_livbvgufa91qzyrj3o1_500_large          Mas entre a época  da Pedagogia, da Moda, da Psicologia e das Comunicações Sociais, já tive outras vontades como Medicina; não adianta, tenho certeza que 80% da população já teve o sonho enrustido de desfilar por aí com o jaleco branco e o estetoscópio pendurado no pescoço. Também já quis ser veterinária, mas choraria com o primeiro animal doente que aparecesse na minha frente. 
          "Ok, você quis ser médica, mas para a Veterinária você não tem coragem?". Isso mesmo, tenho mais pena dos bichinhos do que de gente.
           Já me imaginei sendo aeromoça e meu pai queria que eu fizesse Engenharia Aeronáutica. Até porque este último tem absolutamente tudo a ver comigo, tirando a parte do "engenharia" e do "aeronáutica". Mas notei que eu nunca fui uma pessoa 100% sã quando percebi que eu sempre quis, por ser bastante curiosa, trabalhar em um necrotério. Enquanto a maioria das crianças queria ser astronauta, eu queria mexer com gente morta. Pode parecer estranho, e com certeza parece, mas sempre achei uma profissão fantástica simplesmente por ter o incomum como instrumento de trabalho e por este ser sempre uma caixinha de surpresas; você nunca sabe o que encontrará no dia seguinte. Ainda continuo querendo, mas acho que o Jornalismo me garante uma posição melhor na sociedade.
        Para finalizar esse monte de blábláblá que você acabou de ler, deixo meus sinceros votos: se você ainda não sabe o que quer, espero que faça uma boa escolha. Se você já está cursando a faculdade, espero que esteja fazendo uma boa decisão; e se você já terminou os estudos, espero que esteja satisfeito com o que fez. E eu fico por aqui, torcendo os dedos e fazendo mil rezas para não mudar de opinião até o dia do vestibular.

Beijos e me liga para contar o que você quis ser quando crescesse :*

Olá! Quis transformar o assunto que tem feito parte de 90% das minhas rodas de conversa e de metade do meu dia em texto/crônica/seja-lá-o-que-é-isso. Espero que tenham gostado! Mas agora quero saber de você: se tiver na faculdade, deixe para mim nos comentários o que você tá cursando. Se não, deixe o que tem vontade de seguir. Vou amar saber o que vocês fazem da vida!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Voa, anjo.


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          Me sentei no degrau que marcava o topo da escada. Já era tarde e eu insistia em me lembrar, de cinco em cinco minutos, que eu deveria estar dormindo. O dia não tinha sido lá muito tranquilo, e o que estava para amanhecer também prometia não ser. Mas, embora não estivesse aguentando o peso do meu próprio corpo, não queria dormir. Às vezes é assim; a gente não consegue lidar com o próprio sono, mas não quer ir deitar. Anda capengando por aí, mais para lá do que para cá, mas não admite que precisa descansar. Ou pior: não pode com o peso do próprio fardo, mas não se permite desistir.
         Não tem sido fácil, sabe? Isso de ter de suportar a tempestade, quero dizer. Não é um dia de chuva, como esses que faz quando o Sol decide tirar folga. Nem é uma semana de dias nublados em que a mulher do tempo promete céu azul na próxima segunda-feira. Que fosse na terça, ou quarta. Contanto que fosse. Mas não é isso, é tempestade. É chuva forte que perdura há tempo, que insiste em ficar e ao invés de amenizar com o passar dos dias, semanas e meses, só se faz piorar. A cada dia o céu parece estar mais escuro, a chuva mais forte, a umidade maior. Os raios mais claros e os trovões mais altos.
         Todos os dias dou a mim e ao tempo uma segunda chance. Uma chance que pudesse fazer tudo ficar bem, que me desse uma razão para sentir que o que me sobrou é o suficiente. Eu te espero, e você não vem. E eu sei que não virá; não por que não quer, muito pelo contrário. E é difícil no fim do dia eu precisar de uma distração, de um segundo dentro do teu abraço, da tua calma pra pôr no eixo o que saiu ao longo do dia.
         Tô cansada de manter a linha sem me afundar nessa doce loucura. Como era o anjo que te levou? Talvez eu encontre um pouco de paz esta noite. Talvez eu te encontre. Nos braços de um anjo, talvez eu voe para longe daqui.

Beijos e me liga para contar quem você espera de volta :*

Sou amante e adepta de vestir o fardo alheio e produzir a partir disso. Acho legal quando conseguimos escrever sobre o que não está, necessariamente, acontecendo com a gente.

domingo, 17 de março de 2013

Doce felicidade

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      — Mas o que é a felicidade, mãe? — perguntou a garotinha enquanto folheava um livro qualquer, retirado da estante dos pais.
        A mãe ficou confusa sobre o que poderia responder à filha, afinal, como se explica uma coisa dessas a uma criança de 5 anos? Ou melhor, como se explica o que é a felicidade, independente de para quem seja?
       — Sabe quando você sai para passear com o papai e ele compra aquele chocolate que você adora? Você fica feliz, não fica?
        — Fico... Mas eu só posso estar feliz quando o papai me compra doce?
        Por essa a mãe não esperava. Sem perceber, começou a bater a ponta do dedo indicador no estofado da poltrona, o que indicava tensão. Mais uma vez não sabia o que responder à filha; não por não saber explicar, mas sim por não saber nem o que é, exatamente, ser feliz. Observou a menininha, sentada, ainda folheando as páginas do livro antigo enquanto esperava por uma resposta. O bater do indicador se tornou mais frenético.
        O que é estar feliz? Se a felicidade é um estado de espírito e não um destino, então o que nos faz feliz? Dos mais superficiais, desenho favorito passando na TV, o feriado sem aula, a comida preferida posta na mesa na hora do almoço; ficamos felizes quando encontramos dinheiro esquecido em bolso de calça, quando a chuva para na hora em que a gente precisa sair de casa ou quando o motoqueiro de uniforme amarelo e azul aparece na porta de casa na mesma semana em que você compra algo pela internet.
       Dá pra ficar feliz quando reencontramos algum conhecido depois de muito tempo, quando estamos com saudade e conseguimos matá-la sem demora, quando ganhamos aquele abraço exatamente quando a gente mais precisa, quando experimentamos coisas novas e mais ainda quando essas novidades nos agradam. E também quando fazemos as pazes com alguém. Ficamos felizes quando alcançamos objetivos, quando batemos metas, quando colecionamos conquistas. Quando realizamos sonhos.
     Abraçamos a felicidade quando estamos em boas companhias, quando a gente protege alguém e quando alguém nos protege. Nos sentimos felizes quando amamos, quando somos amados, quando somos merecedores de um amor. Estamos felizes quando estamos em paz.
      E paz é a palavra-chave para felicidade. Estar em paz acarreta felicidade e vice-versa.
     — Mãe? — perguntou a garota, depois de notar que a mãe parecia não prestar atenção nenhuma no que estava ao seu redor.
    — Não, filha. Você não vai estar feliz somente quando ganhar doces... — disse, enquanto projetava um sorriso desajeitado.


Beijos e me liga para contar o que é a felicidade para você.

Este texto foi escrito em uma semana em que eu estava bastante feliz e me questionei sobre o porquê de a gente nunca conseguir escrever quando está feliz ou então o porquê de ser sempre mais fácil escrever sobre coisas tristes. Então um amigo meu disse que era para eu aproveitar toda a felicidade que estava sentindo e tentar escrever sobre isso. Aí nasceu o texto, embora tenha fugido totalmente da ideia inicial que eu tinha em mente.

sexta-feira, 1 de março de 2013

É pique! É pique!


      Você tem um hobby? Conheço várias pessoas que nas horas livres gostam de pescar, cozinhar, ver filmes, ir à academia (por mais incrível que pareça, há pessoas que gostam disso), estourar o cartão de crédito, caminhar; enfim, há mais hobbies do que consigo contar. E o meu é escrever.
    Quando eu era pequena, tinha inúmeros cadernos dos quais eu gastava folhas e folhas desenhando histórias até aprender a escrever; a partir daí, os desenhos foram substituídos por garranchos que se emaranhavam e formavam uma historiazinha qualquer. Cresci e junto com a tecnologia, meus cadernos perderam lugar para um blog.
     De início eu apenas passava meus rabiscos da folha para o computador e todo mundo (inclusive eu) dava a mínima para eles. O link foi passado aos meus amigos, que mostraram para outros amigos, que enviaram para outras pessoas até que me vi tendo os primeiros acessos de gente que eu nem conhecia, e o mais incrível: que moravam bem longe de mim. Começaram a gostar do que eu escrevia, o que me incentivou a continuar com aquilo que era um hobby até então; mas foi através desse passatempo que eu descobri o que realmente queria fazer para o resto da vida.
      Percebi que escrever era minha válvula de escape e que deixar meus dedos correrem pelo teclado era como enfiar o dedo na garganta quando algo estava engasgado dentro de mim. Escrever é abrir uma portinha que permite que outras pessoas te conheçam de forma que muitas que convivem com você não conhecem. Quem escreve abre a porta do coração, do sensível, do interior. Escrever te torna mais humano, mais sensível ao mundo, mais perceptível e em muitas vezes até mais compreensível.
      Hoje acho que área da Comunicação tão incrível quanto a metafísica ou a física quântica. Vocês já pararam para pensar que em qualquer coisa que fizermos, estamos nos comunicando mesmo que sem perceber? Até com o olhar a gente consegue transmitir algo. Em campo verbal e escrito, nós temos um milhão de maneiras de se dizer uma mesma coisa, mas cada uma com um efeito diferente sobre quem lê ou ouve. Gente. Isso é maravilhoso! Mas ok, já estou parecendo candidato à cargo político tentando convencer vocês sobre alguma coisa. Não queiram me ver falando pessoalmente sobre como a Comunicação é maravilhosa; consigo ser ainda pior.

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     Todo esse blablablá sobre como a escrita e o ato de se comunicar significam para mim é somente para dizer que hoje o blog faz aniversário! Isso mesmo, hoje o blog completa 3 anos. Posso fazer uma confissão um tanto quanto pessoal? Tô me sentindo aquelas mães chorosas observando o filho em frente ao bolo, na mesa do parabéns, enquanto se questiona sobre como o tempo passou rápido e o quanto se sente orgulhosa  de vê-lo ali, assoprando as velinhas em comemoração a mais um ano de vida.
      O blog passou por várias fases comigo e ao longo das postagens isso pode ser visto. Já esteve em vários formatos e também já vestiu várias roupinhas; esteve de rosa,de lilás, de verde, de nude e hoje está de azul. Por enquanto. Muita coisa aconteceu na minha vida nos últimos três anos e em cada texto que eu leio, desde o primeiro, consigo ver algum detalhe que serviu de marca para o que eu estava vivendo quando ele foi escrito. Não é à toa que eu tenho esse blog como se fosse meu filho.
      A cada comentário recebido eu sinto como se estivesse passando algo para quem lê, por menor que seja a mensagem; afinal, escrever e ser lido é uma troca equivalente de experiência.
      Hoje são 3 anos de blog, contabilizando 30.864 visitas distribuídas em 134 postagens que contam com 898 comentários. Tudo isso graças aos 236 seguidores. Não consigo encontrar uma forma de agradecer que seja à altura de todos esses dados e de tudo de bom que o blog me trouxe. Acho que vale a clássica, boa e velha frase de sempre: muito obrigada!

Beijos e me liga para contar sobre o aniversariante do dia :*


Eu sei que ninguém tem nada a ver com isso, mas sempre gosto de compartilhar coisas boas com vocês. Prestei vestibular como treineira em 2012 e obtive duas grandes conquistas para mim: passem em Linguística na Universidade Federal de São Carlos (minha cidade) e consegui bolsa integral para Publicidade e Propaganda na Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo. Porém, ainda tenho que terminar o 3º ano do ensino médio, então não pude cursar em nenhuma das duas vagas. Pelo menos serviu para me acalmar um pouco com relação ao vestibular... Ou não.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Meme: Leia sempre.


        Olá, pessoal!
       Durante o mês passado eu recebi indicações para fazer 3 memes e creio que eu não precise dizer que fiquei muitíssimo feliz com isso, né? São 3 novas luzes no fim do escuro túnel da falta de criatividade. Decidi fazer todos eles, mas vão ser postados ao longo do tempo.
     O meme de hoje foi indicação da Monique Premazzi, do blog Secrets of a Little Girl. Obrigada, Monique!

Regras:


1. Cite o nome e o link de quem te enviou;
2.  Indicar dois livros (no mínimo) que leu em 2012 e gostou;
3. Listar três livros (no mínimo) que deseja ler em 2013;
4. Oferecer para mais 10 pessoas ou blogs e avisá-los.


Li em 2012 e gostei:



A Culpa é das Estrelas   Anna e o Beijo Francês


Quero ler em 2013:



  Precisamos Falar Sobre o Kevin


Indicações

- Minne, do blog Aquele venho blá blá blá de sempre;
- Thaís, do blog Remember;
- Patrícia, do blog Alquimista dos Sonhos;
- Giovanna Cruvinel, do blog Meia-Noite;
- Francyelly Moura, do blog Livros & Batons;
Acho que 5 indicações é mais do que o suficiente, então fica aí o meme para quem mais quiser fazer também!

Podem me xingar que eu deixo. Sei que ultimamente os posts têm sido somente sobre livros e essa coisa toda, mas acho que já deu pra perceber também que minhas aulas já voltaram... Este ano presto o tão esperado vestibular e ainda estou me acostumando com a nova rotina que estou sendo obrigada a me submeter. Creio que levarei mais um mês mais ou menos para me colocar no eixo e organizar minha vida de forma que eu encontre tempo para fazer tudo o que já fazia antes, como blog, mais as novas ocupações. Espero que entendam a frequência das postagens, mas ó, prometo que o próximo texto não será sobre livros, rs. Mas e você, já leu algum dos livros acima? Se sim, deixe um comentário para mim. Se não, deixe também!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Resenha #1: O Verão Que Mudou Minha Vida (Jenny Han)


O Verão Que Mudou Minha Vida


O Verão Que Mudou Minha Vida
Série Verão - Vol. 1
Autor: Jenny Han
Páginas: 288
Editora: Galera Record
Onde comprar: Saraiva
Minha nota: 




" A vida de Belly é medida em férias de verão. Para ela, todas as coisas boas só acontecem entre os meses de junho e agosto, quando está na casa de praia junto a Susannah (...) e seus dois filhos, Jeremiah e Conrad."

          A história se passa em Cousins Beach, uma cidadezinha litorânea onde fica a casa de praia da família Fisher, composta por Suzannah, Sr. Fisher (que é citado poucas vezes durante o livro) e seus dois filhos, Conrad e Jeremiah, sendo o primeiro o mais velho. Durante todos os verões, sem exceção de nenhum, Suzannah e os dois filhos passam a temporada na casa de veraneio junto com a melhor amiga Laurel, divorciada, e seus dois filhos: Steven e a protagonista Belly.
          Belly (que na verdade se chama Izabel, porém sempre apelidaram-na assim) é a mais nova da casa e sempre fora vista pelos garotos como a "criancinha", embora a diferença de idade entre ela, o irmão e os dois filhos de Suzannah não fosse lá tão grande; algo entre 2 ou 3 anos. A garota tem um vínculo bastante forte com Suzannah, chegando até a considerá-la sua 2ª mãe; Conrad e Jeremiah sempre foram vistos pela protagonista como sendo irmãos postiços, porém, o tempo fez com que um dos dois despertasse em Belly um sentimento maior. O verão em que a história, de um modo geral, se passa promete ser o último por vários motivos; todos estavam crescendo e a vida adulta começara a bater à porta dos mais velhos, Conrad e Steven.


"A questão era que Suzannah estava certa. Foi um verão que eu nunca mais esqueci. Foi o verão em que tudo começou. (...)"


       O história toda é contada em 1ª pessoa, do ponto de vista de Belly e é bastante explícito o amadurecimento e o crescimento da personagem ao longo de inúmeros flashbacks de verões passados, separados por capítulos.
          A leveza, simplicidade e riqueza sutil de detalhes com que a autora escreve a narrativa me lembrou bastante os livros e a forma de escrever de outra escritora, Meg Cabot, que é uma das minhas autoras favoritas; logo, O Verão Que Mudou Minha Vida ganhou um cantinho especial no meu coração. É aquele tipo de livro que te tira de onde você está, e te carrega pro espaço em que a história acontece; consegui imaginar perfeitamente cada detalhe de tudo que foi apresentado. É uma leitura tranquila, mas ao mesmo tempo surpreendente.
         Sobre os "aspectos físicos" do livro: a capa é uma graça e achei que até a seleção de cores usadas nela contribuiu para que o leitor se sentisse dentro da história; porém, não sou muito fã de ilustrarem as personagens, pois bloqueia minha criatividade na hora de imaginá-los. No interior do livro, a divisão dos capítulos é bem-feita e até a fonte utilizada no título dos mesmos é uma graça; sem mencionar que cada capítulo possui o desenho de uma conchinha acima do respectivo título. Uma fofura!
         O livro faz parte da série Verão, composta por este e mais dois outros livros. Por enquanto, somente o 2º já foi lançado, mas ainda não o vi para vender. Confesso que até chegar ao último terço do livro, apesar de ter gostado da história, não me senti muito motivada a ler os outros. Mas na reta final (como de prache) a história deu uma reviravolta e começou a ficar muito boa, então me encontro aqui, roendo as unhas de ansiedade para ler os próximos volumes.

Confira a capa dos dois outros volumes da série:
                   
Volume 2 - It's Not Summer Without You
Volume 3 - We'll Always Have a Summer


E essa foi a 1ª resenha do Bom Dia, Sophia. Gostaram? Alguém aí já leu? Ou quer ler? Deixem suas opiniões nos comentários! Ah, e a seção "Me conhece?" do blog está atualizada!
Beijos e me liga para contar do verão que mudou a sua vida :*

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

As desvantagens de ser... Magra.

      "Tá vendo aquela garota ali? Não, a do lado. Não, cara, a magricela."
      É, sou eu. Desde pequena venho lutando (sem sucesso, diga-se de passagem) contra um problema comigo mesma e essa pedra no meu sapato chama-se peso. E não, não vou reclamar que os números altos da balança me perseguem ou que eu não tô servindo no jeans 38. Quer dizer, no 38 eu não sirvo mesmo, malemá no 34.
       Desde sempre fui chata pra comer e na lista de coisas que eu odeio você pode encontrar: 1) feijão e 2) qualquer coisa verde. Meus pais me levaram a todos os tipos imagináveis de médicos até se cansarem e aceitarem o fato de que eles têm uma filha magrela. E o engraçado é que mesmo com todos os médicos me virando do avesso e dizendo que era para me deixarem em paz e que eu tinha o peso que tinha porque meu biotipo era assim, meus pais nunca botaram fé. Depois de 17 anos eles decidiram me deixar em paz com os meus 1,57m e 38kg. Que foi? É isso aí mesmo.
Tumblr_mdlo38vnsi1rhjsoao1_500_large      Depois de ler tantas frases e ver tantas imagens na internet, que em suma diziam que o sonho de toda mulher é ser magra e não precisar se preocupar com o que come, decidi escrever esse texto com a finalidade de mostrar que o Maravilhoso Mundo da Magreza não é assim tão maravilhoso. Não vou negar, sou apaixonada por comida e acho que um dos maiores prazeres da vida é comer, além de ser grata a Deus todos os dias por não precisar me privar das coisas que eu gosto e por não me sentir culpada pelas calorias e gorduras trans passeando pelo meu corpo depois de eu comer um x-bacon. Realmente, é o paraíso. Porém, há muito mais contras do que prós em ter quase 18 anos nas costas e pesar menos que uma criança de 10 anos
      Roupas sempre foram meu ponto fraco. Jeans em especial. Até os meus 12 anos eu me virava mais ou menos com essa coisa toda, sempre fui baixinha então nessa época eu ainda conseguia usar a numeração infantil sem que a calça servisse na cintura, mas ficasse curta nas canelas e me deixasse com cara de quem roubou as calças do pescador ali da ponta da praia. Mas a partir daí, comprar calças se tornou meu grande problema. No 36 cabia duas de mim, no 16 cabia metade de mim. Descobri algumas lojas que trabalhavam com numeração especial, como o 34 e algumas tinham até o 32! Mas não era (e ainda não é) fácil de encontrar, então continuo conflitando um pouco com relação a isso. Mas pior que os jeans, só os shorts e as saias... Ah, como eu queria poder sair no verão com um shorts ou uma saia sem parecer um 11 caminhando. Vestido de festa? Esquece, só mandando fazer. Casaco? Não há como poupar algumas longas caminhadas de loja em loja se eu não quiser parecer um daqueles esquimós de desenho animado.
     Já falei dos apelidos? Magricela, Olívia-palito, Flamingo (esse sempre foi dos piores) e mais outros tantos que eu poderia ficar aqui por um dia inteiro só enumerando-os. Nunca liguei muito, por mais incrível que pareça; hoje até faço piada junto porque se você não pode com o inimigo, junte-se a ele. Não contei do dia em que um garoto perguntou se eu tinha anorexia, né? Pois bem. Só fiquei com vontade de arrastar a carinha dele no asfalto pela falta de respeito demonstrada com relação à doença. Sou magra, ok. Mas certamente aquele menino nunca viu alguém que sofre do distúrbio.
      Dos males que a magreza me traz, esses são os maiores. No mais, problemas com pulseira, anéis (aliás, tô curtindo essa moda de anéis de falange, porque posso usá-los como anéis comuns) e derivados. Na infância, também cheguei a sofrer com as boias de cintura; se não quisesse me afogar, era obrigada a usar aquelas você prende no braço, sabe? Até em parques de diversão a magreza faz questão de marcar presença; geralmente a trava é para pessoas normais e eu costumo sambar no banco do carrinho, a cada curva da montanha-russa.
     Acho que é isso. Para quem luta contra a balança por estar acima do peso: a não ser que esteja debilitando sua saúde, não se preocupe tanto assim em ficar parecida com aquela modelo da revista; ou então, não rogue praga quando você vê uma magricela usando o vestidinho que você gostaria de poder usar. Pode ter certeza que ela já sofre o suficiente com o peso. E o tal do vestido, vá por mim, não deve ter sido tão fácil de encontrar.

Este texto nasceu de uma discussão aberta no Twitter, um dia desses, sobre um lado que quase ninguém dá atenção. Foi bem legal porque o papo foi rolando e mais gente foi entrando na conversa; quando eu vi, me deparei com várias pessoas que partilham do mesmo problema que eu e, de certa forma, isso é bacana.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Devorados de 2012.

       Olá, pessoal! Quem acompanha o blog há um tempo sabe que eu conto os dias, ansiosamente, para que chegue logo janeiro e eu possa fazer minha sagrada e anual postagem com os livros lidos no ano anterior. 2012 não foi um ano literariamente produtivo pra mim; não cheguei nem perto do número conquistado em 2011 e também não li nenhum dos livros que tinha posto na listinha de tenho-que-ler-em-2012. Não vou esconder que fiquei bastante chateada com os números (e a falta deles). Gosto de culpar a escola por isso, e de certa forma até posso, mas o que me aconteceu foi: tive vários livros de leitura obrigatória passados pelos professores e minha consciência teimava em pesar quando eu cogitava a ideia de começar uma leitura por conta própria, porém, a preguiça sempre marcou presença e eu acabei não fazendo nem um e nem outro: li pouquíssimos da escola e menos ainda da minha estante. Em suma, 2012 foi um saco.
      Perguntei a quem me lê, por aqui e na fan page sobre como gostariam que esses livros fossem mostrados e cada um contribuiu com uma opinião diferente; fiquei confusa e optei por uma lista breve, com um palpite ou outro, e quem quiser ver resenha sobre algum dos livros que eu li é só deixar nos comentários que eu preparo com muito gosto uma postagem a respeito. Vamos lá!



It Girl - Garota Problema
It Girl - Garota Problema - Vol. 1.
Autor: Cecily von Ziegesar
Páginas: 304
Editora: Record
Onde comprar: Submarino - Americanas

Sinopse:
 Depois de aparecer em todas as revistas de celebridades e protagonizar alguns dos maiores escândalos de Nova York, Jenny Humprey não tem outra saída: precisa procurar um novo colégio. Mas ela não quer qualquer colégio; quer seguir os passos de Serena e se tornar a mais popular nova-iorquina em um colégio interno. Depois de muito procurar, encontra a Waverly Academy, um colégio interno no campo, freqüentado pela elite de Nova York, e, mais importante, um internato misto com meninos e meninas fabulosos que não deixam as regras atrapalhar seu objetivo maior: se divertir!


O que eu achei: posso contar uma coisa para vocês? Prometem que não me lincham? Odeio Gossip Girl. Não consigo engolir aquelas personagens nem a história que, cá entre nós, não faz parte da realidade de nenhum espectador da série; talvez seja por isso que tanta gente gosta. Resolvi ler algum livro da tal da autora pra ver se mudava minha opinião sobre a série. Puffff, que nada. Continuei odiando, senão ainda mais. Para mim, o livro é péssimo somente por questão de gosto mesmo; não simpatizei, não fui com a cara. Mas não que a autora escreva mal ou deixe a desejar em algum ponto (além do enredo).
Minha nota: 



À Caça de Harry Winston
À Caça de Harry Winston
Autor: Lauren Weisberger
Páginas: 432
Editora: Record
Onde comprar: Saraiva - Submarino

Sinopse: Emmy estava a dois passos do casamento perfeito quando seu namorado a trocou pela personal trainer. Leigh é considerada o novo talento na editora onde trabalha, mas sua vida amorosa não anda tão bem quanto pensava. A brasileira Adriana odeia a palavra compromisso. Para ela, quanto mais homens melhor. As três amigas decidem fazer um grande pacto: mudar radicalmente suas vidas em um ano. Será que elas vão conseguir?

O que eu achei: 
À Caça de Harry Winston é da mesma autora de O Diabo Veste Prada (notaram algo em comum na capa?) e eu decidi que iria lê-lo assim que terminei de acompanhar a jornada de Andy e Miranda Priestly, tamanha fora a paixão pela autora. Conforme fui dando seguimento à leitura, notei uma breve semelhança com Sex And The City e o humor e a simplicidade que eu tanto admirei na escrita da autora, se fez presente no livro-do-sapato-verde também. O único ponto negativo foi que, em algumas vezes, eu acabei encontrando muita enrolação em torno de coisa pequena, então cansou um pouco.

Minha nota: 




A Culpa é das Estrelas
A Culpa é das Estrelas
Páginas: 288Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Onde comprar: Saraiva - Submarino

Sinopse: A Culpa é das Estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.

O que eu achei: Parem as máquinas, pois agora vou falar de A Culpa é das Estrelas. Esse livro merece toda uma meditação antes que eu tente escrever qualquer palavra sobre ele; meus olhos se enchem d'água só de lembrar de Hazel e Gus. Acho que foi o livro do ano, na minha opinião. Creio que o que eu estou escrevendo sobre a obra não seja nada do que você já não tenha lido web afora, mas nunca é demais falar sobre esse livro de capa azul (e confesso que essa capa foi amor a primeira vista e também o que mais me chamou a atenção antes de lê-lo). Se eu tivesse que resumir toda a obra em uma palavra, com certeza seria: apaixonante.
Minha nota: 




O Presente da Princesa
O Presente da Princesa - Vol. 6 1/2
Autor: Meg Cabot
Páginas: 107
Editora: Record
Onde comprar:  Americanas

Sinopse: Todo ano, Mia passa as férias natalinas com Grandmère, na Genovia. Desta vez, ela está à espera do Natal mais perfeito de todos os tempos: seu namorado, Michael, e sua melhor amiga, Lilly, virão para as festas também! Mas até mesmo os planos de uma princesa podem dar errado. Com tantos compromissos reais, ela não tem tempo para encontrar o presente perfeito para Michael e o que seria um feriado dos sonhos pode ser transformar num verdadeiro pesadelo.

O que eu achei:
Este livro é, na verdade, um daqueles "pocket books" intermediários entre um volume e outro de uma série, e eu devo dizer que me fez muito feliz, pois pude matar a saudade da Mia, do Michael e de mais todos os outros personagens mesmo tendo terminado a série há um tempo. Já falei um bilhão de vezes sobre O Diário da Princesa (aqui, aqui, aqui e aqui) e vai começar a ficar repetitivo se eu fizer mais uma vez todos os elogios, então meu laudo final é: tão bom quanto a série em si.
.
. Minha nota: 




@mor
Autor: Daniel Glattauer
Páginas: 188
Editora: Suma de Letras
Onde comprar: Submarino - Americanas

Sinopse: Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Leo Leike, ainda digerindo o fracasso de seu último relacionamento, responde de forma espirituosa a duas mensagens enviadas por engano por Emmi Rothner, casada. Inicialmente, ela só queria cancelar uma assinatura de revista. Depois, inclui Leo por engano entre os destinatários de um e-mail de boas festas. Na terceira troca de e-mails, o mal-entendido dá lugar à atração mútua, reforçada pelo fato de um nunca ter visto o outro. Nada como a curiosidade instigada por frases bem encadeadas chegando a intervalos regulares numa caixa postal eletrônica para que os dois se esqueçam dos possíveis impedimentos. A cada dia, Leo e Emmi se sentem mais impelidos a marcarem um encontro. 

O que eu achei:
Mais um livro que eu passei os olhos e a capa gritou "me leia!". Nenhuma história é narrada, a história discorre somente através dos e-mails e você não sabe nada do que acontece na vida das personagens fora do computador, ao menos nada que eles decidam não contar nas mensagens eletrônicas; o que é um ponto positivo da parte de criatividade do autor, mas chega uma hora que cansa ler tanto e-mail e a coisa toda se torna um pouco monótona. Porém (sempre existe um porém, né?), eu nunca senti tanto ódio de um autor por finalizar um livro da forma como Daniel finalizou este. A indignação foi tanta que me levou a ler a continuação.

Minha nota: 




Emmi e Leo - A Sétima Ond@
Autor: Daniel Glattauer
Páginas: 240
Editora: Porto Editora
Onde comprar: Não encontrei venda online, mas já vi nas lojas físicas da Saraiva.

Sinopse: "Pensas que não te vejo, que não te sinto. Engano. Puro engano. Quando te escrevo, seguro-te bem junto a mim". Emmi e Leo são os protagonistas de um amor virtual apaixonante, que passou por todo o tipo de emoções, menos a de um encontro físico. A relação, iniciada no irresistível Quando sopra o vento norte, parece ter chegado a um impasse. Leo decide partir para os EUA, renunciando a um amor impossível. Quando regressa, longos meses depois, o encontro entre ambos concretiza-se. Mas Emmi continua casada e Leo tem em Pamela o amor estável com que sempre sonhara. Só que, na verdade, os dois amantes nunca estiveram mais apaixonados. Conseguirão eles, por fim, vencer o destino que parece teimar em separá-los?

O que eu achei:
Meu coração bateu mais por fortes emoções no primeiro volume. Talvez por eu ainda estar naquela fase de "conhecer as personagens", mas achei que nesta continuação as coisas foram um pouco previsíveis. Claro que tiveram surpresas e coisas bacanas, até porque se tudo tivesse sido zzZZz eu não teria ânimo para terminar. Não dá pra dizer que não gostei, Emmi e Leo ganharam um cantinho na parte do meu coração onde eu costumo guardar os casais literários que eu mais gosto. Ah, e a parte mais legal do livro é quando o autor revela o porquê de "A Sétima Ond@". Achei genial.

Minha nota: 



O Céu Está em Todo Lugar
Autor: Jandy Nelson
Páginas: 424
Editora: Novo Conceito
Onde comprar: Saraiva (também por R$9,90!!!)

Sinopse: Lennie Walker, de dezessete anos de idade, gasta seu tempo de forma segura e feliz às sombras de sua irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre abruptamente, Lennie é catapultada para o centro do palco de sua própria vida - e, apesar de sua inexistente história com os meninos, inesperadamente se encontra lutando para equilibrar dois. Toby era o namorado de Bailey, cujos sentimentos de tristeza Lennie também sente. Joe é o garoto novo da cidade, com um sorriso quase mágico. Um garoto a tira da tristeza, o outro se consola com ela. Mas os dois não podem colidir sem que o mundo de Lennie exploda...

O que eu achei:
Antes de dizer qualquer coisa sobre este livro, eu preciso falar sobre o ponto que me fez invejar demais quem o produziu: o layout. O livro é a coisa mais linda por dentro. Entre um capítulo e outro, uma página é reservada para ilustrações de anotações da Lennie. A personagem tem a mania de anotar frases, citações, pensamentos e até conversas em lugares estranhos, como copos descartáveis ou papéis de comida. Enfiei na minha cabeça que, se algum dia um milagre acontecer e eu escrever um livro, quero que seja tão lindo e criativo quanto O Céu. Quanto à história, me arrancou umas duas ou três lágrimas no final, mas também me fez odiar e amar a personagem principal em alguns momentos do livro. Consegui ver muito de pessoas que eu amo na personalidade de personagens da trama, então acho que isso contribuiu bastante com a paixão que eu nutro pela obra, além de este ser outro livro que tem uma explicação linda para o título.
.Minha nota: 



Bela Maldade

Bela Maldade
Autor:
Rebecca James
Páginas: 302

Editora: Intrínseca
Onde comprar: Submarino - Saraiva

Sinopse: Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade. No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada...

O que eu achei:
 Quando li este livro, havia um tempo em que não odiava com todas as minhas forças algum vilão literário, e às vezes faz falta a gente depositar ódio em alguém que não seja real. Poupa algumas coisas. Mas não deixemos desviar o foco, o livro tem uma história bem construída e dá vontade de ler (ainda mais se você tem uma pedra no sapato que, no passado, costumava chamar de amigo). O autor trata uma questão bem bacana desse tipo de conflito que, lamento de dizer, você vai encontrar em algum dia da sua vida, além nos lembrar do verdadeiro significado de obsessão, que nos dias de hoje acabou perdendo o real sentido.

Minha nota: 




Anna e o Beijo FrancêsAnna e o Beijo Francês
Autor: Stephanie Perkins
Páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Onde comprar: Saraiva 

Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer? 

O que eu achei:
Este foi livro merecia o troféu Fofura do Ano. A maioria das pessoas que leram provavelmente diz a mesma coisa, mas é porque a história é tão, tão, tão fofa que dá pra ficar suspirando a cada página lida. Não sei dizer se foi pela riqueza de detalhes com que a autora escreveu ou se foi a maneira como ela colocou as coisas no papel, mas eu me senti dentro da iluminada Paris durante todo o tempo que passei lendo; isso é um ponto positivo e tanto. Há quem julgue por ser romancezinho água com açúcar e eu posso te dizer que o livro não é só isso. A única coisa que eu mudaria é a capa, apesar de ser fofinha, mas por problemas pessoais que eu tenho com a tal da idealização. Quando a capa ilustra alguma das personagens, minha mente fica presa à imagem e isso bloqueia a minha imaginação.

Minha nota: 




Um Dia
Autor: David Nicholls
Páginas: 416
Editora: Intrínseca
Onde comprar: Saraiva - Submarino

Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

O que eu achei:
 Com tanta gente falando sobre o livro, eu não podia deixar de lê-lo. E assim como a opinião da maioria, creio que a minha não é muito diferente. Aconselho primeiro ler o livro e depois assistir ao filme, pois na adaptação tem "spoiler" do final já logo nas primeiras cenas. A história é linda e foge daqueles romances best-seller à la Nicholas Sparks que até quem não tem diabetes acaba sofrendo da doença enquanto lê. O autor retrata a realidade, o quão difícil é estar com quem a gente ama e o quanto a gente tem que lutar por isso. E o final me pegou de surpresa; muito de surpresa. Talvez por eu ter aquela imagem estereotipada de romance, acabei ficando com a fala engasgada e sem saber o que dizer sobre a última página que havia lido. Vale muito a pena.

Minha nota: 




Antes Que Eu VáAntes Que Eu Vá
Autor: Lauren Oliver
Páginas: 358
Editora: Intrínseca
Onde comprar: Saraiva 

Sinopse: Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta — da melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte — descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.
O que eu achei: 
é aquele tipo de livro que te arranca uns bons minutos refletindo depois de terminar a última página. Sou suspeita para falar, pois a-m-o prólogos e epílogos, e Antes Que Eu Vá tem os melhores que eu já li. Ponto positivo para a história e para a ideia que o livro traz, porém, paradoxalmente, o ponto negativo fica por conta da história também. A personagem revive o dia em que morreu durante uma semana e hora ou outra isso torna a leitura um pouco cansativa. Mas nada que um pouco de persistência e meia dúzia de páginas não resolva... Vale a pena.
Minha nota: 



Não Sou Este Tipo de GarotaNão Sou Este Tipo de Garota
Autor: Siobhan Vivian
Páginas: 248
Editora: Novo Conceito Jovem
Onde comprar: Saraiva (tá em promoção! R$9,90!!! Pelo menos até a data deste post)

Sinopse: Perversa ou inofensiva? Confiável ou hipócrita? Controlada ou insensata? A vida é sobre suas decisões e escolhas, e Natalie Sterling se orgulha de sempre fazer as melhores. Ela ignora os caras populares e babacas da escola, sempre ganha medalhas de honra e está prestes a ser a primeira estudante jovem a ser presidente do conselho estudantil em anos. Se apenas todas as outras garotas fossem tão sensíveis e fortes. Como o grupo de novatas que querem ser brinquedos dos jogadores de futebol. Ou sua melhor amiga, que tomou uma decisão idiota que quase arruinou sua vida. Mas ser sensível e forte não é fácil. Não quando uma brincadeira quase a faz ser expulsa. Não quando seus conselhos dóem mais do que ajudam. Não quando um cara que ela já deu um fora se torna o cara que ela não consegue parar de pensar. A linha entre o certo e o errado foi distorcida, e cruzá-la poderá resultar em um desastre… ou se tornar a melhor escolha que ela já imaginou fazer. 

O que eu achei: No bom e claro português, não fede e nem cheira. Li em um daqueles momentos em que a gente quer ler qualquer coisa que não exija muito esforço mental, só pra esvaziar a cabeça e relaxar um pouco... Deu certo. A história é interessante pra quem busca uma leitura light, sem muitas surpresas. Mas é bacaninha... Bacaninha.
Minha nota: 


E é isso, esses foram os livros que eu devorei em 2012. Espero que gostem, e também gostaria de saber quais os livros vocês leram também! Deixa aí nos comentários!