quarta-feira, 8 de julho de 2015

Para algumas coisas nascerem, outras têm que morrer.


       Durante a nossa vida, muita coisa acontece; o ser humano vive em média 66,7 anos, o que é tempo mais do que suficiente para que muita água passe debaixo da ponte. Durante este tempo, conhecemos algumas centenas ou milhares de pessoas, umas permanecem por muito tempo, outras não. Neste meio-tempo a gente muda de endereço, de cabelo, de estilo e até de opinião. Essas mudanças podem ser boas, ruins, com a nossa ciência ou mesmo sem a gente querer; a gente pode se adaptar facilmente a elas ou levar um certo tempo, mas a verdade é que toda mudança acontece porque chegou a hora.
        Desde que entrei na faculdade, as coisas ficaram um pouco corridas e eu fui obrigada a fazer uma doída seleção daquilo que era prioridade na nova rotina, puramente por uma questão de tempo; e, com isso, o blog foi um pouco abandonado. Não havia um dia sequer que eu não sentisse falta de alimentar este cantinho. Reapareci por aqui algumas vezes, com algumas ideias para pôr em prática e com a promessa de marcar presença com mais frequência; mas não obtive sucesso. Resultado: mais alguns meses de blog em um silencioso hiatus. 
       Pensei bastante a respeito. Refleti em busca de algo, além da correria do dia-a-dia, que pudesse explicar melhor o porquê de todas as tentativas de volta terem sido falhas. Até que eu descobri.
       Sabe quando a gente é criança e tem uma peça de roupa favorita que deixa de servir quando crescemos? E então a única saída é se desfazer da peça substituí-la por outra? Pois bem, o Bom Dia, Sophia era a minha peça de roupa favorita. Ele nasceu em 2010, por volta dos meus 15 anos, e suportou uma enorme quantidade de mimimis adolescentes. E essa era a sua intrínseca identidade. Até que chegou o dia que eu finalmente aceitei que a roupa não me servia mais; e o mais triste: que eu não me identificava mais com ela. 
       Foi então que eu decidi deixá-lo ir. O Bom Dia, Sophia ficou doente por alguns meses, frágil, abandonado e não resistiu. Veio a óbito. Mas ele só morreu para que uma outra coisa, muito melhor, viesse em seu lugar. 
       É com muita alegria que eu estou aqui para apresentar a vocês o Muda Mundo! Pode até parecer que nada mudou por aqui, mas esta alteração de identidade significou muito para mim e, hoje, quando abro o blog e vejo ele assim, bonitinho e com a minha cara, sinto vontade de abraçá-lo. E sabe, eu acredito piamente que a vontade de abraçar as coisas/pessoas é um bom indicador de que estamos no caminho certo. 
       Estou bastante animada e espero que vocês gostem das muitas coisas legais que acontecerão por aqui! Uhul!

      Gabriela Aragonés

E só para não dizerem que tudo mudou completamente: um beijo e me liga para contar das suas mudanças.

6 comentários:

  1. Ah, eu sei como é que é isso. Também dei uma repaginada no meu blog, não cheguei a mudar de nome, acontece que cheguei naquele ponto de que não queria parar de blogar, mas aquele espaço não tava me representando mais, o que é algo muito errado num blog pessoal, no meu blog.
    Enfim, muita boa sorte pra ti e pro Muda Mundo!
    Bjss
    sete-viidas.blogspot.com

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    1. Mudar faz um bem danado, né?
      Obrigada, Monique! <3
      Beijão.

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  2. Às vezes é difícil abraçar as mudanças, mas quando a gente se joga com elas muitas coisas começam a se encaixar! Se você sente vontade de abraçar issoaki então é porque vc tá no caminho certo <3

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    1. Exatamente! A maioria das mudanças parecem ser bem complicadas de serem aceitas, mas é depois é só coisa boa <3
      Obrigada pela visita!

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  3. É legal ver como tantos blogs mudam e evoluem com suas donas. O meu também foi assim. Isso mostra como todos estão sempre em um processo de auto-conhecimento.

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    1. Com certeza, Michelli! Faz parte, né?
      Obrigada pela visita!
      Beijão.

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Não leio mentes ainda, então não vou saber o que você achou a menos que comente.