
Ei, moço. Vou te contar uma história... Era uma vez uma certa garota. Dos olhos brilhantes que refletiam tudo aquilo que ela gostaria de descobrir e, na flor da idade, na doçura da vida e na serenidade da juventude, meteu-se a dona do próprio nariz e foi de cara descobrir o mundo. Teve o coração quebrado por consequência. Se refugiou no mais distante dos cantos e tão grande fora o trauma que cismou não querer sair de lá nunca mais. Trancou as portas da alma, as janelas do coração e fechou os olhos que tanto brilhavam. Ao passo em que o tempo ia embora, menos a menina cedia.
Até que tu entrou em cena. A porta custou a abrir, rangeu, ameaçou se trancar sozinha, mas tu abriu com todo o cuidado do mundo. Entrou devagar, como quem não queria nada e quando a garota se deu conta, tu e ela já estavam dividindo o mesmo lugar na poltrona. Tu abriu as janelas e deixou o sol entrar, trazendo brilho aos olhos que se mantiveram sem vida por tanto tempo. Escancarou as portas da alma e atirou as chaves onde ninguém nunca alcançaria; não queria ver a menina se trancando novamente. Tu limpou os destroços e pôs em ordem a bagunça. Tu salvou.
Prometeu à menina que dali em diante teria proteção e de mãos dadas levou-a para fora, de volta ao mundo. Reensinou o que era cada coisa, porém de uma perspectiva diferente; desdobrou o mapa da vida e mostrou o que cada coisinha significava. E hoje quem a vê com você não arrisca dizer que um dia estivera refugiada dentro de si mesma, da mesma forma que não suspeita que o tamanho do milagre tenha sido tão grande.
Amargura? Amar cura.
Beijos e me liga para contar da sua cura :*
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